sexta-feira, 30 de abril de 2010

A UENF NA RUA CABRAL A CULPA É SUA !!!

Servidores da UENF e da UERJ realizam assembléia histórica para unificar a luta em defesa dos salários e das condições de financiamento das universidades fluminenses. A partir de agora o governo do estado vai ter pela frente um movimento unificado dos sindicatos da UENF e da UERJ. Este é apenas um primeiro passo numa longa caminhada de unidade, mas com certeza mostra ao governo estadual e às reitorias que não será mais possível ignorar a importância que os sindicatos ocupam na luta por universidades públicas, gratuitas, democráticas e de qualidade.

Sintuperj, Asduerj e Aduenf terão audiência na comissão de educação

No próximo dia 12 de maio, às 10 horas, haverá uma audiência pública na comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), com o intuito de discutir a situação salarial e as condições de trabalho dos profissionais nas universidades estaduais.A audiência é o resultado de um pedido conjunto do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais (Sintuperj), da Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Asduerj) e da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf).Segundo divulgou o Sintuperj, o presidente da comissão de educação, deputado estadual Comte Bittencourt (PPS), afirmou que o encontro será "uma audiência preliminar, em que as entidades sindicais serão ouvidas" para realização de um diagnóstico da situação. A perspectiva é de que, também de acordo com a entidade, a audiência colabore na abertura de um canal de negociação com o governador Sérgio Cabral. As associações docentes e o Sintuperj também estão comemorando outro apoio valioso: a adesão à causa da comissão de trabalho da Casa Legislativa, já que deputados vinculados às duas comissões mostraram ser sensíveis à "Campanha Salarial Unificada das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro". O ex-ministro do Meio Ambiente, deputado Carlos Minc (PT), estava na Alerj no dia em que o sindicato buscava apoio nas comissões e também teria se comprometido a abrir um canal de negociação entre as entidades e o governador.
http://www.folhadirigida.com.br/script/FdgDestaqueTemplate.asp?pStrLink=7,119,78,230319&IndSeguro=0

Servidores sofrem retaliação do Governo Federal

Os servidores do IBAMA, Ministério do Meio Ambiente, Serviço Florestal Brasileiro e Instituto Chico Mendes estão em greve e tiveram seus salários cortados pelo Governo Federal. No entanto, o Governo Federal, através da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, havia se comprometido em finalizar a negociação salarial e reestruturação da carreira até 30 de março.
Visitem o blog http://grevegeralambiental.wordpress.com/ e conheçam a causa dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente do IBAMA, MMA, ICMBio e SFB.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Teremos uma solução?

Para ler a reportagem, click na figura... Apenas uma sugestão.
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terça-feira, 27 de abril de 2010

Água uma fonte vital para saúde e bem estar do cidadào

Quando o professor Darcy Ribeiro idealizou a UENF ele tinha em mente criar uma instituição onde todos seus membros poderiam se dedicar, no máximo de seus talentos, à construção de uma universidade que ajudasse não apenas a gerar recursos humanos estratégicos numa região totalmente carente de profissionais qualificados, mas também para desenvolver uma mentalidade preocupada com o bem estar de todos os cidadãos brasileiros. Em sua aula inaugural, Darcy Ribeiro sabiamente aconselhou aos presentes para que não se deixassem deslumbrar pelos prédios recém-construídos, pois estes seriam vazios de significado se as pessoas envolvidas na construção da UENF não fossem tratadas como o máximo de respeito. Para Darcy Ribeiro, a consolidação de universidades não se fazia apenas com a construção de prédios, mas principalmente a partir da existência de um ambiente de respeito e consideração a todos que participam deste esforço. A partir da leitura da matéria abaixo, publicada na Revista Somos Assim, a atual liderança da UENF não assimilou os mais importantes ensinamentos de Darcy Ribeiro, pois é inaceitável que um grupo de trabalhadores da instituição seja servido diariamente com água retirada diretamente de uma lagoa, cujas condições ambientais e bacteriológicas são (no mínimo) desconhecidas. É preciso acabar o quanto antes com esta situação vergonhosa, não apenas porque esta é uma situação degradante e ultrajante, mas porque também atenta diretamente contra os melhores ideais que moveram a criação e justificam até hoje a existência da UENF!

Por uma UENF justa com seus servidores!

Pela primeira vez na história, trabalhadores da UERJ e UENF em assembléia unificada

No próximo dia 29, nós, trabalhadores técnico-administrativos e docentes da Uerj e da Uenf temos um compromisso marcado! Será realizada, às 14h, no auditório 51 da Uerj (Campus Maracanã) nossa primeira Assembléia Geral Conjunta. Os trabalhadores da Uenf paralisarão as atividades nesse dia e virão em caravana para, juntos, decidirmos os próximos passos da mobilização. A ação faz parte da campanha “Em Defesa das Universidades Públicas Estaduais e de seus Trabalhadores”.

Não é de hoje que os trabalhadores dessas universidades sofrem com o descaso e abandono por parte dos sucessivos governos que assumiram o estado do Rio de Janeiro. O progressivo sucateamento, a precariedade das condições de trabalho, a falta de reajuste nos últimos dez anos são apenas alguns dos muitos problemas enfrentados pelos trabalhadores.

Há tempos os servidores da Uerj e da Uenf, separadamente, vêm buscando diálogo com o governo. Ao mesmo tempo, tentamos gritar para a sociedade o caos vivido nessas instituições. Infelizmente, até agora não conseguimos respostas objetivas. Chegou o momento de caminharmos juntos, para fortalecer a luta, que é unificada!

Compareça você também, mobilize seu setor! Tomaremos importantes decisões nessa assembléia, que entrará para a história do movimento dos trabalhadores da Uerj e da Uenf. Na ocasião, também faremos ato comemorativo pelo 1º de Maio – Dia de Luta do Trabalhador. Só a unidade dos trabalhadores pode fazer com que este quadro mude. Essa unificação das reivindicações fortalece muito mais o movimento. Quanto mais pessoas nessa luta, mais teremos como obter vitórias. Vamos comemorar esse 1º de Maio com unidade e luta!

O ato comemorativo pelo 1º de Maio será realizado na entrada principal da Uerj com vídeos, palestras sobre o Dia de Luta do Trabalhador e, como saco vazio não para em pé, confraternizaremos com o delicioso Sopão da Unidade.

Sintuperj – Asduerj – Aduenf na Luta!

Pelo Fim do Trabalho Escravo no Brasil

A ADUENF que é uma das signatárias do Comitê de Erradicação do Trabalho Escravo do Norte Fluminense vem a público manifestar seu inteiro apoio à ação do MPF que iniciou processo para punir práticas de trabalho escravo no município de Campos dos Goytacazes. Aproveitamos ainda para reiterar nossa manifestação pública no dia 14 de abril de 2010 pela imediata aprovação da PEC 438.

É hora de dar uma basta a esta prática vergonhosa. Punição exemplar para os escravocratas!

Lançamento 1: O início de tudo

Além de exterminadores do futuro, há outras figuras no mundo da política fluminense que querem colocar às universidades públicas a serviço de suas necessidades político - partidários e não de um modelo de desenvolvimento sustentável e socialmente justo.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

ASDUERJ e SINTUPERJ: Reunião no HUPE e campanha com ADUENF

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais (SINTUPERJ), a entidade, juntamente com a Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (ASDUERJ) farão, nesta terça-feira, dia 20, às 9h, uma reunião com o diretor do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), professor Rodolfo Acatauassu. Também participarão, além das entidades sindicais da UERJ, a equipe da psiquiatria do hospital, incluindo seu diretor, professor Paulo Pavão. “O objetivo do encontro é pressionar a administração do hospital a dar um prazo para o término das obras que são fundamentais para a normalização do atendimento no setor", divulgou o SINTUPERJ. Uma assembléia conjunta da ASDUERJ, SINTUPERJ e Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF), também será realizada no dia 29 de abril, às 14 horas, no auditório 51, no campus Maracanã da UERJ. A assembléia faz parte das atividades que marcam a junção dos trabalhadores da UERJ e UENF por uma Campanha Salarial Unificada. A professora Cleier Marconsin, presidente da ASDUERJ, comemora a união. "Temos que encontrar uma nova maneira de combater esse governo, que tem por objetivo precarizar as relações de trabalho", afirmou. Também já foi construído um manifesto em defesa das universidades, por parte das entidades representativas. "Este é o primeiro documento elaborado em conjunto pelos sindicatos, SINTUPERJ, ASDUERJ e ADUENF. Além desse documento, foram aprovadas três moções: uma em repúdio ao governo, pela falta de políticas públicas, outra em apoio às vítimas do descaso do governo e uma terceira moção em defesa do IASERJ", noticiou o SINTUPERJ.

Fonte: Coluna do Professor, Jornal Folha Dirigida

SECT reabre discussão com sindicatos da UENF e da UERJ

As diretorias da ASDUERJ e do SINTUPERJ se reuniram na última segunda-feira (19/04) com o subsecretário de Estado de Educação Profissional e Ensino Superior, João Gerk Regazzi. Professor do Instituto de Medicina Social da UERJ, cedido desde o último dia 05/04 à Secretaria de Ciência e Tecnologia, Regazzi foi designado para ser o interlocutor do governo junto às universidades do Estado.

No encontro, foi entregue, ao subsecretário, uma carta assinada pela ASDUERJ, SINTUPERJ e ADUENF, com a pauta de reivindicações dos trabalhadores das duas universidades do Estado. Junto seguiu o estudo de impacto na folha de pagamento da UERJ, feito pela SRH. Apesar dos documentos já terem sido anteriormente entregues à Secretaria, o subsecretário afirmou desconhecê-los. A ADUENF não pôde estar presente, sendo representada pelas entidades coirmãs.

Uma nova reunião com o subsecretário deverá ser agendada nos próximos quinze dias.

Fonte: Boletim Eletrônico da ASDUERJ 26.04.2010

domingo, 25 de abril de 2010

Bandejão da UENF: Nascido da luta do movimento estudantil, a construção caminha a passos de tartaruga

Que foi a luta dos estudantes da UENF que propiciou o início da construção do bandejão da UENF, isto ninguém mais questiona. O problema é que a obra, licitada em outubro de 2008, está caminhando a passos de tartaruga e, pior, como mostrou a revista Somos Assim com uma qualidade que parece não ser compatível com o custo de quase R$ 3 milhões. O que a comunidade universitária da UENF demanda neste momento é um choque de ordem que faça a obra avançar com maior velocidade e qualidade. Afinal de contas, os estudantes da UENF não podem continuar tendo o direito à uma alimentação de qualidade frustrado pela inoperância da Reitoria.

Atenção Magnífico Reitor: É preciso acabar com este marasmo já!

CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA

DIA 29/04, ÀS 14 h

AUDITÓRIO 51 – UERJ

CAMPUS MARACANÃ

A luta dos trabalhadores da UENF e da UERJ ultrapassou os muros das Universidades! Pela primeira vez, realizaremos uma Assembléia Geral Conjunta entre os trabalhadores das duas instituições de ensino superior. Nós, servidores técnico-administrativos e docentes, Estamos unidos em torno de lutas comuns, pois sofremos com o mesmo descaso por parte do Governo Cabral e das Reitorias.

As perdas salariais são equivalentes, a precarização das relações e das condições de trabalho é cada vez mais sentida pelos trabalhadores. Enfim, os problemas são muito parecidos E o caminho é um só: a unidade para o fortalecimento da luta. No dia 29, também realizaremos atividades comemorativas pelo 1º. De Maio – Dia Internacional do Trabalhador – com Apresentação de vídeos, debates e, ao final, uma confraternização. Participe!

Trabalhadores da UENF E DA UERJ, NA LUTA!

sábado, 24 de abril de 2010

ATO FALHO?

Na propaganda oficial que o Partido Socialista Brasileiro (PSB) está divulgando nos principais canais de TV, o deputado Alexandre Cardoso (o secretário Viúva Porcina) se refere a diversas instituições públicas e privadas de ensino superior que teriam sido beneficiadas pela sua fraca gestão à frente da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, mas esquece de citar a UENF.

Se não foi um ato falho de um marqueteiro em início de carreira, isso é que pode se chamar de um raro momento de sinceridade de um político em campanha. Pena que o ex-secretário não tenha estendido sua sinceridade à UERJ e à UEZO. Teria sido ainda mais verdadeiro.

A AGONIA DO HOSPITAL VETERINÁRIO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE (UENF)

Já há algum tempo, aqueles que trafegam pela Av. Alberto Lamego, principalmente à noite, se impressionam com o prédio do Hospital Veterinário da UENF. Projetado por nada menos que Oscar Niemeyer, o sinuoso e imponente prédio representa um misto de necessidade e desperdício. Há que se pensar que construir um Hospital Veterinário é algo absolutamente aceitável, e que isto representa a evolução natural de universidades que possuam cursos de Medicina Veterinária, bem como uma determinação legal do Conselho Federal de Medicina Veterinária. Infelizmente, para fazer com que a idéia se tornasse uma realidade dentro da UENF, o governo do Estado do Rio de Janeiro, mais uma vez desastrosamente, elaborou um projeto e o colocou nas mãos de uma construtora extremamente conhecida. Porém... o caos se instalou; o prédio literalmente afundou e depois de se gastar muito dinheiro público “ressurgiu das cinzas”, na verdade, ressurgiu do Rio Paraíba do Sul.

Finalmente, depois da tortuosa e longa caminhada o “maior” Hospital Veterinário da América Latina foi inaugurado, numa correria só, uma cerimônia um tanto quanto obscura, ou quem sabe até, melancólica. Eis que se inicia a absoluta e incontestável agonia de mais um prédio público, problemas e mais problemas surgem diariamente e o desafio de administrar algo que não se consegue conduzir perdura até os dias atuais, apesar dos esforços, é como se plantasse uma mangueira na cobertura de um edifício, parece lindo, mas é absurdamente inconcebível.

Os anos vão passando, o prédio mantem seu aspecto faraônico e do mesmo jeito são as dificuldades, salas são alagadas após qualquer chuva, os vidros que compõem a parte posterior do hospital foram todos trocados, pois os que foram colocados inicialmente foram ineficientes frente à alta incidência de luz solar que comumente é observada na nossa região. Já a parte frontal do prédio vem sendo tomada por algo semelhante a uma verdadeira colônia de fungos e, muito pior que tudo isso, a parte elétrica é incompatível com o prédio, não suporta os equipamentos, não só os que foram acomodados desde a ocupação do prédio, mas como também aqueles que vão sendo adquiridos após aprovação dos mais variados projetos, fruto do trabalho dos professores. Como não se lembrar do “fabuloso” ar condicionado central, algo que simplesmente não funciona e nem tem manutenção, pois as peças necessárias não são repostas. O Hospital Veterinário é como um vulcão em atividade, quente e pronto para explodir a qualquer momento.

Apesar disto tudo, há um hercúleo esforço daqueles que por lá trabalham, para pelo menos atender a população que necessita dos serviços prestados pelo H.V. decentemente. Há que se concluir diante de tudo que foi exposto acima que CRESCER É DIFERENTE DE “FAZER CRESCER”, um planejamento sério e bem sedimentado é condição indubitável à tão sonhada expansão da UENF deve ser conquistada naturalmente. A valorização e a qualificação do material humano são imprescindíveis. Neste processo é preciso desconsiderar as promessas políticas, pois estas são mantidas pela especulação barata, pela troca de favores, e certamente nesse enredo, o que menos se preza é a dignidade.

Antonio Peixoto Albernaz, 1o vice-presidente da ADUENF.

Para fazer desse limão uma limonada

"Cansado de seu salário corroído e do descaso do governo do Estado com a qualidade dos serviços públicos? Apóie a luta dos servidores da UENF e da UERJ e faça desse limão uma limonada. Afinal de contas, não vai ser esperando bom senso e compromisso com a população por parte do governo Cabral que as coisas vão mudar!"

Participem!

As amizades ingratas da reitoria da UENF e o papel dos sindicatos na defesa da universidade

Na histórica greve que começou em outubro de 2004 e terminou em março de 2005, a direção da ADUENF foi acusada em nota oficial, escrita e publicada pela Reitoria da UENF, de estar sendo movida por interesses privados de cunho inconfessável. Na verdade, nossos interesses eram públicos e confessáveis: lutávamos por 61% de reposição das perdas salariais, pois acreditávamos que aquela seria a única forma de impedirmos a destruição da UENF idealizada por Darcy Ribeiro, visto que com aqueles salários já corroídos uma debandada de docentes seria inevitável.

O reitor de então, preferiu se aliar ao governo Rosinha para quebrar a nossa greve, usando inclusive a repugnante ameaça do corte de ponto. O reitor de então conseguiu o seu intento, não sem antes prometer que resolveria tudo com a sua amiga governadora. Na verdade, a única coisa que a então governadora fez em troca dos bons serviços do então reitor foi trazer sua tropa de choque para dentro do campus da UENF para agredir estudantes que foram a uma cerimônia pública exigir a construção de bandejão e alojamento.

Quebrada a greve e imposta a apatia dentro do campus Leonel Brizola, o então reitor conseguiu eleger em 2007 o seu sucessor, um recém-doutor formado na própria UENF, e que se destacou na campanha eleitoral por prometer cumprir as promessas que não haviam sido cumpridas por seu mentor.

E o que se viu desde a posse do atual reitor, ao menos no tocante às relações com o governo Cabral, é que o discípulo decidiu seguir fielmente o script preparado pelo mentor. Por causa disto, a comunidade universitária da UENF teve que ouvir em verso e prosa uma decantada amizade entre o reitor e o governador Cabral. E para fazer esta amizade valer, o que se viu foi uma subserviência tácita aos desejos e necessidades do governo do estado, e um desprezo quase total pela democracia interna, com os principais colegiados da UENF sendo esvaziados de poder efetivo. De quebra, uma rígida centralização financeira, deixou diretorias de centro e chefias de laboratório na ingrata condição de meros empurradoras de papel.

Ah sim, a corrosão salarial não parou de aumentar, e atualmente está na ordem de 82%, e a evasão de docentes que a diretoria da ADUENF anunciou em 2004 está acontecendo de forma acelerada por causa dos melhores salários pagos pelas universidades federais.

E o que fez o reitor da UENF depois que a ADUENF começou a campanha salarial pela reposição das perdas salariais? Reuniu-se com o governador Cabral à portas fechadas dentro do Palácio Guanabara, e sem a presença dos sindicatos, e saiu de lá prometendo que no dia 25 de março o governador iria anunciar um índice de reposição de perdas salariais para a UENF. Depois que o governador “muy amigo” deu para trás, usando como desculpa a crise dos royalties e se recusou a divulgar qualquer índice, o reitor da UENF recolheu-se em um silêncio quase obsequioso.

É que disto tudo fique uma lição: só podemos depender dos sindicatos para lutar por nossos direitos. Afinal de contas, estes dificilmente são enganados por pretensas amizades com eventuais ocupantes de cargos de poder e, tampouco, aceitam ser movidos por interesses privados de cunho inconfessável.

Marcos Pedlowski, Presidente da ADUENF

quinta-feira, 22 de abril de 2010

ALEXANDRE CARDOSO, o secretário Viúva Porcina (Aquele que deixou de ser, sem nunca ter sido!)

O Sr. Alexandre Cardoso conseguiu ficar mais de três anos à frente da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro sem nunca ter aceitado se reunir com as representações sindicais da UENF. Tamanha falta de aptidão para o diálogo democrático associado a uma gestão pífia de um setor tão estratégico para o desenvolvimento de nosso estado, o torna merecedor do Trófeu Viúva Porcina que é dado para aqueles personagens que ocupam e abandonam seus postos de comando sem que ninguém possa lembrar algo de bom que tenham feito para o setor sob sua responsabilidade.

Propaganda Enganosa

O governador Sérgio Cabral está gastando R$ 180 milhões numa milionária campanha publicitária para divulgar seus supostos feitos à frente do governo do estado do Rio de Janeiro. Além desta campanha configurar o que se convenciona chamar de campanha eleitoral antecipada, tudo o que está aparecendo nos meios de comunicação são versões fantasiosas que não resistem a um exame mínimo da realidade. Aliás, basta chover com mais intensidade, que a fantasia se rasgou sob os escombros das populações esquecidas pela administração estadual.

Além disso, em sua eterna empáfia, o governador Cabral segue se recusando a iniciar uma necessária reposição salarial para o funcionalismo fluminense que hoje ostenta os piores salários dentro da federação. E o pior é que sequer aceita receber as lideranças sindicais para estabelecer qualquer tipo de canal de diálogo. A receita deste governador para o funcionalismo estadual tem sido uma mistura concentrada de soberba e arrogância. Para complicar a situação ainda mais, o governo Cabral vem terceirizando a valores milionários uma série de serviços que custariam mais barato e seriam de melhor qualidade se fossem realizados por servidores concursados.

No caso da UENF e da UERJ, a dinâmica do governo Cabral tem sido continuar a prática herdada dos dois governos da família Garotinho, com o favorecimento de terceirizações, realização de obras caras e de qualidade duvidosa, e da imposição de uma asfixia financeira sobre as atividades fim das duas universidades. No caso da UERJ, existe inclusive uma tentativa em curso de privatizar o Hospital Universitário Pedro Ernesto. Já na UENF, a falta de insumos básicos para a realização de aulas práticas vem sendo coberta pelo uso de recursos de projetos de pesquisa dos docentes, o que configura a política do cobertor curto.

É por essas e outras que essa campanha publicitária não passa de propaganda enganosa. Repetindo a nota que Cabral um dia atribuiu a Anthony Garotinho, dizemos que seu governo merece a mesma nota. E não será o desperdício milhões de reais de dinheiro público que irá mudar essa triste realidade. Governador Cabral, a nota para o seu governo é Zero!

Da Série Cenas UENFianas

A Reitoria da UENF gasta mais de R$ 200 mil para construir prédio que abrigará um projeto de extensão de outra instituição, enquanto as salas de aula dos cursos de graduação se encontram em situação bastante precária. Será que alguém sabe responder esta questão?

Duzentos mil reais em livros também seria uma excelente iniciativa. Que tal?

Nunca Desista, Lute!

"O estado de espírito que os servidores das universidades deverão manter para vencer a intransigência do governo Cabral"!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Ainda em 2009 na Comissão de Desenvolvimento Regional da ALERJ

Ao contrário do ex-secretário Alexandre Cardoso, o atual secretário de Ciência e Tecnologia, Prof. Luiz Edmundo, não pode alegar que não conhece as demandas dos servidores da UENF. Afinal, no dia 22 de setembro de 2009 ele se encontrou com lideranças da ADUENF e do SINTUPERJ-UENF durante uma audiência pública realizada pela Comissão de Desenvolvimento Regional da ALERJ e deles recebeu uma documentação completa sobre as demandas formuladas pelos dois sindicatos. Na ocasião o Prof. Luiz Edmundo prometeu tentar abrir canais de negociação com os sindicatos. Agora que é o secretário, o que esperamos é que ele cumpra sua promessa.

Abaixo estão as fotos deste encontro que faz parte da nossa jornada para recompor os salários dos servidores da UENF.

O Presidente da ADUENF, Prof. Marcos Antônio Pedlowski, entregando ao atual Secretário de Ciência e Tecnologia, Prof. Luiz Edmundo Horta Barbosa da Costa Leite, um pacote de documentos sobre a recomposição salarial dos servidores da UENF. Estes documentos foram entregues na presença do Delegado do SINTUPERJ na UENF, Sr. Osvaldo Luis da Silva, e do I Secretário da ADUENF, Prof. Raul Ernesto Lopes Palacio.
O Presidente e I Secretário da ADUENF na presença de associado da ADUENF (Prof. Carlos Henrique Medeiros de Souza) e representantes do SINTUPERJ - UENF. Uma visão geral da sala de reuniões da Comissão de Educação da ALERJ. ADUENF

Lançamento

Acompanhem as notícias sobre a saga das Universidades Públicas do Estado do Rio de Janeiro. Este cartaz é uma adaptação fotográfica realizada pela ADUENF.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Amigos desde garotinho

RAZÕES PELAS QUAIS NÃO NOS COMOVEMOS COM AS LÁGRIMAS DE SÉRGIO CABRAL!

Há mais de 10 anos os servidores da UENF vêm seguindo uma árdua rotina onde se tenta demonstrar a necessidade de uma Política Salarial “com letra maiúscula” e valores justos que justifiquem os inúmeros indicadores de sucesso alcançados em pouco tempo de existência. Neste período citado acima, nossos salários foram corroídos e depreciados, e hoje representam uma perda de aproximadamente 85%.

No início deste périplo de negociação, há dois governos atrás, um grupo de docentes composto por pesquisadores jovens e seniores se organizaram, e foram ao encontro dos parlamentares na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). Naquela ocasião, alguns líderes de partidos viabilizaram uma reunião dos docentes presentes com o Presidente da ALERJ, que naquela ocasião nada mais era do que o atual Governador do nosso estado. Após vários posicionamentos individuais dos presentes, sensível a causa, o Presidente da ALERJ pegou o telefone vermelho, ligou para o Governador na ocasião e passou então o telefone para que um dos docentes pudesse expor diretamente ao Governador as questões que levavam os servidores e alunos da UENF estarem em uma greve unificada. Pois bem, após esta breve conversa, o Governador informou ao Presidente da ALERJ que negociaria com os servidores e alunos da UENF, mas impondo que estes saíssem de greve.

Ora, isto não foi o resultado que aguardávamos e o Presidente da ALERJ simplesmente manifestou sua opinião dizendo que o Governador não era sensível às questões da educação. O que mudou neste período? Já protocolamos vários documentos pedindo audiência com o Secretário de Ciência e Tecnologia, e com o Ilustríssimo Senhor Governador. Entendemos que uma pessoa pode ocupar diferentes posições, mas mudar antagonicamente seus posicionamentos nos parece uma inconsistência muito forte para aquele que deseja se reeleger para o Governo do estado. Este Governador chegou ao ato extremo de vetar uma emenda parlamentar, no valor de 10 milhões de reais, que havia sido previamente acordada com o executivo e o legislativo segundo a Presidência da Comissão de Educação da ALERJ. O que aconteceu Ilmo. Senhor Governador? Este valor reduziria ou atenuaria nossa corrosão salarial e demonstraria que este governo estaria pronto para iniciar a caminhada para a recomposição salarial dos servidores da UENF.

Entretanto, mais uma vez, fomos frustrados por um ato unilateral do executivo estadual, mas agora tudo recai no discurso da distribuição ou redistribuição dos royalties. Ora, este veto foi realizado antes de qualquer discussão e não poderia ser atribuído aos recursos relativos aos royalties do petróleo. Aliás, este seria um bom momento para o Governador prestar contas da aplicação dos recursos provenientes desta fonte que, inclusive, não representa a maior fonte de arrecadação do Estado do Rio de Janeiro (ERJ). Assim, a soma do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) e ITD (Imposto sobre Transmissão e Doação de Bens e Direitos) representa cerca de 85% das finanças do ERJ, e considerando que o ERJ é o estado da união que aplica o menor percentual de sua arrecadação para o pagamento dos servidores públicos, não existe uma justificativa razoável para não abrirmos uma negociação para reposição salarial.

Carlos Eduardo de Rezende é Tesoureiro da ADUENF.

SALAS DE AULA COMO ESPELHOS DA CRISE

Na história de lutas da UENF, destaca-se a que foi travada há dez anos pela autonomia administrativa. Um dos mais fortes argumentos na ocasião era de que uma fundação exógena não teria a sensibilidade para priorizar as questões acadêmicas em relação às demandas da máquina administrativa. Atualmente, no entanto, em pleno século XXI, numa universidade que se pronuncia como das melhores do país, existem salas de aula que poderiam se constituir, sem qualquer exagero, em cenário de fotografias de Sebastião Salgado. Faltaria só escolher o personagem certo, um professor desolado ou um aluno perdido, mirando o infinito, para acabar de compor a cena.
Mas como foi possível chegar a esse ponto? Como se justifica o descaso com o que há de mais emblemático na atividade docente: a sala de aula? Como se justifica a apatia dos professores diante dessas condições? Humm. Essa última nem é tão difícil de entender. Junte-se a corrosão de salários com um modelo de administração centralizador, que se contrapõe ao plano diretor e que prescinde da participação da comunidade, e o tempo se encarrega do resto.

Nem sempre foi assim.

Houve um tempo, por exemplo, em que cada Laboratório elaborava seu orçamento, que passava a integrar o orçamento do Centro, que, por sua vez, consolidado juntamente com os demais, compunha o orçamento da instituição, a ser submetido ao CONSUNI. Tudo bem que o orçamento nunca era executado plenamente, mas, ao menos, era elaborado por quem lidava de perto com as atividades acadêmicas. Na atual distopia uenfiana tudo é concebido num distante Olimpo, de onde tudo emana.

A instituição adoeceu, é óbvio.

Quadros jovens e com excelente formação vêm partindo em busca de melhores condições salariais em outras Universidades. Durante anos isso foi negado oficialmente. Como se isso resolvesse o problema do êxodo. Não resolveu, é óbvio. Agora, dos oráculos certamente surgirão argumentos de que isso tudo é uma maldade, que uma ou duas salas de aula temporariamente em más condições não são representativas do conjunto e coisas do gênero. É óbvio. Pode até ser, mas desconheço qualquer delas que não seja desconfortável e anacrônica. Como uma vitrola ou um rádio a válvula.

E, além do mais, basta uma sala, como basta um tumor, para evidenciar o óbvio. Poucas coisas são tão difíceis de se contestar quanto o óbvio. O óbvio não fala. Grita. É superlativo.

Carlos Eduado Novo Gatts é Professor do Laboratório de Ciências Físicas do Centro de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

EXPANSÃO SÓ DEPOIS DA REPOSIÇÃO DE 82%!

A expansão da UENF para outras partes da região norte-noroeste fluminense já estava prevista no Plano Orientador proposto por Darcy Ribeiro e está presente na Constituição Estadual. Esta expansão, baseada no modelo projetado por Darcy Ribeiro, prevê a consolidação do tripé base de todas as Instituições de Ensino Superiores: ensino, pesquisa e extensão, com ampliação dos cursos de graduação e pós-graduação. Quem não imagina este panorama como o futuro natural da UENF? Entretanto, temos que manter os pés no chão e avaliar criticamente as condições atuais para tal expansão: vamos assar um belo bolo e recheá-lo com o quê? Não nos esqueçamos que os cursos de graduação e pós-graduação e os programas de extensão não se fazem apenas com estrutura física, mas especialmente com professores/pesquisadores e alunos. E sejamos francos, as condições ofertadas hoje pela UENF não são atrativas a professores/pesquisadores que deverão assumir não somente as atividades acadêmicas, mas outras administrativas naturais de uma universidade ainda em expansão. Além disso, o quadro atual de professores da UENF vem mostrando uma perigosa redução em tamanho em função da saída de inúmeros professores, o que tem acarretado a sobrecarga de atividades daqueles que permaneceram.

A saída encontrada tem sido a contratação de profissionais de Apoio Acadêmico, o que fere diretamente a diretriz de Darcy Ribeiro de que a UENF teria seu corpo docente composto exclusivamente por doutores, o que pode resultar num médio-longo prazo, na diminuição da qualidade de ensino. A manutenção do quadro atual de saída de professores, a falta de perspectivas de contratação de novos professores para o Campus Darcy Ribeiro, a defasagem salarial e a tomada de uma política de expansão atropelada e não discutida entre os diferentes órgão colegiados envolvidos pode resultar em um sério problema institucional, onde as relações entre os servidores e a administração podem ser abaladas, prejudicando o processo natural de expansão da IES.

A compatibilidade entre a consolidação do campus principal e os projetos de extensão deve ser perseguida, sem o prejuízo, especialmente, daquilo que já está em funcionamento. Assim, não podemos esperar nada menos da atual administração, que a realização de esforços para a resolução do maior problema que hoje assola o Campus Darcy Ribeiro, ou seja, a recomposição salarial de seus docentes, estancando a perda de profissionais qualificados para outras instituições. Mas além de estancar a saída de profissionais, a recomposição salarial colocará a UENF em posição competitiva na atração daqueles que queiram permanecer na instituição, não sendo utilizada apenas como um trampolim temporário até que melhores condições apareçam. Se isto não acontecer, a UENF se transformará numa universidade dormitório, onde os docentes recém-chegados ficarão o tempo suficiente para engordar seus currículos para prestar concursos em outras instituições, principalmente nas federais.

É para evitar este cenário desolador que devemos lutar por 82% de reposição salarial, antes de efetuarmos qualquer tipo de expansão que pode resultar em estruturas vazias: um belo bolo sem recheio!

DIRETORIA DA ADUENF

domingo, 18 de abril de 2010

A ADUENF na Imprensa 2

Notícia na Revista Somos Assim de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro

A ADUENF na Imprensa 1

Notícia no Jornal O Diário de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro

A ADUENF na Imprensa

Reportagem no Jornal Folha da Manhã de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro

Reportagem sobre a Paralisação da UENF em Campos dos Gotacazes

Os Servidores da UENF fazem uma manifestação em Campos dos Goytacazes
A disponibilização deste vídeo para a sociedade e para nossos estudantes ajuda a enteder a nossa paralisação. Continuaremos disponibilizando materiais escritos, filmes, fotos e documentos para que todos entendam o processo de sucateamento da nossa instituição.
A UENF é de todos. Vejam a reportagem abaixo:
Carlos E Rezende
Tesoureiro da ADUENF
video

ADUENF na Praça nos dias 14 e 15 de abril de 2010

Nos dias 14 e 15 de abril de 2010 os servidores da UENF foram as ruas na cidade de Campos dos Goytacazes. Esta é uma atividade que tem como principal meta informar a sociedade a forma como os servidores da UENF tem sido tratada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Este é um movimento em defesa da qualidade desta instituição e não abriremos mão deste modelo que tem obtido vários indicadores de sucesso.

É importante que a sociedade brasileira conheça a forma como os vários governos do Estado do Rio de Janeiro tem tratado o ensino público. Desta forma, e pela primeira vez, a UENF, UERJ e SINTUPERJ estão realizando um movimento unificado em defesa do ensino público. Contamos também com o apoio do SEPE e esperamos que outras entidades também participem deste movimento que possui como princípio o ensino público e de qualidade.

Em Defesa das Universidades Públicas Estaduais e de seus Trabalhadores

ASDUERJ - ADUENF - SINTUPERJ

EM DEFESA DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS ESTADUAIS E DE SEUS TRABALHADORES

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), incluindo seu Hospital Universitário, e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) têm vivido dificuldades ao longo dos anos, causadas pela falta de recursos públicos suficientes para a sua manutenção. Na verdade, esta situação faz parte da política de sucateamento dos serviços públicos empreendida por sucessivos governos. O legado deixado por esta política é a perda dos direitos básicos da população.

Os contínuos cortes de verbas das universidades estaduais fluminenses traduzem-se, por exemplo, em uma extrema precarização do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) da UERJ. E as consequências desta situação de sucateamento se estendem à população que procura serviços médicos do hospital, já que faltam materiais para exames e cirurgias, faltam profissionais e ainda há grande demora para o atendimento, ou seja, mais um drama vivido pela população fluminense. O dia a dia das universidades também está comprometido pela precarização de sua estrutura física e pela falta de produtos básicos para as atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Na UENF, o valor real do orçamento vem diminuindo ao longo do tempo com o sacrifício das atividades para as quais a instituição foi criada, especialmente nas áreas de ensino e pesquisa. Neste sentido, a UENF – que nasceu como um projeto de excelência acadêmica – encontra hoje dificuldades para a realização de atividades básicas, já que as salas de aula, por exemplo, estão sem as mínimas condições de funcionamento. Enquanto isto, as obras do Hospital Veterinário e do Centro de Convenções, que custaram uma verdadeira fortuna aos cofres públicos, continuam exigindo novos gastos por causa da má qualidade da sua construção, fato que contribui para o aumento do déficit financeiro que compromete totalmente o pleno funcionamento da UENF.

Ao mesmo tempo, o crescimento da terceirização da mão de obra e da deterioração salarial dos servidores públicos das duas universidades é uma constante. Para agravar ainda mais a situação, lembramos a total falta de disposição para o diálogo dos últimos governos do Estado do Rio, incluindo o governador Sergio Cabral. A conivência dos reitores com esta política agrava este quadro. Como consequência, temos reivindicado, sem sucesso, a reposição de nossas perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos, as quais, tanto na UERJ quanto na UENF, situam-se em torno de 82%.

É importante frisar para conhecimento da população que usa nossos serviços, que o encolhimento das receitas das universidades vem ocorrendo ao longo dos últimos anos, mesmo com os cofres do tesouro estadual abarrotados pelos impostos, taxas e contribuições, bem como pelos royalties do petróleo. Para termos uma ideia, em sete anos, a arrecadação em geral do Estado dobrou, de R$ 22 bilhões, em 2002, para R$ 44,8 bilhões, em 2009. Enquanto isso, neste período, os servidores das universidades tiveram seus salários congelados. Hoje, o governo Cabral se coloca contra a “covardia” da retirada dos royalties do Estado do Rio de Janeiro, alegando que sem eles nada poderá fazer, incluindo os reajustes legítimos aos trabalhadores. Mas podemos afirmar que os royalties nunca vieram para a UERJ e nem para a UENF, tampouco para outros setores da educação e da saúde. Para onde têm ido os royalties do petróleo, então? As recentes inundações e desabamentos em todo Estado, com certeza, mostram que também não foram para obras de infraestrutura!

Esta grave situação reflete a deterioração salarial e a consequente evasão de servidores técnico-administrativos e docentes altamente qualificados, afetando de maneira drástica a qualidade do ensino, das pesquisas e da extensão, inviabilizando ainda mais, a manutenção da UERJ e da UENF como universidades públicas, de qualidade e socialmente referenciadas. As universidades são patrimônio do povo fluminense, portanto, devem ser respeitadas pelos governos!

Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes, 14/04/2010.

CAMPANHA SALARIAL UNIFICADA DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS ESTADUAIS 2010