Uenf: carta de grevistas ao governo busca negociação

Professores da Uenf iniciaram nova greve na última segunda-feira

Redação com assessoria
A Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf), o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais (Sintuperj) e o Diretório Central dos Estudantes Apolônio de Carvalho (DCE/Uenf) enviaram na última terça-feira, carta conjunta ao governador Sérgio Cabral, onde reafirmam a greve, mas se colocam à disposição para formular “soluções para os problemas que hoje impedem o pleno desenvolvimento” da universidade. A expectativa é grande para a votação pela Alerj do orçamento 2011, que deve ocorrer nos próximos dias.

A paralisação por tempo indeterminado foi retomada última segunda-feira, dia 6. Os professores reivindicam concessão emergencial de 22% nos salários pagos para garantir o tratamento isonômico em função do que foi concedido aos servidores técnico-administrativos, de modo a preservar o que estabelecido na Lei referente ao Plano de Cargos e Vencimentos da Uenf e bolsa de 55% do valor salário base de cada um para remunerar emergencialmente o regime de trabalho de Dedicação Exclusiva por um período máximo de 24 meses. Já na pauta de reivindicação dos servidores técnico-administrativos constam os pedidos de 82% de reposição salarial; manutenção da isonomia salarial dos servidores; aumento do valor dos auxílios creche e alimentação; concessão de auxílio excepcional para os filhos de servidores com necessidades especiais e realização de concursos públicos para preenchimento de cargos na carreira de servidores técnico-administrativos.

E os estudantes da graduação reclamam a conclusão das obras de construção do restaurante universitário; aumento das bolsas, equiparando ao salário mínimo; abertura de concurso público para professores e técnicos, de modo a conter a evasão de profissionais; imediata implantação da moradia estudantil; paridade nas eleições para reitor e demais representações em órgãos colegiados da Uenf; implantação e funcionamento pleno de um posto médico no campus Leonel Brizola e ainda de creche para atender a comunidade universitária.

Carta lembra tentativas frustradas de negociação com o governo

Na carta, os professores lembram das várias tentativas de diálogo com dirigentes das secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia e ainda a de Planejamento. “Como é de conhecimento público, os docentes da Uenf estabeleceram um processo de diálogo com os dirigentes da SECT e da SEPLAG, graças inclusive à pronta ação de vossa excelência, com o objetivo de estabelecer uma pauta positiva que mantivesse a Uenf em pleno funcionamento. Infelizmente, no caso dos docentes, após quase quatro meses de interlocução não houve qualquer avanço no sentido de resolver os problemas criados pela corrosão salarial. Em função disto, os docentes estão retomando um processo de greve por tempo indeterminado’, diz um trecho da carta.

Fonte: http://www.odiarionews.net/wordpress/geral/uenf-carta-de-grevistas-ao-governo-busca-negociacao/

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