segunda-feira, 21 de maio de 2012

CONVITE
ATO PÚBLICO ADUFF-SSIND


 
    No último dia 17, a ADUFF-SSind deliberou em Assembleia Geral que os docentes da UFF entrarão em greve por tempo indeterminado a partir do dia 22/05/2012. Nesse dia, haverá Assembleia Geral às 14h, no auditório Florestan Fernandes (Faculdade de Educação, Gragoatá), e às 16h a categoria realizará Ato Público. A caminhada sairá do Campus do Gragoatá em direção à Praça do Araribóia, onde haverá uma panfletagem.
    
  Contamos com a presença de todos vocês para fortalecer essa luta que é nossa e de toda a sociedade brasileira. 

Vamos juntos nessa à vitória! 


quarta-feira, 16 de maio de 2012


O GOVERNO DILMA 

Por José Glauco Tostes,  Professor do LCQUI/UENF e membro da Diretoria da Regional RJ do ANDES/SN, biênio- 2010/2012




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O governo Dilma é, em boa parte ao menos, um prolongamento do segundo mandato do governo Lula. Por outro lado, está dando sinais até agora de ser um governo mais a esquerda que aquele de seu antecessor. Por “esquerda”, no sentido estrito, entende-se aqui ter os interesses da classe trabalhadora como referência incondicional teórico-prática de um projeto de poder. O termo pode ainda ser empregado em sentido lato quando aqueles interesses ocupam – de um modo dinâmico – apenas uma fração dos interesses de um dado projeto de poder, nacional no caso em tela. Pode-se então tentar estabelecer um gradiente ou espectro político de esquerdas, das menos para as mais distantes da acima mencionada referência em sentido estrito, até chegarmos ao extremo oposto de total antagonismo a tal referência; aí teríamos a “direita” em sentido estrito. O projeto de poder consubstanciado no segundo mandato de Lula (onde Dilma teve mais peso) foi auxiliado pela crise “financeira” disparada em 2008 e pela – não esperada pela direita nacional – saída de tal crise por aquele mesmo governo via aquecimento do nosso mercado interno.

O governo Dilma, tal como seu antecessor, tem um projeto de poder em patamares nacional e internacional, em contraste no mínimo parcial com o governo Fernando Henrique. Do ponto de vista da teoria política podemos conjecturar que se trata de um modelo de saída do capitalismo neoliberal (como diria Emir Sader, um importante quadro nacional à esquerda) transitando para um capitalismo de Estado. De passagem, frise-se que o militante paquistanês de esquerda, Tariq Ali, defende que, na atual conjuntura mundial, não restaria melhor opção paras as esquerdas classistas, isto é, muito próximas daquele referencial acima mencionado. Se, quando e como o governo Dilma pretende avançar além de um capitalismo de Estado, expandindo pesadamente – via transferência sustentável de renda do capital para o trabalho – investimentos em educação, saúde e previdência populares, não está nem um pouco claro no horizonte. Dito de outro modo, o que foi feito até agora desde o governo Lula ainda não parece essencialmente alterar o mais que secular e injustíssimo – em relação à grande maioria trabalhadora – pacto nacional capital-trabalho (quando comparado com os correspondentes pactos das outras nações capitalistas do planeta).

No projeto iniciado no governo Lula e prosseguindo com Dilma misturam-se contraditoriamente – e dinamicamente, isto é, com variações temporais no peso dos ingredientes da mistura – ingredientes a favor do trabalho e a favor do capital. Neste preciso ponto, diga-se que já o governo Lula repete com competência estratégias varguistas na relação conflitante capital-trabalho: uma no cravo do capital, outra na ferradura do trabalho. Além disso, o governo Lula foi hábil em dividir as esquerdas em dois grandes grupos altamente polarizados: um grupo extremamente dócil ao governo, outro extremamente adverso. Esta postura abstrata ou “purista” tende a enfraquecer, no longo prazo, ambos os grupos, na medida em que também tenham, ou estejam em vias de construir, um projeto alternativo de poder.

Em termos de política internacional o governo Lula e, com ele, o governo Dilma parecem ter dois grandes alvos, um continental e outro mundial: a) Brasil como potência hegemônica na América do Sul e em alguns outros pontos, como na África portuguesa (não há potências hegemônicas “do bem” como parece querer inventar o “nosso bom” Bresser Pereira); b) Brasil como potência energética mundial. Existem vários indicadores do alvo (a): o domínio brasileiro da soja no Paraguai e Bolívia, “generosos” financiamentos em empreendimentos como as estradas de ferro do IIRSA no Peru e no Equador etc. A antes briosa Argentina, hoje mais parece um apêndice brasileiro. É ainda discutível qual o “grau” de hegemonia que o Brasil pretende alcançar na América do Sul. Outrossim, existem elementos internos que parecem – ainda – jogar contra tal objetivo; por exemplo, tendências desindustrializantes brasileiras. Como quer que seja, tal como aconteceu na URSS, o Brasil só terá capital para investir em poucas frentes de alta tecnologia, copiada ou inovada. Mas coerentes com o projeto hegemônico (a), estatísticas mostram que nos últimos anos o Brasil vem liderando investimentos na área militar sul-americana, tendência que deve se acentuar nos próximos anos. O objetivo (b) está centrado no petróleo, em grande parte; particularmente nas reservas do pré-sal, o que levou recentemente o Brasil a ampliar unilateralmente os limites de suas águas oceânicas territoriais. Aqui não há desindustrialização. No terreno das relações internacionais, frise-se as posições críticas de Dilma diante da própria ministra alemã Ângela Merkel sobre as políticas anti-crise (mas também anti-populares) européias.

Em termos de economia-política nacional, como o projeto de poder Lula-Dilma é de um capitalismo de Estado, ele tem que ter ao menos uma fração substantiva do capital nacional a seu favor. Tal fração “aliada” parece contar, entre outros, com os grupos de empresas de grandes obras de engenharia que recebem vultosos auxílios do BNDES, seja para obras nacionais ou internacionais (particularmente na América do Sul). Naturalmente haverá uma outra fração descontente: mais um passo nessa direção foi dado, no dia 04/04, pelo governo Dilma, segundo manchete de “O Globo” de 05/04: “BB e Caixa derrubam juros (do mercado) para estimular a economia”, que prossegue afirmando “Ficam mais baratas as linhas de financiamento para forçar a concorrência” (com os grandes bancos privados, particularmente com o Itaú e o Bradesco). Nesse caso vai aumentar a ira do capital financeiro contra o governo, pois este pode estancar a “farra” dos bancos privados com a especulação via dólar valorizando o real. Com essas medidas mais o recente pacote oficial de estímulo à industrial, o governo por sua vez poderá angariar mais simpatia junto ao setor industrial privado (capital produtivo), particularmente pelo lado da poderosa FIESP. Ainda em termos nacionais registre-se o conflito recente do governo com “generais de pijama” (particularmente, era de se esperar descontentamento com a escolha de Amorim como Ministro da Defesa).

É a partir dessa moldura político-econômica nacional que poderemos avaliar os Executivos Estaduais, como o governo Cabral, o que faremos oportunamente. E a partir desta avaliação do executivo do RJ, poderemos avaliar os impactos do atual mega-projeto do Açu na Região Norte Fluminense e, particularmente, em Campos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

PARA ACABAR COM DESCASO DO GOVERNO DE SÉRGIO CABRAL SÓ COM UNIDADE E MOBILIZAÇÃO! 


EDIÇÃO ELETRÔNICA DO JORNAL DA ADUENF: É PRECISO AVANÇAR A UNIDADE PARA DERROTAR O DESCASO DO GOVERNO CABRAL

Nos próximos dias estará circulando a ediçaõ de Maio de 2012 da ADUENF cujo conteúdo está na necessidade de que seja construída a mais ampla unidade entre todos os segmentos que fazem parte das três universidades estaduais fluminenses (UENF, UERJ e UEZO) para derrotar o descaso com que o governo de Sérgio Cabral.

Abaixo a versão eletrônica para quem desejar conhecer o conteúdo de mais esta edição do Jornal da Aduenf.





terça-feira, 8 de maio de 2012

DIRETORIA DA ADUENF PRESTA  CONTAS SOBRE A PARALISAÇÃO DO DIA 03 DE MAIO E INFORMA SOBRE CONSEQUÊNCIAS
 

A diretoria da ADUENF vem à público agradecer a participação dos professores, servidores e alunos nos eventos do dia 03 de maio do corrente ano, quais sejam: a paralisação das atividades na UENF e o ato público em frente ao Palácio Guanabara. Como resultado da paralisação do sistema universitário estadual e da manifestação em frente ao Palácio, o governo do estado marcou uma reunião das lideranças do movimento com a SECT,  deputado federal Alexandre Cardoso, para o dia seguinte, 04 de maio, às 14 horas. Outra reunião, entre os titulares da SECT e da SEPLAG também foi marcada para o próprio dia 4 às 16 horas.

Participaram da primeira reunião o Secretário Alexandre Cardoso, seus assessores, dentre eles o Prof. Luís Edmundo, o reitor da UENF, Prof. Silvério de Paiva, os presidentes das associações de professores da UERJ e UENF, Prof. Guilherme e Prof. Raul, bem como membros da diretoria do SINTUPERJ.

A reunião teve como tema central as demandas das diferentes categorias, dando especial atenção à dedicação exclusiva dos professores e a reestruturação do plano de vencimento dos servidores e técnicos administrativos. Em relação ao PCV, o Sr. Secretário afirmou que o pagamento da DE é uma solução para a UENF, porém que para a UERJ seria uma solução parcial pois nem todos os professores teriam interesse no regime de DE.

O problema a resolver, segundo o Sr. Secretário, seria como pagar a DE na UENF, pois os professores tinham concursado sob este regime, e pelo que se entende, o salário já incluía a remuneração pela DE. Após a explicação realizada sobre o tema, pelo Prof. Raúl e pelo Reitor, o Sr. Secretário entendeu que só os professores da UENF concursaram sob o regime de DE; entretanto, duas categorias de servidores estaduais ganham a mesma remuneração (professores DE da UENF e professores não DE da UERJ), estando trabalhando sob regimes de trabalho diferentes.

No final da reunião o presidente da ADUENF entregou as demandas dos estudantes da UENF bem como fez uma explanação das mesmas para o prof. EDMUNDO.

A proposta do Sr. Secretário seria propor à SEPLAG a criação de uma comissão e em quinze dias voltar a nos reunirmos para avaliar o resultado da comissão.

A diretoria entende necessário marcar uma próxima assembléia para discutir do assunto. Uma coisa é segura: o movimento de quinta (03/05) rendeu frutos....

PARA FINALIZAR, GOSTARÍAMOS DE LEMBRAR A TODOS QUE AMANHÃ, DIA 8/05, E DEPOIS DE AMANHÃ SERÁ REALIZADA A VOTAÇÃO PARA A ELEIÇÃO DA DIRETORIA DO ANDES NACIONAL E REGIONAL. DESTA VEZ NÃO TEMOS MEMBROS NA DIRETORIA, PORÉM É IMPORTANTE A PARTICIPAÇÃO DE TODOS NA VOTAÇÃO. A URNA ESTARÁ NO DIA 8/05, DE MANHÃ, NO CCTA E A TARDE NA SEDE DA ADUENF. NO DIA 9/05 ESTARÁ DE MANHÃ NO CCH E A TARDE NA SEDE DA ADUENF.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Protesto bem-humorado marca início da campanha salarial



Foto: Samuel Tosta

Professores, técnico-administrativos e estudantes de instituições estaduais de ensino superior protestaram na manhã desta quinta-feira, 3/5, na porta do Palácio Guanabara. Usando coletes com inscrições de itens da pauta de reivindicações, os manifestantes posaram para fotos com lenços brancos na cabeça, em referência à confraternização de secretários do governo com o empresário Fernando Cavandish em Paris. A ideia era lembrar que há dinheiro nos cofres públicos, mas falta atenção do governo com o ensino superior do estado.

O ato, que marcou o lançamento da campanha salarial das universidades estaduais, contou com a participação das comunidades da Uerj, Uenf, Uezo e Cecierj. Ao final da manifestação, representantes dos trabalhadores e dos estudantes protocolaram oficialmente a pauta de reivindicações conjunta das categorias.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

ATO UNIFICADO NA FRENTE DO PALÁCIO GUANABARA MOSTRA DISPOSIÇÃO DE LUTA DOS SINDICATOS DA UENF, UERJ E UEZO


Nesta 5a. feira membros das comunidades da UENF, UERJ e UEZO estiveram na frente do Palácio Guanabara se manifestando para cobrar do governador Sérgio Cabral o atendimento de uma série de demandas que estão sem ser atendidas, apesar de terem sido repetidamente entregues e explicadas aos representantes do governo estadual.


A presença de estudantes, servidores e professores demonstrou a correção da decisão de unificar o movimento reivindiciatório das três universidades. Afinal, como fruto desta manifestação foi obtido o agendamento emergencial de uma reunião dos sindicatos com o secretário estadual de Ciência e Tecnologia,  Alexandre Cardoso. Além disso, após uma longa negociação foi possível protocolar as pautas das comunidades das três universidades na Secretaria da Casa Civil, que é um dos órgãos com maior poder decisório dentro da atual administração.


Uma coisa é certa: o sucesso desta manifestação gerará mais energia para aumentar o grau de organização dentro das universidades estaduais e mais manifestações devem estar a caminho.  

O governo Sérgio Cabral terá que decidir rapidamente como deve responder às pautas, especialmente no que se refere ao pagamento da Dedicação Exclusiva dos professores da UENF e  da UERJ.