sábado, 31 de julho de 2010

Saiu na FOLHA DA MANHÃ

UENF: Greve é mantida para 16 de agosto

Enquanto não recebe a reposição salarial, os professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) devem iniciar a greve por tempo indeterminado no dia 16 e agosto, data que foi definida durante assembléia que aconteceu no dia 16 de junho.

A informação é do presidente da Associação de Docentes da Uenf (Aduenf), Marcos Pedlowski. Os servidores técnico-administrativos da Uenf, mesmo recebendo a reposição de 22%, devem aderir ao movimento de greve dos professores, segundo relatou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais no Estado do Rio de Janeiro (Sintuperj) da Uenf, Osvaldo Luis da Silva.

“Apesar de termos recebido o reajuste, nós estamos com o propósito de entrar em greve junto com os professores.”

sábado, 24 de julho de 2010

Médicos-residentes ameaçam cruzar os braços em todo país

Caso o reajuste de 38,7% no valor da bolsa, repassada pelo governo federal, não seja atendido, os mais de 17 mil futuros médicos do país podem cruzar os braços Eles recebem R$ 1.916,45 mensais e também reivindicam auxílio-moradia, auxílio-alimentação e a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses.

O presidente da Associação dos Médicos-Residentes, Nivio Lemos Moreira Junior, explica que os profissionais pedem o aumento no valor da bolsa desde 2007. O documento com as reivindicações foi entregue ontem aos ministérios da Educação e da Saúde. Nele, a entidade dá o prazo de 15 dias para o governo negociar com a categoria.

Não havendo resposta no prazo estipulado, os residentes de todo o país entrarão em greve. “Quem tem mais tempo de residência se torna um profissional mais preparado. Ele também necessita de tempo livre para estudar. Isso melhora a qualidade de atendimento nas unidades de Saúde”, diz.

As condições de trabalho são precárias e isso reflete diretamente na saúde pública, afirma o presidente da Associação Brasiliense de Médicos-Residentes do Distrito Federal, Cassio Rodrigues Borges. “Essa estrutura ruim atrapalha a profissão desses residentes e isso causa um impacto negativo, ressalta”. O Ministério da Saúde e o Ministério da Educação ainda não têm informações sobre o documento, por isso não se pronunciaram sobre o assunto. (ABr).

Fonte: odiarionews.net

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Servidores da Saúde fazem protesto em frente ao Palácio Laranjeiras

Servidores da Saúde durante o protesto Foto: Paulo Araújo / Agência O Dia
Rio - Aproximadamente 100 servidores fizeram um protesto, nesta quarta-feira, em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio. Os trabalhadores querem reajuste salarial. Em decorrência da manifestação, o trânsito ficou lento no viaduto Santiago

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Entre os Palanques e a Dura Realidade

Em Junho de 2010 circulou na Região Norte e Noroeste Fluminense a Notícia que o Ilmo. Sr. Governador Sérgio Cabral disse "SIM" para expansão da UENF, e neste caso específico foi para região de Italva (Jornal UR-GENTE Ano X Número 06 de Junho de 2010). Seria interessante que nestes casos o Governador fosse orientado pelo Ilmo. Sr. Secretário de Ciência e Tecnologia assim como pelo Magnífico Reitor da UENF e que estas questões deveriam ser tratadas inicialmente no âmbito da instituição e com uma ampla discussão junto aos colegiados da Universidade.
Na realidade vemos que existe uma séria dificuldade nesta expansão, pois o Ilmo. Sr. Governador do Estado do Rio de Janeiro, assim como seus assessores mais próximos, possui conhecimento das inúmeras tentativas de negociação da recomposição salarial do corpo docente da UENF, simplesmente disse ignorou aos inúmeros apelos de reuniões com a ADUENF, ASDUERJ e SINTUPERJ. Vemos hoje que o estado do Rio de Janeiro está ignorando uma questão primordial sobre a Educação de seus Cidadãos e isto é lamentável, pois sabemos que esta é a mais importante revolução social, não podemos continuar alimentando nossos cidadãos com estes programas sociais paleativos.
Assim cidadãos do Norte, Noroeste e região dos Lagos, a ADUENF vem fazendo esta discussão e temos clareza que a expansão do ensino universitário deve ser conduzida com responsabilidade e com qualidade. Hoje, é notório o descuido com os procedimentos acadêmicos que certamente colocarão em risco a ampliação de vagas e cursos com a qualidade desejada. Não gostaríamos de ver as instituições estaduais nas manchetes de jornais com indicadores negativos.
As expansões das instituições de ensino superior devem ser acompanhada de uma política de investimento na infra-estrutura e principalmente naqueles que irão conduzir estas instituições, ou seja, os seus servidores docentes e técnicos administraticos. Portanto, a nossa principal defesa é pela manutenção do modelo conceitual da UENF e se o Ilmo. Sr. Governador do Estado do Rio de Janeiro não conhece, deveria ser informado melhor pelo Magnífico Reitor, ou então, fazer uma visita na instituição e se reunir com os docentes.

Vejam reportagem no Jornal UR GENTE.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Reportagem da Folha da Manhã sobre a Greve em 10 de julho de 2010

Quando o Governo olhará para UENF? Este olhar poderia ser facilitado se os responsáveis pela instituição da UENF estivessem demonstrando com mais intensidade as necessidades dos seus servidores.

domingo, 11 de julho de 2010

INFORME ADUENF

Caros colegas,

Não seria nenhum exagero afirmar que a comunidade UENFIANA está perplexa com o desenrolar dos fatos que cercaram nossa pretensão de obter alguma reposição das perdas salariais. Inclusive porque a nossa campanha salarial se confunde com a própria tentativa de salvar a Universidade de uma morte anunciada, já há bem uns dois anos, quando prevíamos a evasão e a dificuldade em repor os bons profissionais perdidos. Não cremos que há qualquer risco de fechar a UENF, mas caminhamos céleres para o fim de um modelo inovador e vencedor.

Nas assembléias da ADUENF temos, sempre, dado informes e atualizado os participantes das ações perpetradas pela diretoria, bem como das conversas que mantivemos com outros atores neste périplo. Contudo, considerando que nem todos foram a todas as assembléias, bem como em face de boatos e desinformação veiculadas no nosso meio, sentimos a necessidade de expor uma pequena cronologia dos fatos, concentrada nos últimos dois meses. Antes disso, já havíamos participado de duas audiências públicas da comissão de educação da ALERJ, além de gestões junto à deputados de várias matizes, que garantiram a aprovação de uma emenda ao orçamento atribuindo mais R$10.000.000,00 para melhoria dos nossos salários. Infelizmente, o governo do estado vetou esta proposta vencedora em plenário.

Em final de maio participamos de mais uma audiência pública da Comissão de Educação no plenário da ALERJ, que contou com a presença de centenas de professores e técnicos da UENF e da UERJ, porém, de nenhum dirigente ou seu representante, nem da UENF ou da UERJ. Após esta audiência, uma comissão de servidores da UENF e da UERJ foi até a sede da Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) e conseguiram o agendamento de uma reunião com o Secretário Sergio Ruy para o dia 27 de maio, que depois foi transferida para o dia 28 de maio. Em 28 de maio a audiência ocorre sem a participação do Secretário, que enviou o Superintendente de Recursos Humanos da SEPLAG, Ivan Alves Diniz. Nesta primeira reunião o superintendente disse que estava trabalhando nas projeções para a UERJ, mas não para a UENF, alegando que desconhecia qualquer pleito de nossa parte “...eu tenho um processo aqui da UERJ, mas da UENF não tenho nada não”. Com esta desculpa, e após ser informado pelos sindicatos das reivindicações da UENF, o superintendente solicita um prazo de duas semanas para estudar o nosso caso, marcando nova reunião para 14 de junho. Pressionado pela assembléia da ADUENF, o Reitor da UENF finalmente prestou conta ao CONSUNI das suas ações neste assunto e informou o número do processo que havia aberto. Com este número descobrimos que em março de 2009 foi aberto um processo na SECT solicitando 34% de reposição, este processo repousou por 7 meses na SECT, sendo então arquivado.

14 de junho: Ocorre a segunda audiência na SEPLAG, novamente com o Superintendente de Recursos Humanos da SEPLAG, Ivan Alves Diniz. Nesta ocasião foi dito que o plano do Governo era oferecer 22% de reposição apenas para os técnicos das duas universidades. Curiosamente, os técnicos da UENF e UERJ são representados pelo mesmo sindicato, desde sempre, teria sido essa união histórica dos técnicos um fator determinante para esta conquista? Para os Professores foi anunciado o congelamento dos nossos salários até dezembro de 2011, este prazo foi escolhido, pois nesta ocasião, termina a implantação do plano de cargos da UERJ, com isso os salários dos docentes da UERJ e UENF seriam equivalentes. O superintendente foi informado pelos sindicalistas presentes do absurdo que seria dar reposição de perdas apenas aos servidores e não aos professores da UENF e da UERJ. Inclusive, partiu da ex-presidente da ASDUERJ, Professora Inalda Pimentel, a manifestação mais veemente contra a proposta de congelar nossos salários até a implantação do plano de cargos da UERJ, visto que o regime de Dedicação Exclusiva é vigente apenas na UENF. Após quase três horas de reunião, os representantes da SEPLAG reconheceram o problema que seria causado pela equiparação de situações distintas de regime de trabalho, mas não se comprometeram com qualquer mudança na mensagem que estava sendo enviada à ALERJ pelo governador Sérgio Cabral, e que deixava os professores da UENF e da UERJ de fora da reposição de 22% das perdas salariais.

Em 22 de junho as lideranças sindicais da ADUENF, ASDUERJ e SINTUPERJ foram até a ALERJ e negociaram a inclusão de quatro emendas ao projeto do governo para a UENF e UERJ, visando contemplar também os professores. A data era importante, pois marcava o inicio dos trabalhos em plenário para aprovação de vários projetos de lei sobre reposição salarial para diversas categorias. Desafortunadamente, nenhum dirigente ou seu representante, de nenhuma das duas Universidades, parece ter tido o mesmo trabalho.

Dois dias depois, em 24 de Junho, atendendo a convite do próprio presidente da ALERJ, deputado Jorge Picciani, representantes da ADUENF, ASDUERJ e SINTUPERJ compareceram novamente à ALERJ para uma reunião com o mesmo, mas acabaram não sendo recebidos. Neste dia, numa votação surpreendente, que ocorreu em torno das 10:30 h da manhã, houve a aprovação de um destaque que permitiria a votação de uma emenda ao projeto do governo para beneficiar os professores da UENF e da UERJ com 22% de reposição. Entretanto, após perder esta votação, a base do governo retirou-se do plenário, interrompendo a seção por falta de quorum. Apenas após as 20:00 h, quando as galerias já estavam esvaziadas, é que a seção foi reaberta e a emenda que beneficiaria os professores foi derrotada pela base do governo sob a liderança dos deputados Jorge Picciani e Paulo Melo. Também não percebemos a presença de nenhum dirigente de nenhuma das duas Universidades neste dia fatídico, em que sofremos a mais pesada derrota.

Ainda no dia 24, no início da noite, fomos até o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que fica a apenas alguns quarteirões da ALERJ, onde conversamos com os convidados para a festa de 30 anos da FAPERJ (cujo orçamento é definido em Lei) expondo a nossa situação e distribuindo cartas explicativas. Nesta ocasião sim, encontramos os nossos representantes, devidamente trajados para a festa. Motivo para comemorar? Devem ter lá os deles.

Agora o mais recente passo da Reitoria ocorreu durante a última Reunião Ordinária do Conselho Universitário (Leiam a Ata da 148ª Reunião do CONSUNI) onde o Reitor acanhadamente começou a reunião saudando novos membros, pediu que todos anotassem um número de processo e em seguida deu conhecimento aos presentes de um ofício enviado para o Secretário de Ciência e Tecnologia em 4 de setembro de 2009. Outro ponto que chama atenção nesta ata é a tentativa de expor desnecessariamente alguns membros do CONSUNI assim como estabelece a expansão do Quadro Docente para atender aos Campi Universitários de Macaé e Noroeste Fluminense. Isto realmente é uma novidade que chama atenção como esta instituição tem sido conduzida nesta gestão. Uma surpresa é o Reitor afirmar que não vai pactuar com o nível de desinformação que alguns teimam em passar à Comunidade Universitária e que estes não estão trabalhando para o desenvolvimento da UENF. A desinformação tem origem na Reitoria que transferiu uma grande parte das decisões acadêmicas e de interesse institucional para o Colegiado Executivo. Os servidores e alunos da UENF lutaram pela autonomia universitária e agora assistem o retorno do chamado Conselho Diretor e de uma centralização abusiva que nunca foi praticada inclusive pela FENORTE enquanto participava da administração dos recursos financeiros da UENF.

Finalmente, convocamos os docentes da UENF associados ou não da ADUENF a participarem da luta pela preservação no modelo institucional e da recomposição dos nossos salários.

sábado, 10 de julho de 2010

ADUENF EM ITALVA

Com a finalidade de esclarecer a população de Italva a ADUENF postou um esclarecimento público sobre as questões que afetam diretamente aos servidores estaduais em especial os professores universitários.

sábado, 3 de julho de 2010

SOBRE O SUCATEAMENTO DA UENF

Um Breve Informe da Recomposição Salarial

A recomposição salarial na UENF tem sido tratada por vários anos e até o momento apenas os servidores técnicos receberam 22% em 12 meses, isto significa dizer que durante o próximo ano este segmento do quadro permanente da UENF estará recebendo basicamente a reposição da inflação.

Um fato nesta história toda chama a atenção. A UENF possui um único Plano de Cargos e Vencimentos e não é possível associar as argumentações anteriores do Governo do Estado do Rio de Janeiro que se dizia ser totalmente inviável o aumento dos servidores estaduais, pois na última semana o Ilmo. Sr. Sérgio Cabral enviou mensagem a ALERJ atendendo ao pleito praticamente todas as categorias, inclusive com aumentos que chegavam ao valor pleiteado por nossa associação (A ADUENF solicita uma recomposição de 82%). Agora apenas os docentes da UENF e UERJ não foram considerados.

Para entenderem o que aconteceu, mostramos abaixo a lista dos nomes dos deputados que votaram contra e a favor da concessão dos 22% também para os professores da UENF e da UERJ. Notem que nesta votação, a concessão venceu por 26 a 21. O que aconteceu foi que após isto, o deputado Jorge Picciani fechou a sessão e o governador Sérgio Cabral mandou o secretário Regis Fischner da Casa Civil até a ALERJ para fechar questão contra a extensão dos 22%. Assim, ao contrário do que algumas mentes desinformadas falaciosamente levantam, os sindicatos da UENF e da UERJ foram até a ALERJ lutar para que pelo menos os 22% fossem dados aos professores, e quem interveio para fechar questão contra foi o governo Cabral!

Votaram Sim os deputados: Alessandro Molon, Altineu Cortes, Anabal, Armando José, Caetano Amado, Carlos Minc, Cidinha Campos, Comte Bittencourt, Doutor Wilson Cabral, Fernando Gusmão, Flávio Bolsonaro, Gilberto Palmares, Inês Pandeló, Iranildo Campos, João Pedro, José Nader, Luiz Paulo, Marcelo Freixo, Marco Figueiredo, Marcos Soares, Paulo Ramos, Rodrigo Dantas, Sabino, Wagner Montes, Waldeth Brasiel, Walney Rocha.

Votaram Não os Deputados: Alessandro Calazans, André Corrêa, André Lazaroni, Aparecida Gama, Audir Santana, Christino Áureo, Coronel Jairo, Domingos Brazão, Edson Albertassi, Graça Matos, Graça Pereira, Jodenir Soares, Jorge Babu, Jorge Picciani, Marcelino D'Almeida, Nelson Gonçalves, Olney Botelho, Paulo Melo, Roberto Dinamite, Sula do Carmo, Tucalo.

Terminada esta primeira a votação onde todos os servidores sairiam contemplados com os 22%, o Presidente da ALERJ, o Ilmo. Sr. Deputado Jorge Picciani, reuniu o Colegiado de Lideranças Partidárias e com um golpe frontal derrubou a votação e manteve o encaminhamento feito pelo Ilmo. Sr. Governador do Estado do Rio de Janeiro, revertendo a votação anterior, e, portanto, não concedeu aumento aos docentes. Lamentamos a forma pouco democrática como este assunto foi tratado, pois a 10 anos não temos qualquer tipo de correção salarial e não temos data de dissídio anual. Esta atitude expôs, mais uma vez, ao corpo docente da UENF e UERJ como este governo pensa a educação no estado e como estão desestruturando os quadros docentes destas instituições.

Onde estão os responsáveis sobre a educação superior no Estado do Rio de Janeiro? No momento em que tudo isto acontecia na ALERJ, o Secretário de Ciência e Tecnologia, e os reitores da UENF e UERJ não estavam presentes e não havia qualquer representante das administrações (UENF e UERJ) para defender e demonstrar o interesse institucional sobre o seu corpo docente. As associações sindicais estavam presentes, conseguiram apoio de algumas lideranças, mas como foi dito acima, o governo derrubou com um golpe duvidoso do Presidente da ALERJ.

Finalizando, no caso da UENF achamos no mínimo curioso que o Reitor seja tão disponível para compor ações do Governo do Estado do Rio de Janeiro e muito pouco disponível para representar os interesses dos servidores da UENF. Este mesmo Reitor até a presente data não se pronunciou sobre este ato do Governo e a comunidade sempre espera um posicionamento, pois em questões menores tem sido muito ágil.