terça-feira, 31 de maio de 2011

AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ALERJ NO DIA 15 DE JUNHO!

 No dia 15 de Junho, que foi escolhido para ser o dia Nacional das Universidades Estaduais, haverá uma Audiência Pública da Comissão de Educação para discutir a situação das universidades públicas fluminenses.

A ADUENF estará presente nesta audiência para tratar das nossas questões salariais e da necessidade da autonomia financeira. Além de participar da audiência pública será realizada uma panfletagem em frente do Palácio Tiradentes, sede da ALERJ. 

Para que estas atividades sejam o sucesso que precisamos que seja, a diretoria da ADUENF está convidando a todos que puderem que participem da caravana que irá até a ALERJ.
 Participe deste esforço, pois só unidos continuaremos conquistando os nossos direitos!

Diretoria da ADUENF
Gestão 2011-2013

quarta-feira, 25 de maio de 2011

 PROFESSORES DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA BAHIA ENTRAM EM GREVE POR TEMPO INDETEMRINADO
Os professores da UNEB entraram em greve, no dia 26/04, em defesa da Universidade do Estado da Bahia, patrimônio do povo baiano. Diferente do anunciado pelo Governo Wagner na mídia, a Educação na Bahia sofre com o descaso deste governo: nas universidades estaduais faltam professores, salas de aula, funcionários e estrutura para o ensino, a pesquisa e a extensão. O orçamento destinado é insuficiente, apesar do Estado ser um dos mais ricos do país; os professores recebem os piores salários do Nordeste e não há políticas de assistência estudantil que garantam a permanência dos estudantes.

Há dois anos, as Universidades sofrem com o corte de verbas imposto pelo Governo através de decretos. Este ano, um novo decreto (DECRETO 12.583/11) foi editado, o que tem prejudicado o desenvolvimento das atividades acadêmicas e fere a autonomia universitária. Essa situação tem aprofundado o sucateamento das Universidades e penalizado os trabalhadores da Educação. Nós, professores, sofremos com o arrocho salarial e o bloqueio de direitos garantidos por lei. Além do decreto de contingenciamento, o governo cortou R$ 1,06 bilhão do orçamento do Estado alegando ser uma medida necessária para enfrentar os reflexos da crise econômica mundial. No entanto, a despeito do corte de gastos, o governo criou, recentemente, 143 cargos comissionados e mais 4 secretarias.

Na campanha salarial 2010, o governo demonstrou, mais uma vez, o seu descompromisso e intransigência com a categoria. Só um ano depois de protocolada a pauta de reivindicação, o governo abre as negociações. Embora não fosse a proposta ideal, o movimento docente mostrou-se flexível para viabilizar um acordo que recomporia, após 4 anos, somente uma parte das perdas salariais acumuladas em mais de 50%. No entanto, no momento da assinatura do Acordo, o governo impôs uma condição que congelaria o salário dos professores até 2015. Em outras palavras, na reta final da campanha, o governo mantém a sua postura autoritária e impede o desfecho da negociação.


Os professores da UNEB estão em greve e pedem o seu apoio:


- Pela Reabertura das negociações da campanha salarial 2010: contra o arrocho salarial!

- Pela Revogação do Decreto 12.583: em defesa da Autonomia Universitária!

- Valorização dos Trabalhadores Universitários

- Ampliação do quadro de docentes e técnicos, com base nas demandas das UEBA

- Regularização imediata de remuneração aos docentes e técnicos que atuam ou que venham atuar como dirigentes acadêmicos ou exercem funções administrativas de apoio ao funcionamento dos cursos de graduação e pós-graduação

- Revogação da Lei 7176

- Rubrica específica para implementação de Política de Permanência Estudantil

- Cumprimento do Estatuto do Magistério Superior e da Lei 11.375 que reestrutura as Carreiras dos Técnicos

– Mais verbas para as universidades

- Pagamento do adicional por insalubridade

- Pagamento imediato da URV

Fórum das entidades estaduais de ensino superior organiza Dia de Lutas


A autonomia de suas instituições e a isonomia salarial e de direitos dos seus trabalhadores foram definidas como os principais eixos de luta do Fórum das Entidades Representativas de Trabalhadores e Estudantes das Instituições de Ensino Superior Públicas Fluminenses (Fórum das Entidades Fluminenses).

Na última semana (19/5), representantes de entidades que compõem o Fórum se reuniram no auditório do Centro Universitário Estadual da Zona Oeste – Uezo. Recepcionados pela recém-fundada Aduezo (mais nova seção sindical do Andes-SN), as entidades discutiram uma pauta de reivindicações conjunta e a realização do Dia Nacional de Lutas em defesa das Universidades Estaduais e Municipais, no próximo dia 15 de junho.
AUDIÊNCIA E ATO PÚBLICO NA ALERJ NO DIA 15 DE JUNHO PARA A DEFESA DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR ESTADUAIS E MUNICIPAIS

O dia 15 de junho será marcado por manifestações em todo o país em defesa das instituições de ensino superior estaduais e municipais.

No Rio de Janeiro, o Fórum das Entidades Fluminenses planeja um ato pela autonomia  Universitária na Assembleia Legislativa (Alerj). Ao contrário das instituições paulistas, por  exemplo, as do Rio de Janeiro continuam sem definição sobre seu financiamento permanente. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que contesta o dispositivo dos 6% para a Uerj ainda não teve julgamento de mérito no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e nenhuma outra proposta foi colocada em debate no Legislativo fluminense.

Neste mesmo dia a Comissão de Educação da Alerj realizará uma audiência pública para discutir a situação das universidades estaduais, especialmente no que se refere à política de financiamento público. Esta audiência deverá ser o primeiro passo para uma ampla discussão não apenas sobre a questão da autonomia financeira das universidades públicas estaduais, mas também da revalorização salarial de seus servidores.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fórum das universidades públicas do estado acirra luta contra descaso do governo 


O Sintuperj participou no último dia 19 de maio, da primeira reunião do Fórum das Universidades Públicas do Rio que aconteceu na UEZO. A ideia de organização do Fórum é fazer um enfrentamento conjunto aos constantes ataques às universidades e tentar barrar o processo de sucateamento imposto pelo governo. “A tática do governo e do neoliberalismo é nos induzir à fragmentação, oferecendo poucas 'migalhas' a determinados grupos dentro de uma mesma categoria e, assim, nos dividir. A unidade multiplica a força política, reúne pautas e planos de ação, amplifica a visibilidade e o nível de pressão”, explica a coordenadora de Formação do Sintuperj, Monica Lima.

 O Fórum contou também com a participação das Associações de Docentes da UERJ, UENF, UEZO, representante da Acecierj e DCE da UEZO, serão convidados também os representantes da Faetec. Uma das principais questões tratadas foi o lançamento da Campanha Salarial Unificada. Os objetivos centrais apresentados no fórum foram a Isonomia (de cargos, carreiras e salários), Autonomia (financeira e administrativa das universidades) e a Democracia universitária. A Asduerj e o Sintuperj fizeram uma proposta de luta que foi apoiada e melhorada pelos presentes. 

A professora Maria Luiza, conselheira da Asduerj cita a importância de trazer o movimento estudantil para a luta “Se não passarmos essa proposta para os três segmentos não terá o efeito que queremos. Temos que unir todos os interessados. Precisamos por a proposta na imprensa, e mostrar que a nossa proposta é democrática diferente do que o governo ta propondo” disse Maria Luiza. 


Greve de servidores provoca transtornos em serviços de educação e saúde de Porto Alegre

Lucas Azevedo
Espcial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre



Boa parte dos serviços de Saúde e Educação municipais de Porto Alegre está paralisada desde a manhã desta segunda-feira (23), devido à greve dos municipários. Transporte e limpeza urbana não foram afetados.
Às 15h30, grevistas e o secretário municipal de Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto, entraram uma reunião para decidir o futuro da greve.
De acordo com a prefeitura, em 43 das 55 instituições de ensino municipais - com exceção da educação infantil, cujos números ainda não haviam sido fechados – os funcionários aderiram à paralisação, ainda que parcialmente. Porto Alegre conta com 96 instituições de ensino infantil, médio e fundamental.
A população tem encontrado atendimento nas unidades de saúde, mas algumas estão funcionando com restrições. No Hospital de Pronto Socorro, o principal da Região Metropolitana, 20 servidores paralisaram. Apenas casos de urgência são atendidos.
O mesmo ocorre com pelo menos dois outros importantes pronto-atendimentos (na Vila Cruzeiro e na Lomba do Pinheiro) e alguns postos de saúde.
O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) avalia que a adesão chega a 60% dos quadros municipais em todas as secretarias e departamentos.
A paralisação foi decidida em assembleia na última quinta-feira (19). O sindicato pede aumento salarial de 18%, a prefeitura oferece 6,5%, repondo a inflação dos últimos 12 meses. Nesta terça-feira, os servidores voltam a se reunir para discutir se continuam a greve.
A prefeitura informou que os grevistas terão os pontos cortados e que as aulas serão retomadas na quarta-feira.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

EM GREVE PROFESSORES DA FATEC PROTESTAM EM SÃO PAULO

Professores e funcionários do Centro Paula Souza pedem reajuste salarial, vale refeição e melhores condições de trabalho. Foto: Cris Faga/vc repórter
Professores e funcionários do Centro Paula Souza pedem reajuste salarial, vale refeição e melhores condições de trabalho
Foto: Cris Faga/vc repórter

Em greve desde o último dia 13, professores e funcionários do Centro Paula Souza, que mantém as Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e Escolas Técnicas (Etecs), realizaram uma manifestação na região da bela vista, em São Paulo (SP), por volta das 14h desta sexta-feira. A caminhada começou na avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), e terminou na sede da Secretaria de Gestão e de Desenvolvimento, na rua Bela Cintra.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sintesp), organizadora do evento, os manifestantes reivindicam reajuste salarial maior que os 11% proposto pelo governo, vale refeição de R$ 20 diários e melhores condições de trabalho.
De acordo com a Polícia Militar, 300 pessoas participaram da manifestação pacífica.


Professora do RN critica educação no estado e vira “heroína” nas redes sociais




Um vídeo que mostra a professora Amanda Gurgel criticando a situação da educação no Rio Grande do Norte durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados de seu estado fez com que a professora ganhasse admiradores por todo o país.

O vídeo que mostra a fala de Amanda teve 180 mil visualizações no YouTube desde o dia 14, quando foi postado, e seu nome ficou entre os “trending topics” do Twitter - a lista dos temas mais comentados da rede social - entre quarta e quinta-feira. 

Amanda mostrou seu contracheque de R$ 930 aos deputados e enumerou algumas das dificuldades encontradas pelos professores no estado, além dos baixos salários: transporte precário, salas de aula superlotadas e até a proibição aos professores de comerem a merenda oferecida aos alunos.

A professora também criticou a secretária de Educação do RN, Betânia Ramalho. “A secretária disse que não podemos ser imediatistas, que precisamos pensar a longo prazo. Mas a minha necessidade de alimentação é imediata”, disse. “Pedimos respeito, pedimos que a senhora não vá à mídia pedindo flexibilidade, como se fôssemos responsáveis pelo caos”, afirmou, referindo-se à greve da categoria. 

Com uma fala segura e firme, Amanda disse que não sentia vergonha de mostrar seu contracheque ao público presente na audiência. “Quem deveria estar constrangido são vocês”, disse, dirigindo-se aos deputados e à secretária Betânia.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Professores de Etecs e Fatecs fazem ato público nesta 6ª; categoria pode entrar em greve





Professores e funcionários das Etecs (Escolas Técnicas) e Fatecs (Faculdades de Tecnologia) estão programando paralisação das atividades e um ato público nesta sexta-feira (13), às 14h em frente à Fatec do Bom Retiro, em São Paulo.
Os servidores farão assembleia para decidir se a paralisação da sexta será convertida em uma greve por melhores salários.
Os participantes vão avaliar se aceitam a proposta do governo estadual de 11% de aumento anunciada ontem. Segundo o governo, a medida atinge mais de 17.000 servidores.
O movimento reivindica reajuste de 58,90% para os docentes e 71,79% para funcionários administrativos. Já o governo oferece, a partir de 1º de julho, um aumento de R$ 2.000 para R$ 2.220 para os professores das Etecs, e de e de R$ 3.600,00 para R$ 3.996,00 para os docentes das Fatecs. Está previsto também para este ano um novo plano de cargos e salários.
“Esperamos reunir cerca de 300 pessoas no ato”, diz Silvia Elena de Lima, diretora do Sinteps (Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza). Além do reajuste, os trabalhadores pedem também alterações no vale-alimentação e no vale-transporte, cursos de atualização profissional e aumento do adicional para jornada noturna, entre outros.
PRESIDENTE DA ADUENF PARTICIPA DE REUNIÃO SETORIAL DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS E MUNICIPAIS DO ANDES-SN

O Prof. Raúl Palácio, presidente da ADUENF, participa neste final de semana do V Encontro Nacional do setor das seções sindicais das universidades estaduais e municipais do ANDES-SN em Salvador, BA. A ida do presidente da ADUENF foi financiada pelo próprio ANDES-SN, que acompanhou de perto a greve ocorrida na UENF.

Esta reunião setorial deverá formular uma pauta de atividades para o ANDES-SN para as universidades estaduais de todo o país, onde neste momento se concentram uma série de mobilizações contra as tentativas de diferentes governos estaduais de precarizar a situação destas instituições.

quarta-feira, 11 de maio de 2011


Professores fazem paralisação em 12 Estados

Professores da rede pública de vários Estados brasileiros interromperam as atividades nesta quarta-feira para reivindicar aumento de salário e melhores condições de trabalho.

No Paraná, os 85 mil professores da rede estadual encerraram o dia letivo às 10h. Em pelo menos 28 municípios, houve adesão também da rede municipal.
Além de reivindicarem a aplicação do piso salarial nacional no Estado, os professores também defenderam melhorias nas condições de saúde dos educadores, como um novo sistema de atendimento à saúde, com foco na prevenção do estresse e de doenças relacionadas.

O sindicato dos professores do Paraná também entregou ao governador e aos prefeitos das principais cidades uma carta-manifesto reivindicando a aplicação imediata do piso nacional --hoje, no Paraná, um professor recebe R$ 1.084 por 40 horas de trabalho. Com o piso, o valor subiria para R$ 1.187. O governador se comprometeu a fazer o repasse o mais breve possível.


No Rio Grande do Sul, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação estima que cerca de 70% das escolas estaduais aderiram à paralisação. "Estamos muito satisfeitos com os resultados de hoje. Ficou provado que temas como a implantação do piso nacional e a reforma da previdência têm grande capacidade de mobilizar a categoria. O fato de as ações serem regionalizadas em nossos núcleos fortaleceu ainda mais a paralisação", avalia Rejane de Oliveira, presidente do sindicato.

No Espírito Santo, professores das redes municipais de Vitória e Serra pararam hoje. Em Vila Velha, Cariacica e Guarapari, os educadores estão em greve desde o início do mês.

Em Goiás, cerca de 20% das 1.095 escolas estaduais não tiveram aula. Em Goiânia, cerca de metade das escolas fecharam. Pela manhã, houve uma manifestação em frente ao Tribunal de Justiça, em que os professores pediram reajuste de salários. As informações são da Secretaria Estadual de Educação.

Em Tocantins, segundo a Secretaria Estadual de Educação, a paralisação ocorreu em 9 das 547 escolas da rede estadual. Cerca de 6.000 alunos ficaram sem aula. A maior adesão ocorreu na capital, Palmas, onde 7 das 26 escolas estaduais não tiveram aulas. Ainda de acordo com a secretaria, em alguns casos houve adesão de professores da rede municipal também, mas não há estimativa de quantos profissionais paralisaram as atividades.

Em Santa Catarina, 189 mil alunos da rede estadual foram atingidos pela paralisação (27% do total), segundo a Secretaria da Educação. Ainda de acordo com a secretaria, 8.402 dos 39,1 mil professores não deram aulas hoje. O sindicato da categoria, porém, afirma que a paralisação foi de 90%.

No Maranhão, onde os professores estaduais estão em greve há mais de 70 dias, foi organizada uma caminhada na região central de São Luís para marcar o dia de paralisação nacional. O sindicato dos trabalhadores da educação disse que os dias parados estão sendo descontados dos salários dos professores. Eles reivindicam a aprovação do Estatuto do Educador e a desistência da ação judicial contra o sindicato, além do pagamento do piso nacional.

NORTE E NORDESTE

Em Pernambuco, cerca de um milhão de alunos ficaram sem aulas devido à paralisação dos professores do Estado e da rede municipal de Recife, Jaboatão dos Guararapes e Olinda. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Estado, as atividades nas escolas voltam ao normal na quinta-feira.

No Piauí, o sindicato estima que houve paralisação em todo o Estado, com adesão de cerca de 80% dos professores estaduais.

Na Paraíba, sindicatos e o governo divergem sobre o número de escolas que suspenderam as aulas no Estado. De acordo com o governo, 70% das escolas estaduais funcionam normalmente. Já os dois principais sindicatos de professores e trabalhadores em educação afirmam precisamente o contrário: que 70% das escolas fecharam.

O Estado tem cerca de 400 mil alunos na rede pública estadual. O governo afirma não saber quanto alunos estudam nas escolas que suspenderam as aulas e foram prejudicados pela greve.

Ontem, em assembleia, os dois principais sindicatos da categoria decidiram continuar com a greve, iniciada em 2 de maio. Os grevistas exigem que seus salários sejam equiparados aos rendimentos do piso nacional de professores. Até o momento, o governo, que afirma não ter como aumentar os salários por falta de verba, propôs para os professores uma bolsa no valor de R$ 230 para equiparar temporariamente os pagamentos. A proposta, que num primeiro momento chegou a ser aceita pelos sindicatos, acabou depois sendo rejeitada. Agora, o governo afirma que não vai voltar a negociar enquanto a greve continuar.

No Rio Grande do Norte, o sindicato da categoria afirma que 100% dos professores da rede municipal do Estado interromperam as atividades hoje. Na rede estadual, 93% dos professores estão em greve desde o dia 2 de maio.

No Pará, o Sintepp (sindicato dos trabalhadores em educação pública) estima que 1.300 escolas tenham ficado sem aulas --dessas, 900 são da rede estadual. Para a Secretaria de Educação, o número foi menor: 425 escolas estaduais pararam, a maioria delas (250) na região metropolitana de Belém.

No Acre, a paralisação da rede estadual está marcada para amanhã.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/saber/914513-professores-fazem-paralisacao-em-12-estados.shtml

Escolas técnicas e Fatecs entram em greve por reajuste salarial na sexta

A já anunciada greve de professores e funcionários das Etecs e Fatecs do Centro Paula Souza de São Paulo foi confirmada ontem em assembleia geral e iniciará na sexta-feira, 13 de maio. Sem reajustes desde 2005, os trabalhadores pedem aumento de mais de 80% e implantação de política salarial. Das 93 unidades que realizaram assembléias regionais, 63 aderiram ao movimento. O governador Geraldo Alckmin comunicou que anunciará reajuste na sexta-feira.
Para Silvia Elena Lima, secretária geral do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps), apesar de o governo paulista utilizar as escolas ténicas e Faculdades de Tecnologia como propaganda de sua política educacional, não existe um reconhecimento do trabalho feito por funcionários e docentes nessas instituições.
CartaCapital: Todas as unidades da rede técnica vão entrar em greve?
Silvia Elena Lima: O nosso sindicato é composto de escolas do Estado de São Paulo inteiro. Para ter uma assembléia representativa, foram convocadas assembléias setoriais nos últimos 15 dias. A assembléia de ontem era para tabular os dados e deflagrar a greve. Durante a reunião, mais unidades foram aderindo. A coisa está andando. O governo já anunciou que vai oferecer reajuste.  O índice será anunciado na sexta-feira, no mesmo dia em que a greve inicia e, então, avaliaremos se ela terá continuidade ou não.

CC: Houve negociação anterior com o governo?
SL: A nossa categoria não tem tradição grevista. Só faz paralização quando a corda está no pescoço. A gente chamou a greve durante todos os anos, mas nas assembléias elas não foram aceitas. O governo lança alguma outra coisa no lugar para evitar a greve. Em 2008, anunciaram a nova carreira. Para alguns foi bom, mas ela ficou congelada. As pessoas tendem a acreditar que o governo vai reconhecer o trabalho da gente. Ninguém aguenta mais receber 10 reais por hora aula. O Brasil deu uma deslanchada em termos econômicos. A rede federal cresceu muito em São Paulo e é uma referência. Comparado com a rede federal, os benefícios e salários da estadual são uma piada. Professores estão percebendo isso e saindo. O clima é insuportável, tem que mudar. Alguma coisa precisa ser feita.

CC: A política de bonificação não ajudou a minimizar as perdas salariais?
SL: Os critérios usados para a concessão do bônus são questionáveis, levam em conta aspectos que não dependem do professor, é uma coisa de louco. Tantas são as criticas que parece que vão mesmo acabar com o a política de bônus e voltar com a política de reajustes. A repercussão da reportagem da CartaCapital (leia as matérias aqui aqui) ajudou, inclusive, na decisão. Resolveram pagar para todo mundo o bônus, mesmo para aqueles que tinham zerado. Não havia um critério claro no pagamento da bonificação. Desconfio que esse bônus seja sorteado. Quem zera agora, não zera no ano que vem, tem um revezamento. Para o governo, as metas não são para serem atingidas. Eles não querem que a gente cumpra os objetivos traçados. Mas o bônus é uma questão superada no momento. Todo mundo recebeu. A luta é por reajuste e melhorias de salário. Além disso, poucos recebem vale-alimentação e refeição e quem recebe, tem apenas 4 reais por dia.

CC: Quanto foi pedido de reajuste?
SL: Acima de 80% para docente e mais de 100% para funcionários. Mais benefícios. Outra pauta importante é a definição de uma política salarial. Nós temos esse enorme arrocho porque o PSDB acabou com a política salarial que existia antes e não criou outra. Plano de carreira até tem, mas não existe política salarial. Além do reajuste, queremos a definição de qual será a política salarial daqui para frente.

CC: Existe diferença nas reivindicações entre Fatecs e Etecs?
SL: A diferença existe na reivindicação para docentes e funcionários. Os funcionários são mais penalizados nestes últimos anos.

CC: Qual foi o apoio dos estudantes?
SL: Vários Centros Acadêmicos estão apoiando. Agora mesmo rcebemos mais um apoio de Centro Acadêmico da ETEC Zona Sul, Santo Amaro. O Poligremia, grupo composto por vários grêmios de escolas técnicas, irão até o nosso ato anunciar o apoio. Os estudantes entendem o movimento porque convivem conosco no dia a dia e sabem que falta muita coisa nas escolas, falta professores e funcionários.

CC: Na carta de lançamento da greve, foi citado o fato da grande propaganda que o governo faz das Etecs e Fatecs. Por que destacar isso?
SL: Tem um imaginário popular que acha que vivemos a oitava maravilha do mundo porque tem muita propaganda. Quando a gente fala que a gente recebe 10 reais por hora/aula, muitos não acreditam. O governo faz muita propaganda das Etecs e Fatecs. De fato, temos bons indicadores. Somos uma instituição que deu certo, mas deu certo por nosso esforço e isso eles não reconhecem. Todo mundo sabe que o governo usa a gente como propaganda, mas na hora de ver condições de trabalho não tem negociação.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Professores e alunos da Uespi entram em greve por melhorias




Professores e alunos da Uespi (Universidade Estadual do Piauí) decidiram entrar em greve por tempo indeterminado após assembleia realizada nesta segunda-feira. A paralisação, porém, começa apenas na quinta-feira, já que é preciso respeitar prazo legal de 72 horas do aviso ao governo do Estado.

A greve vai atingir cerca de 18 mil estudantes dos 52 polos da Uespi. A principal reivindicação dos docentes é a melhoria nas condições de trabalho.

"A estrutura da Uespi está piorando a cada dia. Tivemos cursos denegados porque não temos condições estruturais suficientes e por não possuirmos professores qualificados", afirma a presidente da ADCESP (Associação dos Docentes da Uespi), Graça Ciríaco.

Outro ponto exigido pelos grevistas é a abertura de concurso para contratação de 700 professores efetivos. O reajuste salarial é outra reivindicação. De acordo com Ciríaco, os docentes não recebem aumento há dois anos.

Com a greve por tempo indeterminado, o ano letivo para os estudantes da Uespi fica prejudicado. Segundo Ciríaco, as aulas que deveriam ter começado em fevereiro tiveram início apenas em 21 de março porque 'não tinha nem apagador na universidade'.
Conforme a representante dos professores da Uespi, até agora o governo do Estado não se manifestou.

A reportagem não conseguiu contato com o reitor da instituição, Carlos Alberto Pereira.

terça-feira, 3 de maio de 2011

NOVA DIRETORIA DA ADUENF TOMA POSSE DELINEANDO PRÓXIMOS PASSOS DA LUTA SALARIAL




A nova diretoria da ADUENF tomou posse no final da 3a. feira na Sala de Multimídia do Centro de Ciências do Homem. Em sua primeira manifestação como presidente da ADUENF, o Prof. Raúl Palácio apontou para a remuneração do Regime de Dedicação Exclusiva como um ponto central nas demandas que serão defendidas em sua gestão. Além disso, o Prof. Raul também informou já ter feito os primeiros contatos com o futuro reitor da UENF, Prof. Silvério Freitas, para a cessão de uma área para a construção da sede própria da ADUENF.

O Prof. Raúl deverá participar já na próxima semana de um encontro nacional dos dirigentes de associações de docentes de universidades estaduais sob patrocínio do ANDES-SN. Este encontro será realizado em Salvador, e deverá ser importante para a definição das linhas de atuação do Fórum Sindical das Universidades Estaduais do Rio de Janeiro, visto que lá também deverão estar representantes das associações de docentes da UERJ e da UEZO.

A cerimônia foi encerrada com um agradecimento do Prof. Marcos Pedlowski aos seus companheiros de diretoria e aos funcionários da ADUENF, Eliana e Igor.