quinta-feira, 31 de maio de 2012

Reunião do MUSPE (29/05): Primeiras Decisões Contra o Fim do Triênio



Após alguns anos de inatividade, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais do Rio de Janeiro (MUSPE) retoma as suas funções, devido à grave ameaça da perda do benefício do triênio, que atualmente assombra o funcionalismo carioca e fluminense. Responsável pela articulação das demandas de diferentes segmentos dos servidores estaduais, por intermédio da conjunção de esforços das entidades sindicais representativas do funcionalismo estadual, o MUSPE está sendo oportunamente reerguido. Uma iniciativa política seguramente importante para todo o funcionalismo estadual que, com o MUSPE, pode alcançar maior peso em toda e qualquer negociação ou encaminhamento de reivindicações. Contudo, sua reativação revela, a princípio, um caráter emergencial. É fruto da recente, nociva, surpreendente e espúria iniciativa adotada pelo governador Sérgio Cabral Filho junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Visando a rebaixar ainda mais o padrão de qualidade de vida do servidor, assim como do serviço público prestado pelo Estado do Rio de Janeiro, o governador ataca um dos escassos benefícios a que pode, ainda, contar o funcionalismo estadual: a gratificação por tempo de serviço, trienal, assegurada pela Constituição Estadual de 1989. A ação jurídica foi impetrada no STF (Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.782, http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=4247736). 

Contando com a relatoria do Ministro Gilmar Mendes, a ADI 4782 pode ser consultada no link que segue:


O Sindjustiça, imediatamente após a divulgação na imprensa da ameaça de suspensão do triênio, no meio da semana passada, pertinentemente tomou a iniciativa de convidar aos diferentes sindicatos para reativarem o MUSPE. Isso para que o funcionalismo estadual enfrente, unido e em coalizão, mais esta dura luta contra o governo Cabral. A primeira reunião ocorreu ontem (29/05) e contou com a presença de muitas entidades, quais sejam: o Sindjustiça; a Asduerj; o Sindicato do Tribunal de Contas; o Sindsprev; a Afiaserj; a Associação do Proderj; o Sepe; a Intersindical e a CSP-Conlutas. O SINDPEFAETEC também esteve presente e assim podemos resumir as primeiras decisões tomadas pelo conjunto das entidades:

a.. Criação de uma coordenação do MUSPE.
b.. Contratação de um escritório advocatício experiente na atuação junto ao STF e em relação à temática do Direito Constitucional.
c.. Abertura de uma conta bancária de sorte a que todos os sindicatos, assim como o conjunto dos servidores, dêem a sua colaboração financeira para a causa.
d.. Uso da mídia, tendo em vista o esclarecimento do problema à população.
e.. Nova reunião do MUSPE, já com a sua coordenação instalada, em 04/06.
f.. Grande protesto conjunto no dia 14/06, às 12h, com indicativo de paralisação. A concentração será na Candelária com marcha até a Alerj.

A avaliação generalizadamente compartilhada pelos representantes das entidades é de que a luta deve ser travada nas esferas jurídica e política. Na primeira linha de batalha, denotando as dificuldades para uma resposta à Adi do Cabral no STF, todos reconheceram que se faz necessária a contratação imediata de um escritório familiarizado com as lides do STF. Infelizmente, isso custa muito caro. Ventilou-se algo em torno de R$100.000,00 a R$200.000,00 para o financiamento de uma causa desta envergadura. Além do mais, a urgência fala alto: a petição do Cabral pode ser votada a qualquer momento! Igualmente cara tenderá a ser o recurso à mídia. Especulou-se um custo aproximado de R$50.000,00. Todos/as, evidentemente, devem contribuir e auxiliar! No âmbito político, onde estão depositadas maiores esperanças, a organização, a mobilização e a participação dos/as servidores/as é fundamental! Provavelmente, não serão poucos os atos públicos em que todos/as estaremos empenhados/as!

Importa ainda ressaltar que os companheiros do Sindjustiça e do Tribunal de Contas, evidentemente habituados com as questões jurídicas, afirmaram que o recurso do Cabral ao STF tem o seguinte propósito: usar da jurisprudência existente e evitar uma possível derrota em eventual votação parlamentar para a alteração constitucional. Na Alerj, para o triênio cair, há necessidade do apoio de 3/5 dos parlamentares. Não contando com base tão ampla, o governador recorreu à Brasília. Adicionalmente, cumpre observar que os valores a serem gastos e as cotas de contribuição a serem distribuídas entre as categorias e os sindicatos serão definidos na reunião da próxima segunda-feira.

Companheiros e companheiras: a hora é grave, há uma seríssima ameaça a um importante direito do servidor público estadual! Uma nuvem obscura paira sobre as nossas cabeças e as das nossas famílias, ameaçando nosso direito constitucional! É extremamente válido assinalar, um direito assegurado há muitos anos pelo governador Leonel de Moura Brizola (lei n. 1.118, de 12/02/1987, disponível em:http://www.silep.planejamento.rj.gov.br/index.html?lei_1118_12021987.htm ) e ratificado pelos deputados constituintes em 1989! Portanto, a alegação de que o direito ao triênio correspondeu a um vício de iniciativa do Parlamento estadual, a uma invasão de atribuições do Poder Legislativo sobre o Executivo não procede! O suposto gasto “irregular” e “inconstitucional”, como o afirma Cabral, atribuído pelo Legislativo ao Poder Executivo, em 1989, nada mais foi do que a confirmação de uma despesa já estabelecida pelo governador Brizola! Portanto, uma iniciativa originalmente adotada pelo Poder Executivo Estadual!

A ameaça é grande, porque se derrubado for este direito constitucional, como ficarão nossos demais benefícios e garantias? Como ficarão nossos vencimentos? Como andará, se é que andará, a atualização do nosso Plano de Cargos e Vencimentos? Como ficarão os servidores, que sequer contam com uma política salarial estável e sólida? Como ficamos se sequer possuímos uma data-base?

Como pode um governador mergulhado em um mar de escândalos, em que sobressaem negociatas e relações espúrias com especuladores e parasitas, assim como gastos pessoais injustificáveis, senão mesmo imorais no exterior, vir, da noite para o dia, com uma “faca” no pescoço do servidor?! Para que o fim do nosso direito? Ao que parece, não seria exagerado afirmar que isso serve apenas para transferir, mais ainda, recursos públicos destinados à enorme gula dos interesses privatistas e parasitários com os quais o Governo Estadual anda envolvido!

Companheiros e companheiras, desse modo, fica o apelo: conversem com seus colegas de unidade, debatam a questão, e participem da assembleia do SINDPEFAETEC a ser realizada em 13/06, às 14 h, em Quintino!


Vamos paralisar no dia 13/06! Vamos paralisar no dia 14/06!


Todos/as ao protesto convocado pelo MUSPE no dia 14/06, às 12h, com concentração na Candelária!


Vamos à luta!

domingo, 27 de maio de 2012

Governador do RJ questiona gratificação sobre vencimento de servidores


O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4782), no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual pede liminar para suspender os efeitos de dispositivo da Constituição estadual (artigo 83, inciso IX) que assegura aos servidores públicos civis do estado a incidência da gratificação de adicional por tempo de serviço sobre o valor dos vencimentos.

O governador pede que o STF declare a inconstitucionalidade formal e material do dispositivo. Sustenta que os deputados estaduais, ao editarem a norma, interferiram indevidamente em um dos elementos mais vitais da Administração Pública - a gestão dos recursos públicos.

"No caso presente, a inconstitucionalidade formal do dispositivo combatido também é manifesta, porquanto o vício se concentra, de igual forma, na inobservância, pelo constituinte estadual, da relevante questão da reserva constitucional, em favor de cada um dos Poderes, da competência para deflagrar processo legislativo para a edição de lei que disponha sobre o funcionalismo público, no âmbito de cada um daqueles respetivos Poderes", argumenta o governador.

A inconstitucionalidade material da norma decorreria da ofensa ao princípio da separação dos Poderes, a que está adstrito o constituinte estadual, segundo o governador. "O preceito invade a competência privativa do chefe do Poder Executivo, ao qual cabe, como no modelo federal, dirigir e dispor sobre a organização e funcionamento da Administração", salienta a ação.

Na ADI, o governador fluminense pede liminar para suspender os efeitos da norma até que o mérito da questão seja julgado em Plenário. Segundo ele, o governo está buscando implementar novos planos de cargos e remuneração para as diversas carreiras do funcionalismo estadual, com a estipulação de formas de progressão remuneratória que não estão atreladas exclusivamente ao tempo de serviço, mas sim no comprimento de metas e objetivos.

"Evidentemente, se não concedida a medida cautelar pretendida, todos os novos Planos de Cargos e Remuneração referidos correrão o risco de ter sua constitucionalidade (em relação à Carta Estadual, evidentemente) questionada perante o Tribunal local. E tal fato, por si só, já torna ainda mais presente nos dias atuais o periculum in mora, inobstante o tempo de vigência da norma combatida [promulgada em 5 de outubro de 1989]", concluiu o governador.

O relator da ADI é o ministro Gilmar Mendes.

VP/CG

Processos relacionados

ADI 4782 

 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UFRJ APROVA MOÇÃO DE APOIO À GREVE GERAL DOS DOCENTES DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS!


Confira a Moção de apoio à greve nacional dos docentes aprovada pelo Conselho Universitário da UFRJ hoje!
 
 
 
MOÇÃO DE APOIO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UFRJ
 
Considerando o papel estratégico do desenvolvimento nacional de ampliação do ensino superior público do país em curso nas universidades federais;
 
Considerando que a superação desses desafios está estritamente ligada à existência de um quadro docente devidamente remunerado e valorizado, com perspectivas de desenvolvimento ao longo da sua vida profissional;
 
Considerando também os limites legais para definição dos efeitos orçamentários para o ano de 2013;
 
Considerando, ainda, que as negociações sobre a carreira docente foram iniciadas em 2011 e carecem de definição;
 
O Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em reunião ordinária do dia 24 de maio de 2012, resolve declarar seu apoio ao movimento de greve nacional de docentes, reconhecendo a legitimidade e a justeza de suas reivindicações de reestruturação da carreira, recomposição dos salários e melhoria das condições de trabalho.


By: Adufrj SSind

quinta-feira, 24 de maio de 2012

ASSOCIAÇÃO DE DOCENTES DA UERJ CONVOCA ASSEMBLÉIA PARA DISCUTIR POSSÍVEL GREVE PELA IMPLANTAÇÃO DA DEDICAÇÃO EXCLUSIVA

Na UENF os professores decidiram paralisar suas atividades por 24 horas no dia 30 de Maio para viabilizar uma série de atividades de mobilização em prol do pagamento do Regime de Dedicação Exclusiva que todos já cumprem ao ingressar no corpo docente da instituição.

Ao mesmo tempo, a Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro convocou uma assembléia para o mesmo dia para decidir uma possível greve pelo cumprimento das promessas do governo do Rio de Janeiro no tocante a este mesmo ponto.

Há que se lembrar que em levantamento feito pelo ANDES-SN, sindicato que representa os professores universitários brasileiros, os salários pagos à categoria estão entre os menos valorizados dentro do serviço público brasileiro.

Por isso, tanto os professores das universidades federais como das estaduais estão num movimento nacional neste momento. No caso das universidades fluminenses a situação é ainda mais gritante, especialmente porque o Regime de Dedicação Exclusiva ou não foi efetivado (como no caso da UERJ e da UEZO) ou foi efetivado e não é pago (como no caso da UENF).

Por essas e outras questões, é que os docentes estão escolhendo o caminho da mobilização para defender seus direitos após décadas de desvalorização social e sucateamento das universidades estaduais do Rio de Janeiro.


PROFESSORES DECIDEM POR PARALISAÇÃO NO DIA 30 DE MAIO PARA PARTICIPAR DE AUDIÊNCIA PÚBLICA E REALIZAR ATO NAS OBRAS PARALISADAS DO BANDEJÃO DA UENF


Os professores da UENF decidiram paralisar suas atividades no dia 30 de Maio (próxima 4a. feira) para realizar uma série de atividades como parte do Primeiro Dia Nacional de Luta das Universidades Públicas Estaduais.

Neste dia também ocorrerão duas atividades importantes em que os docentes estarão dividindo a sua participação:

1. Participação na Audiência Pública que será realizada pela Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro para discutir a situação salarial dos servidores da UENF, e

2. Ato Público para cobrar da Reitoria da UENF a imediata conclusão das obras do bandejão que estão paralisadas desde Fevereiro de 2011. Este ato público será realizado na própria obra às 12:00 horas quando também será servido um lanche aos presentes.
 
Durante esta assembléia, os professores também decidiram pelo apoio ao movimento de greve dos professores da universidades  federais que paralisaram suas atividades por demandar salariais e melhores condiçlões de trabalho.

Finalmente, a assembléia também ratificou a demanda de 62,5% para remuneração do Regime de Dedicação Exclusiva que é cumprida por todos os professores da UENF. Neste ponto os professores também reafirmaram a sua pósição de que o Regime de Dedicação Exclusiva é uma regra pétrea e que deverá ser mantida como o único regime de trabalho existente para a categoria dentro da UENF.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

CONVITE
ATO PÚBLICO ADUFF-SSIND


 
    No último dia 17, a ADUFF-SSind deliberou em Assembleia Geral que os docentes da UFF entrarão em greve por tempo indeterminado a partir do dia 22/05/2012. Nesse dia, haverá Assembleia Geral às 14h, no auditório Florestan Fernandes (Faculdade de Educação, Gragoatá), e às 16h a categoria realizará Ato Público. A caminhada sairá do Campus do Gragoatá em direção à Praça do Araribóia, onde haverá uma panfletagem.
    
  Contamos com a presença de todos vocês para fortalecer essa luta que é nossa e de toda a sociedade brasileira. 

Vamos juntos nessa à vitória! 


quarta-feira, 16 de maio de 2012


O GOVERNO DILMA 

Por José Glauco Tostes,  Professor do LCQUI/UENF e membro da Diretoria da Regional RJ do ANDES/SN, biênio- 2010/2012




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O governo Dilma é, em boa parte ao menos, um prolongamento do segundo mandato do governo Lula. Por outro lado, está dando sinais até agora de ser um governo mais a esquerda que aquele de seu antecessor. Por “esquerda”, no sentido estrito, entende-se aqui ter os interesses da classe trabalhadora como referência incondicional teórico-prática de um projeto de poder. O termo pode ainda ser empregado em sentido lato quando aqueles interesses ocupam – de um modo dinâmico – apenas uma fração dos interesses de um dado projeto de poder, nacional no caso em tela. Pode-se então tentar estabelecer um gradiente ou espectro político de esquerdas, das menos para as mais distantes da acima mencionada referência em sentido estrito, até chegarmos ao extremo oposto de total antagonismo a tal referência; aí teríamos a “direita” em sentido estrito. O projeto de poder consubstanciado no segundo mandato de Lula (onde Dilma teve mais peso) foi auxiliado pela crise “financeira” disparada em 2008 e pela – não esperada pela direita nacional – saída de tal crise por aquele mesmo governo via aquecimento do nosso mercado interno.

O governo Dilma, tal como seu antecessor, tem um projeto de poder em patamares nacional e internacional, em contraste no mínimo parcial com o governo Fernando Henrique. Do ponto de vista da teoria política podemos conjecturar que se trata de um modelo de saída do capitalismo neoliberal (como diria Emir Sader, um importante quadro nacional à esquerda) transitando para um capitalismo de Estado. De passagem, frise-se que o militante paquistanês de esquerda, Tariq Ali, defende que, na atual conjuntura mundial, não restaria melhor opção paras as esquerdas classistas, isto é, muito próximas daquele referencial acima mencionado. Se, quando e como o governo Dilma pretende avançar além de um capitalismo de Estado, expandindo pesadamente – via transferência sustentável de renda do capital para o trabalho – investimentos em educação, saúde e previdência populares, não está nem um pouco claro no horizonte. Dito de outro modo, o que foi feito até agora desde o governo Lula ainda não parece essencialmente alterar o mais que secular e injustíssimo – em relação à grande maioria trabalhadora – pacto nacional capital-trabalho (quando comparado com os correspondentes pactos das outras nações capitalistas do planeta).

No projeto iniciado no governo Lula e prosseguindo com Dilma misturam-se contraditoriamente – e dinamicamente, isto é, com variações temporais no peso dos ingredientes da mistura – ingredientes a favor do trabalho e a favor do capital. Neste preciso ponto, diga-se que já o governo Lula repete com competência estratégias varguistas na relação conflitante capital-trabalho: uma no cravo do capital, outra na ferradura do trabalho. Além disso, o governo Lula foi hábil em dividir as esquerdas em dois grandes grupos altamente polarizados: um grupo extremamente dócil ao governo, outro extremamente adverso. Esta postura abstrata ou “purista” tende a enfraquecer, no longo prazo, ambos os grupos, na medida em que também tenham, ou estejam em vias de construir, um projeto alternativo de poder.

Em termos de política internacional o governo Lula e, com ele, o governo Dilma parecem ter dois grandes alvos, um continental e outro mundial: a) Brasil como potência hegemônica na América do Sul e em alguns outros pontos, como na África portuguesa (não há potências hegemônicas “do bem” como parece querer inventar o “nosso bom” Bresser Pereira); b) Brasil como potência energética mundial. Existem vários indicadores do alvo (a): o domínio brasileiro da soja no Paraguai e Bolívia, “generosos” financiamentos em empreendimentos como as estradas de ferro do IIRSA no Peru e no Equador etc. A antes briosa Argentina, hoje mais parece um apêndice brasileiro. É ainda discutível qual o “grau” de hegemonia que o Brasil pretende alcançar na América do Sul. Outrossim, existem elementos internos que parecem – ainda – jogar contra tal objetivo; por exemplo, tendências desindustrializantes brasileiras. Como quer que seja, tal como aconteceu na URSS, o Brasil só terá capital para investir em poucas frentes de alta tecnologia, copiada ou inovada. Mas coerentes com o projeto hegemônico (a), estatísticas mostram que nos últimos anos o Brasil vem liderando investimentos na área militar sul-americana, tendência que deve se acentuar nos próximos anos. O objetivo (b) está centrado no petróleo, em grande parte; particularmente nas reservas do pré-sal, o que levou recentemente o Brasil a ampliar unilateralmente os limites de suas águas oceânicas territoriais. Aqui não há desindustrialização. No terreno das relações internacionais, frise-se as posições críticas de Dilma diante da própria ministra alemã Ângela Merkel sobre as políticas anti-crise (mas também anti-populares) européias.

Em termos de economia-política nacional, como o projeto de poder Lula-Dilma é de um capitalismo de Estado, ele tem que ter ao menos uma fração substantiva do capital nacional a seu favor. Tal fração “aliada” parece contar, entre outros, com os grupos de empresas de grandes obras de engenharia que recebem vultosos auxílios do BNDES, seja para obras nacionais ou internacionais (particularmente na América do Sul). Naturalmente haverá uma outra fração descontente: mais um passo nessa direção foi dado, no dia 04/04, pelo governo Dilma, segundo manchete de “O Globo” de 05/04: “BB e Caixa derrubam juros (do mercado) para estimular a economia”, que prossegue afirmando “Ficam mais baratas as linhas de financiamento para forçar a concorrência” (com os grandes bancos privados, particularmente com o Itaú e o Bradesco). Nesse caso vai aumentar a ira do capital financeiro contra o governo, pois este pode estancar a “farra” dos bancos privados com a especulação via dólar valorizando o real. Com essas medidas mais o recente pacote oficial de estímulo à industrial, o governo por sua vez poderá angariar mais simpatia junto ao setor industrial privado (capital produtivo), particularmente pelo lado da poderosa FIESP. Ainda em termos nacionais registre-se o conflito recente do governo com “generais de pijama” (particularmente, era de se esperar descontentamento com a escolha de Amorim como Ministro da Defesa).

É a partir dessa moldura político-econômica nacional que poderemos avaliar os Executivos Estaduais, como o governo Cabral, o que faremos oportunamente. E a partir desta avaliação do executivo do RJ, poderemos avaliar os impactos do atual mega-projeto do Açu na Região Norte Fluminense e, particularmente, em Campos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

PARA ACABAR COM DESCASO DO GOVERNO DE SÉRGIO CABRAL SÓ COM UNIDADE E MOBILIZAÇÃO! 


EDIÇÃO ELETRÔNICA DO JORNAL DA ADUENF: É PRECISO AVANÇAR A UNIDADE PARA DERROTAR O DESCASO DO GOVERNO CABRAL

Nos próximos dias estará circulando a ediçaõ de Maio de 2012 da ADUENF cujo conteúdo está na necessidade de que seja construída a mais ampla unidade entre todos os segmentos que fazem parte das três universidades estaduais fluminenses (UENF, UERJ e UEZO) para derrotar o descaso com que o governo de Sérgio Cabral.

Abaixo a versão eletrônica para quem desejar conhecer o conteúdo de mais esta edição do Jornal da Aduenf.





terça-feira, 8 de maio de 2012

DIRETORIA DA ADUENF PRESTA  CONTAS SOBRE A PARALISAÇÃO DO DIA 03 DE MAIO E INFORMA SOBRE CONSEQUÊNCIAS
 

A diretoria da ADUENF vem à público agradecer a participação dos professores, servidores e alunos nos eventos do dia 03 de maio do corrente ano, quais sejam: a paralisação das atividades na UENF e o ato público em frente ao Palácio Guanabara. Como resultado da paralisação do sistema universitário estadual e da manifestação em frente ao Palácio, o governo do estado marcou uma reunião das lideranças do movimento com a SECT,  deputado federal Alexandre Cardoso, para o dia seguinte, 04 de maio, às 14 horas. Outra reunião, entre os titulares da SECT e da SEPLAG também foi marcada para o próprio dia 4 às 16 horas.

Participaram da primeira reunião o Secretário Alexandre Cardoso, seus assessores, dentre eles o Prof. Luís Edmundo, o reitor da UENF, Prof. Silvério de Paiva, os presidentes das associações de professores da UERJ e UENF, Prof. Guilherme e Prof. Raul, bem como membros da diretoria do SINTUPERJ.

A reunião teve como tema central as demandas das diferentes categorias, dando especial atenção à dedicação exclusiva dos professores e a reestruturação do plano de vencimento dos servidores e técnicos administrativos. Em relação ao PCV, o Sr. Secretário afirmou que o pagamento da DE é uma solução para a UENF, porém que para a UERJ seria uma solução parcial pois nem todos os professores teriam interesse no regime de DE.

O problema a resolver, segundo o Sr. Secretário, seria como pagar a DE na UENF, pois os professores tinham concursado sob este regime, e pelo que se entende, o salário já incluía a remuneração pela DE. Após a explicação realizada sobre o tema, pelo Prof. Raúl e pelo Reitor, o Sr. Secretário entendeu que só os professores da UENF concursaram sob o regime de DE; entretanto, duas categorias de servidores estaduais ganham a mesma remuneração (professores DE da UENF e professores não DE da UERJ), estando trabalhando sob regimes de trabalho diferentes.

No final da reunião o presidente da ADUENF entregou as demandas dos estudantes da UENF bem como fez uma explanação das mesmas para o prof. EDMUNDO.

A proposta do Sr. Secretário seria propor à SEPLAG a criação de uma comissão e em quinze dias voltar a nos reunirmos para avaliar o resultado da comissão.

A diretoria entende necessário marcar uma próxima assembléia para discutir do assunto. Uma coisa é segura: o movimento de quinta (03/05) rendeu frutos....

PARA FINALIZAR, GOSTARÍAMOS DE LEMBRAR A TODOS QUE AMANHÃ, DIA 8/05, E DEPOIS DE AMANHÃ SERÁ REALIZADA A VOTAÇÃO PARA A ELEIÇÃO DA DIRETORIA DO ANDES NACIONAL E REGIONAL. DESTA VEZ NÃO TEMOS MEMBROS NA DIRETORIA, PORÉM É IMPORTANTE A PARTICIPAÇÃO DE TODOS NA VOTAÇÃO. A URNA ESTARÁ NO DIA 8/05, DE MANHÃ, NO CCTA E A TARDE NA SEDE DA ADUENF. NO DIA 9/05 ESTARÁ DE MANHÃ NO CCH E A TARDE NA SEDE DA ADUENF.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Protesto bem-humorado marca início da campanha salarial



Foto: Samuel Tosta

Professores, técnico-administrativos e estudantes de instituições estaduais de ensino superior protestaram na manhã desta quinta-feira, 3/5, na porta do Palácio Guanabara. Usando coletes com inscrições de itens da pauta de reivindicações, os manifestantes posaram para fotos com lenços brancos na cabeça, em referência à confraternização de secretários do governo com o empresário Fernando Cavandish em Paris. A ideia era lembrar que há dinheiro nos cofres públicos, mas falta atenção do governo com o ensino superior do estado.

O ato, que marcou o lançamento da campanha salarial das universidades estaduais, contou com a participação das comunidades da Uerj, Uenf, Uezo e Cecierj. Ao final da manifestação, representantes dos trabalhadores e dos estudantes protocolaram oficialmente a pauta de reivindicações conjunta das categorias.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

ATO UNIFICADO NA FRENTE DO PALÁCIO GUANABARA MOSTRA DISPOSIÇÃO DE LUTA DOS SINDICATOS DA UENF, UERJ E UEZO


Nesta 5a. feira membros das comunidades da UENF, UERJ e UEZO estiveram na frente do Palácio Guanabara se manifestando para cobrar do governador Sérgio Cabral o atendimento de uma série de demandas que estão sem ser atendidas, apesar de terem sido repetidamente entregues e explicadas aos representantes do governo estadual.


A presença de estudantes, servidores e professores demonstrou a correção da decisão de unificar o movimento reivindiciatório das três universidades. Afinal, como fruto desta manifestação foi obtido o agendamento emergencial de uma reunião dos sindicatos com o secretário estadual de Ciência e Tecnologia,  Alexandre Cardoso. Além disso, após uma longa negociação foi possível protocolar as pautas das comunidades das três universidades na Secretaria da Casa Civil, que é um dos órgãos com maior poder decisório dentro da atual administração.


Uma coisa é certa: o sucesso desta manifestação gerará mais energia para aumentar o grau de organização dentro das universidades estaduais e mais manifestações devem estar a caminho.  

O governo Sérgio Cabral terá que decidir rapidamente como deve responder às pautas, especialmente no que se refere ao pagamento da Dedicação Exclusiva dos professores da UENF e  da UERJ.

terça-feira, 1 de maio de 2012

PROFESSORES DA ADUENF CELEBRAM O PRIMEIRO DE MAIO E A CESSÃO DE TERRENO PARA CONSTRUÇÃO DE SEDE PRÓPRIA
Apesar do dia chuvoso, dezenas de professores da UENF e seus familiares se reuniram no campus Leonel Brizola, mais precisamente na área em que deverá ser construída a futura sede da ADUENF.

A data do 1o. de Maio foi celebrada como um símbolo de uma luta dos trablahadores de todo o mundo, e na UENF isso marca também o aprofundamento da luta pela remuneração do regime de Dedicação Exclusiva que rege o contrato dos professores que trabalham na instituição.

A sede da ADUENF será construída totalmente com recursos próprios, e a cessão do terreno se dará dentro de um regime de comodato, onde a UENF manterá a propriedade do terreno.