terça-feira, 26 de julho de 2016

Comando de Greve da Aduenf realiza visitas na Aerj e garante audiência com líder do PMDB

Uma delegação do Comando de Greve da Aduenf vem realizando ao longo desta 3a. feira (26/07) uma série de visitas a vários parlamentares, incluindo os deputados Comte Bittencourt e Bruno Dauaire, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para tratar da pauta de reivindicações dos professores que da Uenf que estão em greve desde o mês de Abril.

Um dos primeiros resultados práticos destas visitas foi o agendamento de uma audiência com o lider do PMDB na Alerj, deputado Edson Albertassi, para amanhã (27/07) onde deverão ser discutidos os passos concretos para resolver os problemas que originaram a atual greve. Esta audiência deverá ocorrer a partir das 17:30 h.

O Comando de Greve da ADUENF conclama a que professores que porventura estiverem na cidade do Rio de Janeiro nesta 4a. feira que se dirijam à Alerj para se incorporarem à delegação de professores.

Abaixo imagens das atividades realizadas hoje na Alerj pelo Comando de Greve da Aduenf.



COMANDO DE GREVE 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

ADUENF emite de nota de repúdio sobre situação de (in) segurança na Uenf





O comando de greve da ADUENF vem manifestar seu repúdio a falta de segurança na Uenf.

A perseguição policial, como noticiada pela imprensa, estabelecida na noite de ontem (21/07) é um reflexo do abandono da Uenf por parte do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Cobramos da reitoria da Uenf uma investigação interna independente, bem como um posicionamento sobre quais medidas serão adotadas, após o fato ocorrido, para garantir o funcionamento mínimo da universidade com garantias plenas de segurança para a comunidade universitária.



Campos dos Goytacazes, 22 de Julho de 2016.

Comando de Greve da ADUENF

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Assembleia mantém greve dos professores e aprova novas atividades de mobilização


Uma assembleia realizada na tarde desta 5a. feira (21/07) aprovou a manutenção da greve dos professores até o dia 01 de Agosto quando nova reunião avaliará a situação do movimento e os próximos caminhos do movimento docente.

Os professores aprovaram uma série de atividades que deverão ser realizadas até a próxima semana. Entre estas atividades está a ida à cidade do Rio de Janeiro no 26/07 quando haverá uma reunião com representantes do governo estadual e da liderança do PMDB na Assembleia Legislativa.

Além disso, a assembleia decidiu ainda pela realização de atividades de divulgação do movimento ao longo da próxima semana, incluindo a participação na "Ciranda da Villa Maria" que será seguida pela realização de um ato público. Também foram aprovadas outras atividades públicas voltadas para mobilizar todos os segmentos a comunidade universitária  em torno da defesa da Uenf.



quinta-feira, 7 de julho de 2016

Uenf: Sindicatos participam do VIII Confict para fortalecer a greve



Atendendo a uma decisão da última assembleia dos professores, e atuando junto com o Comando de Greve do Sintuperj, a ADUENF está participando do  VIII Congresso Fluminense de Iniciação Científica e Tecnológica (CONFICT) que está ocorrendo no Centro de Convenções da Uenf.


O Comando de Greve da ADUENF preparou um "kit greve" que foi entregue a todos os avaliadores dos mais de 500 trabalhos inscritos por alunos de graduação da Uenf, do IFF e da UFF/Campos dos Goytacazes.   Os "kits greve" contém materiais de esclarecimento e de divulgação as causas da greve que paralisa atualmente a Uenf que está imersa em uma grave crise financeira que impede o pagamento de serviços terceirizados de segurança e limpea, além das contas de luz, água e telefone.

O Comande de Greve está aproveitando ainda para dialogar com os avaliadores externos que vieram de outras instituições de ensino superior para que divulguem a crise causada na Uenf pelo descaso do governo do Rio de Janeiro.

Abaixo algumas imagens do VIII Confict e dos participantes usando camisetas, adesivos e outros materiais de divulgação da greve.








terça-feira, 5 de julho de 2016

Moção aprovada no 25o Congresso Nacional de Pós-Graduandos apoia greve nas estaduais do RJ e de SP e na UFSCar

Apoio aos movimentos grevistas nas universidades estaduais do Rio de Janeiro (UERJ, UENF) e de São Paulo (USP, UNESP, UNICAMP) e na UFSCar.




O processo de precarização das condições de estudo e trabalho nas universidades brasileiras tem se agravado nos últimos meses, pois os cortes de verbas destinadas ao custeio da educação tornaram insustentável a manutenção das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas IES públicas. Estes cortes se iniciaram em 2015, quando cerca de 11 bilhões de reais foram retirados do orçamento do MEC e MCT&I, e o projeto de desmanche da educação pública se tornou mais evidente com a recente proposta de desvinculação constitucional do orçamento da educação e saúde, a fusão do MCT&;I com o Ministério das Comunicações. Esses cortes já se fizeram sentir no atraso das bolsas de mestrado e doutorado em janeiro de 2015, e este ano com o atraso do repasse das verbas PROAP aos programas de pós-graduação.

Também faz parte deste projeto os ataques às conquistas históricas dos trabalhadores, como a terceirização de atividades fim – a terceirização de serviços de limpeza e segurança já ser uma realidade em todas as universidades. Nas estaduais paulistas a situação também é grave, a falta de transparência nos gastos e a degradação dos serviços devido a essa mesma terceirização, junto com o programa de incentivo a demissão voluntária e agora uma tentativa de flexibilização do regime de dedicação exclusiva na carreira docente. Além disso, a reitoria da USP não tem admitido mais crianças na creche, evidenciando seu ataque a permanência estudantil principalmente das mães estudantes. Na UNESP houve cortes de bolsa de auxílio, a moradia estudantil está completamente lotada, e das três paulistas, esta é a universidade que mais realizou expansão sem que o repasse do ICMS aumentasse na mesma proporção, que é o mesmo desde 1995.

Situação semelhante acontece com o descaso do governo do Estado do Rio de Janeiro com as universidades estaduais e os recorrentes atrasos no repasse das verbas de custeio, no pagamento dos funcionários terceirizados, parcelamento dos salários dos docentes, atraso e corte das bolsas estudantis. Estes atrasos atingem desde os serviços básicos, como: limpeza, segurança, alimentação e tem comprometido as atividades de ensino, pesquisa e extensão das instituições.

Não aceitaremos o sucateamento das universidades públicas! Educação pública e de qualidade é direito de todas e todos e dever do Estado! Estaremos a postos para garantir a efetivação desse direito.

Assim, mobilizações estudantis, dos trabalhadores da educação e de docentes foram organizadas em diversas universidades e, em assembleias históricas (como a que ocorreu na UFSCar com mais de 2100 presentes) o estado de greve foi deflagrado. Com atos nas próprias universidades, e com a realização de debates constantes estas mobilizações vêm crescendo e contagiando outras IES públicas onde já se faz sentir o peso do projeto de desmonte da educação pública. Para que estes movimentos grevistas se fortaleçam e para que suas pautas sejam vitoriosas, declaramos nosso apoio às mobilizações grevistas na UFSCar, na USP, na UNESP, na UNICAMP, na UERJ, na UENF.