quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Folha da Manhã faz matéria sobre assembleia da ADUENF


Professores da Uenf decidem manter estado de greve



Por Marcus Pinheiro. Foto: Marcos Gonçalves

Professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) decidiram manter o estado de greve - instituído pela categoria no último dia 9 - até o próximo dia 1 de setembro, quando uma nova reunião determinará os próximos passos a serem adotados pela categoria. A decisão foi tomada pela maioria dos docentes presentes em uma assembleia realizada na sede da Associação de Docentes da Uenf (Aduenf), na tarde desta terça-feira (23), um dia após as aulas referentes ao primeiro semestre letivo terem sido iniciadas, depois de quatro meses de paralisação dos professores.

Após votação, ficou acordado a permanência do estado de greve e a realização de um ato conjunto entre docentes, discentes e técnicos, programado para o próximo dia 30, no entorno do Centro de Convenções, chamado por muitos de "Apito", e será feito por meio de um abraço coletivo à construção. Representantes da universidade participarão de uma reunião prevista para acontecer no próximo dia 31, na sede da Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro (Sefaz), com o intuito de pressionar os líderes do governo estadual para que as demandas da classe sejam atendidas.

De acordo com a presidente da Aduenf, Maria Angélica da Costa Pereira, a intenção dessa reunião é sensibilizar os governantes e conquistar soluções para as causas da universidade.

Além disto, também ficou acordado que um documento produzido pelo Centro de Ciências do Homem (CCH-Uenf), relatando todo o histórico de dificuldades enfrentadas nos últimos anos pela entidade, será assinado por toda a comunidade interna do campus, a nível de conhecimento e esclarecimento popular.

Dentre as principais preocupações em relação ao retorno dos alunos, está o efetivo reduzido dos profissionais responsáveis pela segurança no interior da universidade e, em especial, no período noturno. Segundo os docentes, não existem garantias de proteção com apenas 30% do expediente em exercício.

– Retornar nas condições que nós temos é irresponsável, principalmente, de noite. Eu quero saber quem vai se responsabilizar pela primeira morte que vier a ocorrer aqui dentro. Além disso, não temos reagentes nos laboratórios, não temos rações para os animais e não temos papel para fazer prova. Muita gente está sem tintas nas impressoras. A realidade é caótica – apontou o professor Marcos Pedlowski.

FONTE: http://www.fmanha.com.br/geral/professores-da-uenf-decidem-manter-estado-de-greve