Servidores do Estado fazem ato contra o governo e questionam medidas econômicas


Milhares de servidores do Estado do Rio de Janeiro se reuniram nesta quarta-feira, em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para protestarem contra as medidas econômicas adotadas pelo governador Luiz Fernando Pezão nos últimos meses. O movimento, organizado pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Muspe) e o SindJustiça (Sindicato dos Servidores do Judiciário do Estado do Rio de Janeiro), acredita que mais de 3 mil pessoas estiveram no ato.
Reclamações são contra o governador Pezão
Reclamações são contra o governador Pezão Foto: Gabriela Rocha/SindiMed
Entre as reivindicações, os servidores questionam, com mais veemência, o parcelamento do 13º salário e a mudança do calendário de pagamento — a partir deste ano, os depósitos serão feitos apenas no sétimo dia útil do mês. Outra questão polêmica na pauta é o projeto de lei, elaborado por Pezão, para alterar a contribuição dos servidores em suas aposentadorias.


Outros grupos sociais também estiveram no ato e cobraram mais qualidade em serviços básicos como educação, segurança e saúde.
Manifestantes estão na escadaria da Alerj
Manifestantes estão na escadaria da Alerj Foto: Gabriela Rocha/SindiMed
O pagamento dos servidores levou o tema para a Justiça. Na semana passada, a Federação das Associações e Sindicatos do Estado do Rio de Janeiro (Fasp) recebeu liminar favorável em que ordena o pagamento imediato do 13º e o retorno ao calendário antigo dos servidores — depósitos no último dia do mês trabalho para pensionistas e aposentados, e no segundo dia útil para ativos. Nenhuma das duas obrigações foi feita. A pena para o descumprimento da liminar é de, no mínimo, R$ 350 mil a serem pagos pelo governador Luiz Fernando Pezão.

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