Uenf retoma greve por tempo indeterminado

Simone Barreto

Os professores e funcionários técnico-administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) retornaram à greve por tempo indeterminado no dia de ontem. A paralisação atinge 3.500 alunos de graduação e pós-graduação. O campus ontem estava vazio, com poucos alunos andando pelos corredores. Esta é a segunda paralisação por tempo indeterminado este ano. A última foi iniciada em agosto e encerrada em setembro com a promessa do governo estadual de negociar com a categoria após a eleição, ocorrida em outubro. A posição da categoria foi comunicada pela Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Estado do Rio de Janeiro (Aduenf) ao secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Aguiar Cardoso, ontem.

A decisão de greve por tempo indeterminado, caso o governo do Estado não apresentasse proposta para as reivindicações salariais da categoria, foi tomada na última assembléia, realizada no dia 24 de novembro.

Os professores reivindicam ao governo, reajuste de 22% do salário-base do corpo docente, retroativo à data do que foi concedido à parte técnico-administrativa do quadro permanente, tornando isonômico este quadro, como está previsto no Plano de Cargos e Vencimentos, em vigência, além da implementação, a partir de 1º de novembro de 2010, de Bolsa por Dedicação Exclusiva, no percentual de 55% do salário-base do enquadramento do docente, por um período mínimo de 12 meses e máximo de 24 meses, ou até que Conselho Universitário regulamente a Gratificação por Dedicação Exclusiva e o Governo do Estado do Rio de Janeiro a implemente, ou o que ocorrer primeiro.

De acordo com Marcos Pedlowski, presidente da Aduenf, o uso de instrumento de greve não é de interesse dos docentes da Uenf, mas seu uso atual é legitimo e legal, especialmente em face da persistência da falta de resolução dos problemas salariais que teriam sido ocasionados pela corrosão de 90% na última década.

— Esta corrosão salarial causa uma forte evasão de quadros docentes, o que compromete a sustentabilidade do projeto educacional idealizado pelo professor Darcy Ribeiro. Não temos previsão de novos concursos e não temos reajuste salarial — falou Pedlowski. Os funcionários técnico-administrativos decidiram entrar em greve após assembléia realizada ontem. Um dos representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais (Sintuperj), Paulo César Fernandes, listou as reivindicações da categoria. São elas: reposição salarial de 82%, equiparação dos auxílios creche e alimentação com o que é concedido aos técnico-administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), auxílio para servidores que possuem filhos portadores de necessidades especiais, manutenção da isonomia salarial, concurso público para todos os níveis da categoria e correção da Tabela de Cargos e Vencimentos.

Em nota, assessoria da Secretaria de Ciências e Tecnologia informou que “ ainda não foi possível ouvir todas as instâncias do governo, necessárias para a tomada de decisão sobre a demanda dos professores. No momento, estão sendo analisados dados e opções de negociação”.

Fonte: http://fmanha.com.br/#1219359808/1291651823

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