quarta-feira, 19 de julho de 2017

Servidores, aposentados e pensionistas sem salários realizam protesto no Fórum do Rio de Janeiro

Num momento em que mais de 200 mil servidores ainda aguardam o pagamento dos salários, aposentadorias e pensões referentes ao meses de Maio e Junho e do 13o. salário de 2016, o governador Luiz Fernando Pezão e o secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, passam férias, o primeiro num spa 5 estrelas no distrito e o segundo nos Estados Unidos da América.

Para completar esse quadro de descaso, os servidores que têm procurado apoio no judiciário tem recebido como resposta dos juízes que os atrasos no pagamento são "mero aborrecimento".

Em função dessa situação vexaminosa, os servidores sem salários de diversas secretarias estaduais realizam na tarde desta 4a. feira uma manifestação na porta do Fórum de Justiça do Rio de Janeiro para denunciar a situação de abandono em que estão imersos, e para afirmar que todos os problemas que estão enfrentando não são "mero aborrecimento".

A Associação de Docentes da Uenf está presente neste momento e apoia a luta de todos os servidores, aposentados e pensionistas que foram colocados em uma situação inaceitável pela gestão incorreta das finanças estaduais.

Abaixo imagens da manifestação.




DIRETORIA DA ADUENF
Gestão Resistência & Luta

sábado, 15 de julho de 2017

Presidente da ADUENF publica artigo sobre atrasos salariais como "política para deixar" do governo do Rio de Janeiro



Deixar morrer como política de governo: os aposentados e servidores do Rio de Janeiro como um mero aborrecimento


Por Luciane Silva*


“os atrasos não configuram vexame, sofrimento ou humilhação, não interferem no psicológico dos servidores. O simples descumprimento de dever legal ou contratual, por caracterizar, mero aborrecimento, em princípio não configura dano moral, salvo se da infração advém circunstância que atenta contra a dignidade da parte”.
Sentença judicial sobre ação individual por não recebimento de salário, Rio de Janeiro, 2016/2017

“o direito, a paz, as leis nasceram no sangue e na lama das batalhas”
Michel Foucault, Em defesa da sociedade, 1999

Dona Maria fez uso da palavra por volta das 10:30 da manhã do dia 10 de julho, na avenida Presidente Vargas, cercada por policiais militares armados com fuzis. Uma população de aproximadamente 150 pessoas, em sua grande maioria, servidores públicos, acompanharam sua declaração. Com sua cesta de amendoins, contou-nos sobre o que tem vivido nos meses recentes. Voz firme, lúcida e forte. Ela faz parte dos milhares de aposentados e pensionistas do estado do Rio de Janeiro que não recebem seus salários e seu décimo terceiro.
Não é preciso ter formação jurídica para compreender a posição do Judiciário fluminense. Na mesma sentença citam que  “os atrasos não configuram vexame, sofrimento ou humilhação, não interferem no psicológico dos servidores” ou seja, os atrasos não geram problemas estruturais no cotidiano dos servidores. Mas a sentença é encerrada com a ressalva de que os processos merecem outro desfecho se “da infração advém circunstância que atenta contra a dignidade da parte”. Que malabarismo tortuoso e canhestro é este?
Não costumo apresentar em meus textos situações dramáticas que possam produzir adesão dos leitores. Primo por argumentações de outra ordem. Então creio que posso fazer uso da descrição dos fatos desta segunda para enviar ao Judiciário uma outra possibilidade de pensar sofrimento, humilhação e dignidade.
Tenho participado destes atos desde fevereiro de 2016. E o que havia de diferente nesta segunda? Em primeiro lugar a percepção da intensidade do crime praticado por este governo e estampado nos jornais e entrevistas com o mote de crise e incerteza do pagamento da folha de maio. E os depoimentos que exemplificam o sofrimento vivido. Sofrimento este que os juízes dizem não ocorrer. Cada um dos servidores que fizeram uso da voz, apresentaram um caso de morte em hospitais (por infarto e outras doenças que têm se agravado nos meses recentes), depressão e em alguns casos, tentativa de suicídio. Na fala de Dona Maria, particularmente, pela crueza de sua situação, alguns não puderam conter as lágrimas. Foram abraçá-la!
As 12:30 aproximadamente, um grupo de 5 pessoas foi recebido na secretaria de Fazenda para uma conversa com Gustavo Barbosa que enviou um preposto que tentou comprar todos os pacotes de amendoim de Dona Maria. Esta, se negou a vender, como forma de demarcar que sua dignidade não estava à venda.
No dia 13 de julho em entrevista ao G1, Gustavo Barbosa foi enfático sobre a decisão de pagar algumas categorias (como Educação e Segurança, e claro, Justiça): “atualmente o Estado não tem capacidade de liquidar totalmente a folha de servidores e tem de fazer escolhas. É uma decisão de estado”.
São decisões de Estado que levam carpinteiros de 65 anos a procurarem seus direitos e enfrentarem toda a burocracia estatal desumana, como Daniel Blake, filme que os amigos do Cine Marighella exibem no dia 29 deste mês. Em tempos de Reforma Trabalhista, este é um filme obrigatório. No Reino Unido, na França, nos Estados Unidos, a burocracia estatal deixa morrer e faz  viver de acordo com suas decisões. É o caso do furacão Katrina que causou 1836 mortes diretas em agosto de 2005. É a crise humanitária vivida na União Européia que tenta “distribuir” os refugiados entre os países membros como um “custo” com o qual todos devem arcar.
Para fechar este texto voltemos ao século XVII no reinado de João Carlos V. A cena: João governando com a espada, o povo, subserviente atendendo aos seus desejos e desmandos. Era não só o soberano mas tinha sob seu poder a terra, a lavoura, os bens e as vidas. A espada, sempre visível, caía sobre as cabeças que seu soberano escolhesse. Vidas nuas. Vivam aqueles que obedeciam, morriam os demais.
O Estado moderno, a partir de suas políticas de fazer viver, controla as epidemias, controla a natalidade, fecha a fronteira aos refugiados, ordena ações nos morros e áreas indígenas. Mas também precisa de braços para manter sua burocracia.  E no Rio de Janeiro, opta por deixar morrer os aposentados, tal qual João Carlos. E seu instrumento de ação é o Judiciário que sentencia à morte milhares de pessoas quando sequer reconhece como crime, o não pagamento dos salários e ainda ironiza os servidores. Para o Estado, isto não passa de mero aborrecimento.
 Luciane Silva é presidente da Aduenf na gestão Resistência * Luta (2017-2019)

Servidores sem salários convocam ato de protesto no Tribunal de Justiça


Em uma série de decisões contrárias a servidores que procuram a justiça fluminense para poder receber salários atrasados, a situação a que milhares de famílias estão sendo submetidas pelo governo do Rio de Janeiro foi caracterizada por diversos juízes como "mero aborrecimento".

Como de "mero aborrecimento" essa situação vergonhosa não tem nada, os sindicatos e associações que representam os servidores da Secretaria Estadual de Ciência Tecnologia e associações de aposentados e pensionistas do RioPrevidência decidiram organizar um ato de protesto em frente do Tribunal de Justiça na cidade do Rio de Janeiro (ver convocação abaixo).



A diretoria da ADUENF convoca a todos os associados para que partcipem desta atividade cujo objetivo é denunciar a injustiça gritante que está sendo cometida pelo governo Pezão ao quebrar a isonomia no pagamento dos salários e discriminando os servidores do sistema de ciência e tecnologia e os aposentados.

Ficam sem receber salários nunca será um mero aborrecimento!

DIRETORIA DA ADUENF
Gestão Resistência & Luta

terça-feira, 11 de julho de 2017

Site "Viomundo" publica entrevista sobre crise do Rio de Janeiro e seus impactos sobre as universidades estaduais


Governo do Rio não cobra dívida da Nextel, Carrefour e Light, mas deixa universidades à míngua; corte de luz e água pode detonar equipamentos caros




por Luiz Carlos Azenha
As universidades públicas do Rio de Janeiro enfrentam, conjuntamente, talvez a maior de todas as crises. Salários atrasados, estrutura física dilapidada, alunos que desistem ou entram em depressão com a penúria.
E, no entanto, elas foram concebidas para diminuir as terríveis desigualdades sociais das regiões em que se encontram, notadamente a Universidade Estadual do Norte Fluminense e o Centro Universitário da Zona Oeste.
São pioneiras das cotas raciais e sociais, quesito no qual deram aula à elitista Universidade “Bandeirante” de São Paulo (USP) — eu me sinto à vontade para falar, já que me formei nela.
Obviamente, a crise das três instituições não existe no vácuo. O Rio de Janeiro enfrenta uma gravíssima crise financeira, resultado de uma combinação de gastos desnecessários, renúncia fiscal, incúria administrativa e pura e simples corrupção.
Para entender melhor, fizemos uma série de perguntas a Marcos A. Pedlowski, professor associado do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico (LEEA) do Centro de Ciências do Homem (CCH) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e segundo vice-presidente da Associação de Docentes da UENF (Aduenf).
Ele é bacharel e mestre em Geografia pela UFRJ e PhD em “Environmental Design and Planning” pela Virginia Polytechnic Institute and State University (Virginia Tech).
Marcos tocou numa questão importante: desde a gestão de Moreira Franco como governador do Rio (1987-1991), com poucos hiatos, o Rio tem sido uma espécie de laboratório da política econômica neoliberal (privatização com ‘ajuste’).
O Gato Angorá da lista da Odebrecht, parceiro da Globo, fez um estrago que foi aprofundado desde então pelos governos do PMDB (do trio Cabral, Cunha e Picciani).

Quem desejar ler às respostas do Prof. Marcos A. Pedlowski, segundo vice-presidente da Aduenf, basta clicar [Aqui!]

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Brasil 247 publica matéria denunciando abandono da Uenf pelo governo do Rio de Janeiro

Rio também abandona Universidade Estadual do Norte Fluminense



O abandono de universidades estaduais no Rio se alastra pelo interior do estado; na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) o caos tomou conta da instituição; técnicos-administrativos recebendo doações de alimentos, três meses de salários atrasados prestes a levar ao endividamento com despesas pessoais e até a problemas psicológicos; esse é a difícil situação de funcionários da instituição, relata o professor associado Alessandro Coutinho Ramos, do Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB); "O Rio de Janeiro esqueceu da UENF e o Brasil também! Não sabemos o que mais fazer e estamos impotentes perante a esse caos em nossa vida pessoal e profissional"

Rio 247- O abandono de universidades estaduais no Rio em consequência da crise econômica também pode ser visto no interior do estado. Na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), salários atrasados, servidores recebendo até doações de alimentos, pagamentos de parcelas que mal servem para pagar gastos pessoais. Esse é o retrato da instituição, conforme relato do professor associado Alessandro Coutinho Ramos, do Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB).
Segundo o professor, "infelizmente, a mídia do Rio e do Brasil tem dado mais ênfase ao caos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e se esquecendo completamente que são três universidades estaduais no Estado". "O Rio de Janeiro esqueceu da UENF e o Brasil também! Não sabemos o que mais fazer e estamos impotentes perante a esse caos em nossa vida pessoal e profissional".
Docente bateu duro no governo Luiz Fernando Pezão, pois, de acordo com o docente, vem "pagando pequenas parcelas humilhantes que nem chega para pagar o plano de saúde da família, despesas com aluguel, luz, água e condomínio".
"Estamos vivendo o pior momento das nossas vidas com três meses de salários integrais atrasados e o décimo terceiro de 2016. A Universidade está sem os repasses aprovados em orçamento do governo desde 2015 e com isso sem seguranças e com serviços de água e luz mantidos sob liminares. Tudo isso se agrava com os jovens estudantes de diferentes regiões do Brasil com as bolsas atrasadas. A única fonte de sustento de muitos deles", diz ele, vice-presidente da associação docente da universidade (ADUENF).
O magistério afirma que "amigos docentes estão doentes, alguns deles com problemas psicológicos e no caminho do endividamento". "Os Técnicos administrativos vivem numa situação pior ainda que a nossa tendo já relatos de não poderem ir trabalhar por falta de recursos. Estes estão usando a criatividade organizando bazares e recebendo doações de alimentos. Muito triste!", continua.
Críticas ao governo
O docente não poupou críticas ao governo Luiz Fernando Pezão. "Somos todos em regime de Dedicação Exclusiva e sem receber quatro vencimentos integrais. Em agosto podemos completar 5 meses sem os salários integrais, e o governo vem nos pagando pequenas parcelas humilhantes que nem chega para pagar o plano de saúde da família, despesas com aluguel, luz, água e condomínio", conta.
Coutinho reforça que "os projetos de pesquisa do principal fomento que é a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), que sem recursos não faz os depósitos aos contemplados em editais". "A pesquisa está sendo afetada dia a dia. A sensação de incerteza do plano do governo do RJ, especificamente do governador Pezão, com a 'educação superior, ciência e tecnologia' é muito cruel. Esse desmonte terá um custo muito alto em pouco tempo os jovens do estado. Destaco que a UERJ e a UEZO estão na mesma situação da UENF", diz.
"A nossa associação docente (ADUENF) vem lutando e remando contra a maré para divulgar e lutar pelos nossos direitos e por isso lançou diversas campanhas no facebook, incluindo internacionais. A adesão virtual é sensacional mas sem efetividade prática. Procurar políticos do Estado nada tem adiantado, o esquema de destruição foi bem arquitetado e a oposição é minoria", complementa.
O professor disse, ainda, que "a UENF é a terceira melhor universidade estadual do país, segunda do RJ e décima terceira do Brasil segundo o Ranking do INEP/MEC com base no IGC de 2015, recentemente divulgado". "Constituída por 100% de docentes doutores tem uma importância imensa no norte e noroeste fluminense, e também no sul do Espírito Santo, formando e transformando a vida de milhares de jovens em diferentes áreas do conhecimento".

domingo, 9 de julho de 2017

Site "Viomundo" publica denúncia do vice-presidente da ADUENF sobre a situação da UENF


Professor denuncia a dramática situação da universidade que leva o nome de Darcy Ribeiro


por Alessandro Coutinho Ramos*
Sou professor associado na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro em Campos dos Goytacazes. A UENF foi idealizada pelo Senador Darcy Ribeiro num projeto inovador da chamada “Universidade do Terceiro Milênio” .
Nesta universidade, eu e muitos colegas, tivemos  oportunidades que definiram o nosso futuro. No meu caso, tive a  oportunidade de estudar e viver no exterior, realizando meu doutorado sanduíche e depois o Pós-doutorado, para posteriormente voltar ao Brasil como um profissional diferenciado.
Estamos vivendo o pior momento das nossas vidas com três meses de salários integrais atrasados e o décimo terceiro de 2016. A Universidade está sem os repasses aprovados em orçamento desde 2015 e com isso sem seguranças e com serviços de água e luz sob liminares.
Na UENF ainda temos alunos com bolsas em atraso e ainda convivemos com a falta de repasses do governo desde 2015. Peço-lhes que  nos ajude a divulgar este momento da nossa UENF porque a situação está precária. Amigos docentes estão doentes e com problemas psicológicos. Os técnicos administrativos numa situação pior ainda.
Infelizmente, a mídia do Rio e do Brasil tem dado ênfase apenas na UERJ e se esquecendo que são três universidades estaduais no RJ.
Somos todos em regime de Dedicação Exclusiva e sem quatro vencimentos integrais na conta.
Em agosto podemos completar 5 meses sem salário integral na conta, e o governo vem pagando pequenas parcelas humilhantes que nem chega para pagar o plano de saúde da família sem contar com as despesas com aluguel, luz, água e condomínio.
Tudo ainda se agrava  com os projetos de pesquisa que a FAPERJ, sem recursos, não faz os depósitos. A sensação de incerteza do plano do governo do RJ, especificamente do governador Pezão, com a “educação superior, ciência e tecnologia” é muito cruel. A UERJ e a UEZO estão na mesma situação da UENF. 
Peço gentilmente que nos ajudem na divulgação desta situação da UENF. 
Já enviei a diferentes veículos de comunicação porém sem respostas. O Rio de Janeiro esqueceu da UENF e o Brasil também!
A nossa associação docente (ADUENF) vem lutando e remando contra a maré para divulgar e lutar pelos nossos direitos e por isso lançou diversas campanhas no facebook, incluindo internacionais. A adesão virtual é sensacional mas sem efetividade prática.
O meu cuidado em pedir ajuda pela UENF é porque estamos no interior, e somos esquecidos em diversas formas, seja na mídia, seja politicamente.
Reforço que a UENF é a terceira melhor universidade  estadual do país, segunda do RJ e décima terceira do Brasil segundo o Ranking do INEP/MEC com base no IGC de 2015, recentemente divulgado.
Constituída por 100% de doutores tem uma importância imensa no norte e noroeste fluminense, formando jovens em diferentes áreas do conhecimento de origem das regiões mais pobres do RJ.
* Professor Associado, Centro de Biociências e Biotecnologia UENF, Vice-Presidente da ADUENF

sábado, 8 de julho de 2017

ADUENF convoca para atos na Secretaria de Fazenda para exigir pagamento de salários atrasados


A ADUENF marcará presença simultânea nos dois atos de mobilização pela regularização dos salários dos servidores. A nossa entidade faz parte da organização dos atos em conjunto com outros movimentos e associações sindicais no Rio de Janeiro e em Campos dos Goytacazes. A ADUENF está articulada com o Sintuperj-UENF, DCE-UENF e APG-UENF que juntos atuam na defesa dos direitos dos servidores e pela defesa da nossa UENF.



Participem dos atos, sua presença é fundamental. Juntos somos mais fortes!

DIRETORIA DA ADUENF
Gestão Resistência & Luta