quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Declaração do Presidente da ADUENF sobre os últimos acontecimentos da luta salarial


Desculpem-me mas, desta vez, gostaria de fazer o comentário no meu nome e não referenciando toda a diretoria da ADUENF. Primeiramente gostaria de parabenizar a toda a comunidade UENFIANA, em especial aos estudantes, aos membros da diretoria da ADUENF e todos os professores que participaram das atividades realizadas nesta 4ª. Feira. Se hoje temos algo a festejar é o trabalho preparatório que foi realizado pela ADUENF e pelo DCE, além, logicamente, da forma em que os professores e alunos se integraram às atividades planejadas pelas duas entidades. Ontem foi um dia, sem lugar nenhuma a dúvida, que ficará marcado na história desta nossa querida UENF. Quem não participou que se contente com os, sempre incompletos, comentários da imprensa e da diretoria da ADUENF, pois a realidade é sempre mais rica e imparcial do que conseguimos concretizar em poucas letras.

Iniciamos o dia de ontem com uma panfletagem na entrada da universidade, onde chamamos para o ato que aconteceria na quadra; que acabou se transformando numa reunião comunitária que discutiu a realidade e futuro do atual movimento de reivindicações. Para mim foi extremamente reconfortante ver a maturidade e respeito apresentados por quase todos os participantes. O clima reinante foi de construtivo, sem ameaças e ameno, mas firme e com total respeito entre duas categorias que querem o mesmo resultado. Entretanto, ficou clara a existência de divergências no tocante à forma de luta a ser escolhida para continuar o movimento, mais especificamente falando, a Greve. Várias coisas ficaram claras. A primeira delas foi que os estudantes apoiam o pagamento dos 65 % pela dedicação exclusiva. Segundo, que está bem clara a falta de negociação do governo Cabral como principal responsável pelo movimento atual da UENF. Também ficaram claros os motivos que levam aos professores a se sentirem desconfiados em relação ao futuro das negociações. Outro elemento que ficou esclarecido é de que não existe nenhuma relação entre a política de distribuição dos royalties do petróleo e o pagamento da DE. Ainda em relação a esta reunião, ficou claro que não existem diferenças conceituais entre os objetivos da UENF e do DCE. Há ainda que ser salientado que os professores reconheceram a ampla mobilização dos estudantes. Entretanto, os estudantes deixaram claro que não querem greve e apontaram de forma firme, sem ameaças, as consequências que a greve traz para eles neste momento. 

Embora não tenha havido nenhuma votação, ficou marcado um ato para o dia 4/12, onde estudantes e professores aproveitarão a paralisação que foi aprovada na última assembleia da ADUENF para fazer um protesto no Rio de Janeiro, em lugar ainda a ser determinado. Paralelamente, a diretoria da ADUENF deverá marcar uma nova assembleia da ADUENF para o dia 05/12, provavelmente no horário das 10 horas, para avaliarmos os próximos passos da nossa campanha salarial.

Ainda no dia de ontem na parte da tarde, realizamos dois atos; um na Praça São Salvador e outro na BR-101, pois por respeito às informações já veiculadas pela ADUENF entendemos que seria impossível desmarcar a panfletagem no Centro, pois nem todos os professores que participariam a tarde estavam na reunião da manhã. Mas também entendemos que seria fundamental estar ao lado dos nossos estudantes que decidiram fechar a BR-101 para exigir a efetiva abertura das negociações pelo governo do Rio de Janeiro

Iniciamos o showmício na Praça São Salvador às 15:30 com a participação dos "grevemente feridos" e aproveitamos para distribuir um panfleto com perguntas e resposta sobre a situação de crise que hoje envolve a UENF. Mais uma vez fomos muito bem acolhidos pela população de Campos. Às 16:00, todos os professores presentes, após acordo no local, se dirigiram ao Shopping Estrada. O que aconteceu ali foi realmente impressionante Mais de 300 pessoas estavam presentes o fechamento da BR-101, incluindo representantes da ADUENF e do DCE, apoio quase total dos motoristas. È importante frisar que não houve qualquer tipo de altercação nem falta de respeito com o movimento, Provavelmente isto se deu porque tudo foi muito bem organizado, onde a cada 10 minutos liberávamos uma das pistas. O fato é que TODOS OS PRESENTES DERAM UM SHOW DE ORGANIZAÇÃO E CONSCIÊNCIA POLÍTICA. Mais uma vez quem não foi PERDEU UMA ÓTIMA OCASIÃO DE VER COMO SE FAZ UM MOVIMENTO NA PRÁTICA. Os vídeos e fotos estão na internet... Não tenho dúvida em dizer que o fechamento da BR-101, por mais de uma hora, foi uma belíssima resposta à velocidade de tartaruga com que o governo de estado está "negociando" nossas demandas. 

Mas o nosso movimento em defesa dos nossos salários e da UENF não vai parar. O próximo capítulo será na terça-feira (04/12). Aproveito para convidar a todos para que deixem seus nomes na secretária da ADUENF para que possamos decidir quantos veículos serão alugados.



A hora de lutar é essa! Pelo pagamento da D.E.! 
A UENF unida, jamais será vencida!


Campos dos Goytacazes, 29 de Outubro de 2012.

Raul Palacio, Professor da UENF
Presidente da ADUENF

Deputada Janira se manifesta em plenário em defesa da UENF

No mesmo momento que centenas de alunos e professores da UENF fechavam as duas pistas da Rodovia BR-101 para protestar contra a falta de compromisso do governo do estado com a negociação para diminuir a crise salarial dos professores, a deputada estadual Janira Rocha (PSOL) fez um importante e esclarecedor pronunciamento no plenário da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

Veja abaixo como a deputada Janira Rocha colocou de maneira clara e irrefutável as causas da atual crise que ameaça deflagrar uma nova greve de professores na UENF.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

NOTA DA DIRETORIA DA ADUENF SOBRE A PARALISAÇÃO DO DIA 28/11



A diretoria da ADUENF vem a público, para informar as atividades que serão realizadas nesta quarta-feira (28/11), dia da paralisação que foi decidida na assembléia do dia 21 de Novembro. Em principio pretendemos utilizar a paralisação para discutir, com toda a comunidade, a realidade e futuro do movimento atual e da UENF como um todo.

A diretoria iniciará o dia 28 fazendo uma chamada para um ato universitário que acontecerá na quadra de esportes do CCH. A idéia é realizar uma discussão franca e transparente entre todos os segmentos da comunidade universitária da UENF. Acreditamos que atividades como esta poderiam ser realizadas sem a necessidade de uma iminente greve, mas ganham especial importância num momento em que podemos iniciar uma. O debate está marcado para o período entre 10:00 e 12:00 horas.

No período da tarde, iremos realizar um “showmício”. Para tal estamos trazendo o grupo “grevemente feridos” que animará musicalmente o nosso ato. A concentração está marcada para as 15 horas na Praça São Salvador onde deveremos realizar uma manifestação política para informar a população de Campos da situação em que a UENF se encontra neste momento.

Caros UENFIANOS, a diretoria da ADUENF está propondo estas atividades. Entretanto, estamos abertos a sugestões que possam ampliar o leque de atividades. Desta forma, convocamos a todos os professores a participar nas atividades que programamos; sendo importante a participação de todos, independente da posição que tenham apoiado na assembleia que decidiu pelo calendário de lutas que estamos encaminhando. Lembramos ainda que a assembléia é soberana e temos todos que acatar as decisões que são tomada, pois, no final das contas, estamos todos lutando pelo mesmo objetivo que é a recomposição de nossos salários, começando pela remuneração de 65% do nosso regime de Dedicação Exclusiva.

A HORA DE LUTAR PELOS NOSSOS DIREITOS É ESSA!

DIRETORIA DA ADUENF

Nota da diretoria da ADUENF sobre a crise salarial dentro da UENF





A diretoria da ADUENF vem a público para, primeiramente, agradecer a massiva e ativa participação dos estudantes, via e-mail, na luta pela manutenção do ensino de qualidade que a UENF oferece. A resposta engajada dos nossos estudantes é uma clara resposta para aqueles que pensavam que era até infantil acreditar que o nosso corpo discente se engajaria para cobrar do governo do estado a realização de um efetivo processo de negociação que garanta a normalidade dentro da UENF.

 Paralelamente gostaríamos de esclarecer alguns pontos das declarações que estão sendo veiculadas como respostas aos reclamos realizados ao longo da semana passada pelos nossos estudantes. Como primeiro ponto, vamos fazer uma leve comparação. O estado do Rio de Janeiro, de forma muito justa, está realizando uma serie de atividades contra a possível perda de 6%, de 26 % que atualmente recebe por meio dos royalties do petróleo. Pois bem o que deveríamos fazer contra o contingenciamento orçamentário que ano após ano estamos sofrendo por parte deste mesmo governo? O que a ADUENF poderia fazer quando nos últimos dois anos as verbas das emendas, de 10 milhões cada obtidas na ALERJ para pagamento da DE foram retiradas do orçamento da UENF pelo governo do estado, ou o que os professores da UENF poderiam fazer ao não receberem os mesmos 65% que foram concedidos aos seus colegas da UERJ em nome da remuneração do regime de Dedicação Exclusiva?

 De forma muito correta o governo de estado do Rio de Janeiro alertou à população sobre os efeitos dramáticos que a mudança dos royalties causarão como consequência da perda orçamentária. Pois bem imaginemos se a perda fosse de 65 %, como é no caso dos professores, com toda certeza, o governo, decretaria a falência do estado. Em contrapartida os professores da UENF continuam mantendo a mesma dedicação ao mesmo tempo em que lutamos pela justeza na remuneração.

Depois disso acreditamos que fica clara para todos a importância do pleito em questão e a seriedade com que esta diretoria tem tratado a ferramenta da greve. Não é com meias verdades e tentativas de jogar os estudantes contra os professores que os problemas da UENF serão resolvidos. Entendemos que é justo fazer um reconhecimento à participação da Secretaria de Ciência e Tecnologia no processo como um todo. Entretanto, a estrutura atual dos governos no Brasil, exige da participação, para a negociação poder avançar, dentro do núcleo duro de poder.

Durante mais de um ano buscamos, via ALERJ e SECT, estabelecer um processo de comunicação com o núcleo duro que efetivamente define as decisões dentro do governo do Rio de Janeiro, e nada conseguimos. Somos testemunhas deque não faltou empenho aos nossos mediadores dentro da ALERJ. Entretanto, chegamos ao cúmulo de que um representante do governo, após conversa com os integrantes dês chamado núcleo duro, nos mandou continuar de greve, pois nada teriam para nos oferecer naquele momento. São essas, entre outras tantas, as atitudes que reforçaram a greve e que não permitem que os professores fiquem seguros de que haverá alguma saída no atual ritmo de negociações, onde efetivamente nada é oferecido para resolver algo bastante básico, que é a isonomia no pagamento do regime de Dedicação Exclusiva entre as três universidades estaduais existentes no Rio de Janeiro.

É forçoso lembrar aos representantes do governo que até este momento foram realizadas mais de 70 viagens à cidade do Rio de Janeiro para, entre outras coisas, quando, inclusive, diversos documentos foram protocolados. Nestes documentos sempre deixamos clara a nossa demanda fundamental; sair do Zero % pelo pagamento do regime de Dedicação Exclusiva no qual todos os professores da UENF trabalham. É preciso lembrar que esta situação faz com que a UENF hoje pague o pior salário inicial para professores, com doutorado que trabalhem no Regime de Dedicação Exclusiva!

Caros UENFIANOS esta é a causa pela qual para o governo as negociações apenas se iniciaram 15 dias atrás, sem considerar os fatos anteriores, enquanto para a diretoria da ADUENF este processo já se arrasta há pelo menos seis anos, com toda a carga relativa a resposta incorretas, desatenção a pedidos de reunião, diferentes passeatas, contingenciamento de valores aprovado nas emendas para pagamento da DE.

O que o governo do estado não vê, ou finge que não vê, é que dezena de docentes já saíram da UENF em busca de melhores salários e, por causa disto, diversas disciplinas se encontram sem professores para serem oferecidas. Isto sem falar na inevitável perda de grupos de pesquisa e de projetos de extensão! E isto tudo em troca de quê? De uma promessa vazia de concessão de aumento linear de salários (após a DE da UERJ)?

Caros UENFIANOS está é a verdadeira explicação do processo de negociação, qualquer outra poderíamos dizer que, é no mínimo, um resumo conveniente de meias verdades com o intuito de tergiversar e confundir a opinião dentro da comunidade universitária da UENF e, por extensão, da população da região Norte Fluminense.

Campos dos Goytacazes, 26 de Outubro de 2012.

DIRETORIA DA ADUENF

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

CARTA ENVIADA AOS SECRETÁRIOS DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA E SEPLAG



NOTA DA DIRETORIA


A diretoria da ADUENF vem a público para informar, A TODA A COMUNIDADE UENFIANA, o resultado da assembléia de quarta feira, 21 de novembro. Após um amplo debate sobre a situação atual, a assembléia decidiu pelo fortalecimento do movimento, ao mesmo tempo em que espera pela reposta do governo à proposta de DE apresentada, em reunião que deverá acontecer , segundo promessa dos secretários, a finais do corrente mês.


Para o fortalecimento do movimento foram apontadas duas atividades; paralisação por 24 horas na próxima quarta feira e paralisação por tempo indeterminado, a partir do dia 4 de dezembro, após ser analisada a proposta da reunião anteriormente mencionada.



Os professores entendem que a dedicação do professores à universidade, após um ano e meio de luta, após a aprovação do pagamento pela DE para os professores da UERJ, após o encerramento da greve para negociar e
apresentação da proposta de D.E. , incluindo o impacto orçamentário, e principalmente pela dedicação que os professores apresentam para com a universidade, o movimento merece que o governo apresente o cronograma de pagamento da DE e dessa forma poder dar continuidade às negociações.



A diretoria também gostaria de comunicar que ontem, dia 22 de novembro, o presidente da associação de professores, a pedido da diretoria do DCE, participou de uma reunião que contou co a presença de mais de 200 estudantes da instituição. O professor Raul fez um esboço da situação atual, explicou os motivos que levaram a decisão tomada pela assembléia e fundamentou a importância da participação ativa e independente dos estudantes na vida universitária e na resolução dos problemas existentes na mesma.



Finalmente a diretoria gostaria de incentivar a continuidade do envio de e-mails para os principais envolvidos no pleito atual.

VAMOS RESPEITAR O RESULTADO DA ASSEMBLEIA, PARAR NA QUARTA E PARTICIPAR DAS ATIVIDADES !!!



Avenida Alberto Lamego, 2000 –  Prédio E1, sala 210 – Horto - Campos dos Goytacazes/RJ Cep: 28013-600
Tel..Fax (22) 739-7270  - E-mail: aduenf@uenf.br     http:/aduenf.blogspot.com/

GESTÃO UNIÃO, FORÇA E RESPEITO 2011-2013

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

RESULTADO DA REUNIÃO COM A SEPLAG E SECT


Caros Uenfianos!!!
            A diretoria da ADUENF vem a público para, sem muitas delongas, explicar o acontecido nos dias 07 e 08 de novembro, no Rio de Janeiro.
Chegamos ao Rio de Janeiro com a desconfortável noticia da votação, contra os interesses do Rio de Janeiro, que tinha acontecido o dia anterior na Câmara Federal. Os comentários do Governador foram os piores possíveis; não tem  dinheiro para pagar o funcionalismo público estadual e a copa fica inviabilizada. 
Como é do conhecimento de todos, no dia 07 não teve reunião por “problemas de comunicação” e seria impossível nos atenderem, ADUENF-Sintuperj-Reitoria, pois o secretário teria uma reunião com a comissão de orçamento e depois com o governador. Qualquer qualificativo que vocês, comunidade da UENF, tenham dado ao comportamento anterior, a diretoria assina junto, entretanto, temos a responsabilidade de tornar viável a negociação em curso, deixamos clara a nossa inconformidade com o acontecido e nos dispusemos a participar da reunião no dia seguinte. Esclarecemos que cada viagem ao Rio de Janeiro, e já são 73, é um sacrifício, pois, embora até alguns membros da comunidade tenham esquecido, temos família e compromissos e nada ganhamos por isto, razão pela qual pedimos que as pessoas tratem do assunto com o devido respeito e seriedade, com que a diretoria da ADUENF vem tratando do assunto. Esclarecido o ponto, ambos os secretários, mesmo separados, pediram desculpas pelo acontecido.
Aproveitamos os dias 07 e 08, para também fortalecer a justificativa da emenda, apresentada na comissão de Educação da ALERJ, e da reunião com o presidente da ALERJ, Deputado Paulo Melo. Falamos com vários deputados e os mesmos concordaram em nos apoiar.
Ontem, dia 08, aconteceu a reunião. Como era de se esperar o Secretário, Sergio Ruy, iniciou a reunião com duas apreciações; a situação ruim gerada pela votação de Brasília e que 65%  de uma só vez não seria possível de atemder. Explicamos a situação da universidade, como conseqüência à desvalorização da Carrera de Professor na UENF, e introduzimos a apresentação de uma proposta de projeto de lei, para pagamento da DE na UENF, que a reitoria tinha preparado e com a qual a diretoria da ADUENF em principio concordava.  Continuamos com uma série de justificativas e entregamos o impacto, de 7 milhões no primeiro ano, que a valorização da carreira de professor  faria no orçamento do Estado, no próximo ano. O secretário acolheu a proposta, achou positivo ter algum documento de consenso para trabalhar, explicou que não era objetivo da secretaria protelar o assunto, entretanto, não se comprometeu em enviar, ainda este ano, o projeto de Lei para a ALERJ.
 Caros Uenfianos, fica claro que, embora as negociações estejam acontecendo, temos que nos fortalecer e gerar fatos políticos que permitam acelerar a negociação e garantir o resultado.  Neste momento nos dirigiremos diretamente aos estudantes.
Caros estudantes, fica claro que o caminho escolhido pela diretoria da ADUENF é o da negociação, vcs são testemunhas de quanto temos trabalhado pela  valorização da Carreira de professor. Todo este esforço tem como objetivo principal, além do monetário, melhorar o ensino que a universidade oferece a Vcs. Queremos deixar claro que ao se iniciar o pagamento da DE na UERJ e com os aumentos salariais que as Universidade Federais estão oferecendo para os professores com doutorado, estamos na véspera da primeira grande diáspora dos professores da UENF para todos os recantos do Brasil. Será que os professores cariocas uenfianos suportarão o atrativo de trabalhar no Rio com melhores salários?. E os Paulistas, paulistanos e os que apreciam uma praia nordestina? Caros estudantes, o “ULTIMO” que fique,  por favor apague a luz para não gerar mais prejuízo. Evidentemente não queremos isso, e por isso estamos solicitando a participação de vcs, estudantes.
No final da carta vamos colocar os e-mails do secretário de planejamento, do secretário de ciência e tecnologia, da casa civil, do presidente da comissão de orçamento da ALERJ, da comissão de educação e o presidente da ALERJ, para que vcs, via email, participem do processo de valorização da Carreira de professor da UENF, e dessa forma fazer uma sensibilização política e cidadã dos principais responsáveis pela educação universitária do estado. .Podem enviar e-mails para quem quiserem, sabemos que a internet é o mundo atual dos jovens. Sejam criativos.....para não termos que utilizar velhos mecanismos de ação. Mandem as suas opiniões!!!!
Secretário Sergio Ruy, planejamento e gestão, sergioruy@planejamento.rj.gov.br
Secretário Regis Fisher, casa civil,  regis@casacivil.rj.gov.br
Secretario Luiz Edmundo,  Ciência e Tecnologia, luizedmundocosta@gmail.com
Deputado Paulo Melo, Presidente da ALERJ, paulomelo@alerj.rj.gov.br
Deputado Comte Bitencourt, Presidente da comissão de Educação da ALERJ, comtebittencourt@alerj.rj.gov.br
Deputado Coronel Jairo, presidente da comissão de orçamento da ALERJ, coroneljairo@alerj.rj.gov.br
                                            GESTÃO UNIÃO, FORÇA E RESPEITO 2011-2013

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

RESULTADO DA AUDIENCIA PÚBLICA DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO DA ALERJ (EMENDAS AO ORÇAMENTO)


A diretoria da ADUENF vem a público para informar à toda a comunidade uenfiana sobre os acontecimentos de ontem, 31/10, na reunião da Comissão de Educação da ALERJ.

Inicialmente, gostaríamos de reiterar que a participação da ADUENF na reunião da Comissão de Educação é um fato de extrema importância, uma vez que nesta conseguimos apresentar nossas demandas, sensibilizamos o poder legislativo e conseguimos aportes significativos, econômicos e políticos, à nossa luta em defesa do ensino público, gratuito, autônomo e de qualidade. Entretanto, se o poder executivo contingencia ou desvia o recurso da emendas, com pesar do poder legislativo, em nada desmerita o trabalho realizado junto à Comissão de Educação.

A reunião contou com os representantes máximos das instituições universitárias, excetuando o reitor da UERJ, que decidiu mandar o técnico de orçamento da universidade. Na abertura dos trabalhos, o deputado Comte Bittencourt apresentou o orçamento das universidades, enviado pelo poder executivo. O deputado deixou claro que, no caso da UENF, era detectada uma redução orçamentária quando comparado com o orçamento de 2012. Contudo, o fato não era exclusivo ao orçamento da UENF.  O deputado Comte explicou que todas as emendas enviadas à Comissão de Educação, entre elas a solicitada pela diretoria da ADUENF, tinham sido acatadas pela Comissão e enviadas para a Comissão de Orçamento da ALERJ.

Como era de se esperar, os reitores presentes (UENF e UEZO) se mostraram preocupados e aflitos com que estava sendo apresentado, pois, entre outras coisas, não poderia ser construído o primeiro prédio da UEZO, não teríamos a expansão da UENF, não teremos novos concursos, nem haverá a possibilidade de atender as demandas das comunidades onde as universidades se encontram.

Ao fazer uso da palavra, a diretoria da ADUENF iniciou o discurso apresentando a divergência entre a justificativa do orçamento e as despesas orçamentárias a serem pagas com o orçamento. Na justificativa, o poder executivo apresenta a educação como uma das principais preocupações do governo, entretanto a secretaria de maior orçamento é a SEPLAG com 11 bilhões. O investimento em pesquisa é apontado como uma das possíveis soluções para o estado do Rio de Janeiro, entretanto para isso se reserva somente 0,4 % do orçamento do estado. Segundo o documento, o orçamento garante o crescimento e fortalecimento do ensino universitário, em contrapartida todas as universidades tiveram os seus custeios diminuídos, inclusive a UERJ onde o efeito se encontra mascarado pelo incremento relativo ao pagamento da DE. Finalizando a primeira parte, defendemos a real Autonomia Financeira como a única solução ao correto financiamento das universidades.

Na segunda parte, defendemos a nossa emenda de 26 milhões, esclarecendo que por duas vezes o governo contingenciou o dinheiro das emendas aprovadas, que o pagamento correto da DE é um direito laboral dos professores da UENF, que a qualidade do ensino universitário tem muita relação direta com a dedicação dos professores de uma instituição e que a mesma está diretamente relacionada com uma correta valorização da Carrera Docente, ação que se torna extremamente difícil quando se recebe o pior salário do Brasil para a categoria.

Fazendo uso dos dados da economia doméstica, tentamos demonstrar que o governo não olha para as universidades com a mesma importância que um pai dedica aos filhos, e vê estas insituições como um problema ou mal necessário, ao qual é destinado cada vez menos recursos até que, em algum momento, ele desapareça por si. Ao final solicitamos, mais uma vez, uma reunião com o presidente da Casa, Deputado Paulo Melo.