quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MATÉRIA FOLHA DIRIGIDA SOBRE A GREVE NA UENF

Uenf retoma greve por tempo indeterminado

No dia 6 de dezembro, os docentes e funcionários técnico-administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) retomaram a greve por tempo indeterminado. A paralisação atinge 3.500 estudantes de graduação e pós-graduação, que estão sem aula. Esta é a segunda paralisação por tempo indeterminado realizada somente este ano. A última durou 39 dias, de agosto a setembro, e só foi encerrada com a promessa do governo estadual de negociar com a categoria após as eleições, que ocorreram em outubro.

A decisão pela greve foi tomada pela direção da Associação de Docentes da Uenf, realizada no dia 24 de novembro. Entre todas as reivindicações, os professores exigem reajuste de 22% do salário-base do corpo docente, retroativo à data do que foi concedido à parte técnico-administrativa do quadro permanente, tornando isonômico este quadro, como está previsto no Plano de Cargos e Vencimentos.

FOLHA DIRIGIDA - Quais são os principais motivos para o retorno da greve?

Marcos Pedlowski - Creio que o principal motivo de termos um retorno à greve foi a indisposição do governo Cabral em oferecer respostas à grave crise salarial instalada na Uenf, e que hoje causa uma grande evasão de servidores técnicos e professores. E é preciso lembrar que suspendemos a greve iniciada em 18 de agosto e que durou 39 dias com base em um compromisso assinado pelo Secretário de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy, e pelo então Secretário de Ciência e Tecnologia, Luiz Edmundo Horta, de que haveria uma negociação séria logo após o período eleitoral. Foi a falta do cumprimento deste compromisso que lançou a Uenf numa crise ainda mais profunda, o que nos obriga a retomar o processo de greve. Na greve realizada este ano, a Uenf declarou uma trégua em função da promessa do governo de atender às demandas. Como está a situação?

Este é problema central. Só o que se tem visto é o uso de uma tática protelatória que apenas irrita a comunidade universitária da Uenf, e aumenta a descrença em relação ao efetivo compromisso do governo Cabral com a universidade. Temos tratado dos problemas com o Secretário Alexandre Cardoso, que reassumiu a Secretária de Ciência e Tecnologia após as eleições. De nossa parte, sempre haverá espaço para a negociação e o diálogo. Agora, é preciso que o governo do estado pare de usar táticas protelatórias e negocie logo uma saída para não apenas os problemas salariais dos professores, mas também atenda as demandas oriundas dos estudantes e dos servidores técnicos.

Quais são as principais reivindicações da categoria?

A nossa principal reivindicação é que o governo Cabral faça uma reposição total de perdas salariais que acumulamos apenas nos últimos 10 anos. A perda média dos professores da Uenf era de 82% em julho de 2009, mas agora em Novembro de 2010 já passa de 90%. Assim, nossa principal reivindicação é a recuperação do poder de compra dos nossos salários. Além disso, queremos a equiparação dos valores pagos pela Uerj para os auxílios creche e de alimentação. Mas é preciso dizer que a pauta de técnicos e estudantes também precisa ser considerada pelo governo. No caso dos estudantes é urgente que se tenha uma verdadeira política de assistência estudantil, pois a maioria deles passa por enormes dificuldades para se manter dentro da Uenf, visto que há um forte contingente que não é originário da cidade de Campos. Quais são as condições da Uenf atualmente?

Eu acredito que as coisas na Uenf não se diferem muito do que está acontecendo nas outras universidades estaduais. Creio que a melhor forma de explicar as nossas dificuldades passa através de uma análise cuidadosa da diminuição real do nosso orçamento, que nestes quatro anos de governo Cabral, se manteve na faixa nominal de R$100 milhões. Como houve uma inflação de aproximadamente 25% neste quadriênio, fica fácil ver que nosso orçamento sofreu um encolhimento considerável. Aliás, as únicas coisas para as quais não falta dinheiro é para a realização de obras e contratação de servidores terceirizados. Aliás, esta é uma marca do governo Cabral em todos os serviços públicos essenciais. O problema é que numa universidade, as atividades fins como ensino, pesquisa e extensão não são feitas apenas com prédios, mas por seres humanos que possuem necessidades óbvias não apenas no plano dos salários, mas em outros aspectos essenciais que estão cada vez limitados por causa da asfixia orçamentária.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

COMUNICADO DO COMANDO DE GREVE

O Comando de Greve da ADUENF recebeu nesta tarde informe através do Sr. Bid Teixeira, membro do Setor de Educação do Mandato Marcelo Freixo, de que a partir de contato com a assessoria jurídica do gabinete do deputado Comte Bittencourt, na figura do Dr Ismael, foi confirmada a informação que a Comissão de Orçamento da ALERJ deu parecer FAVORÁVEL à emenda orçamentária apresentada pela ADUENF, cujo valor de R$ 30 milhões de reais se destina a garantir uma reposição salarial de 49% ao longo de 2011.

O Comando de Greve considera esta aprovação como sendo muito importante, visto que sua inclusão representaria um elemento de facilitação nas negociações que serão realizadas com o governo do estado no início de 2011 no sentido de alcançar o conjunto da pauta de reivindicações de todos os servidores da UENF. No caso específico dos docentes, a aprovação desta emenda deverá facilitar não apenas uma equalização com o que foi oferecido aos servidores técnicos-admnistrativos, mas tornará mais fácil para o próprio governo do estado no sentido de apresentar uma proposta que alcance a demanda aprovada na assembléia de 24.11.2010.

Finalmente, o Comando de Greve quer enfatizar a importância do trabalho da Comissão de Educação da Alerj, onde esta emenda foi inicialmente aprovada e encaminhada para análise dentro da Comissão de Orçamento, no sentido de ampliar o custeio das universidades estaduais do Rio de Janeiro.

Campos dos Goytacazes, 15 de Dezembro de 2010.

COMANDO DE GREVE DA ADUENF

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

DOCENTES DA UENF DECIDEM MANTER GREVE POR UNANIMIDADE

Reunidos em mais uma assembléia nesta 3a. feira, os professores da UENF ouviram e rejeitaram uma proposta de 22% de reposição de perdas que seria incorporados aos seus salários ao longo de 2011. Os professores consideram que o governo do estado deverá apresentar uma resposta mais positiva em janeiro e, por isto, consideraram prematuro encerrar a greve que realizam em defesa de seus salários.
Os professores decidiram também participar da delegação compostos pelos três segmentos da comunidade universitária da UENF que irá participar da votação do orçamento de 2011 que ocorrerá nesta 5a. feira (16/12) na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
A assembléia também reafirmou a realização de um seminário que deverá ser realizado em janeiro de 2011 para discutir a situação do financiamento das universidades estaduais fluminenses.
Em face destas decisões, o que se espera é que as tratativas que estão ocorrendo no âmbito do governo Cabral sejam acelerados de modo a permitir que a UENF volte ao seu funcionamento normal já no início de 2011.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Aduenf: Profissionais continuam em greve

Uma proposta feita informalmente pela secretaria estadual de Ciência e Tecnologia na sexta-feira não agradou o comando de greve da Associação de Docentes da Uenf (Aduenf), que decidiu manter a paralisação — iniciada em 6 de dezembro — por tempo indeterminado. A posição deve ser reforçada pela categoria, em assembléia nsta terça-feira, às 15h.

De acordo com a Aduenf, um novo contato com o governador Sérgio Cabral só deverá acontecer em janeiro, segundo a secretaria de Ciência e Tecnologia. Já o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais no Estado do Rio de Janeiro (Sintuperj) espera uma decisão positiva na próxima quinta-feira, quando a Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) se reúne para discutir o orçamento de 2011 da instituição.

Fonte: http://fmanha.com.br/#1219359808/1292273130

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Uenf: carta de grevistas ao governo busca negociação

Professores da Uenf iniciaram nova greve na última segunda-feira

Redação com assessoria
A Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf), o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais (Sintuperj) e o Diretório Central dos Estudantes Apolônio de Carvalho (DCE/Uenf) enviaram na última terça-feira, carta conjunta ao governador Sérgio Cabral, onde reafirmam a greve, mas se colocam à disposição para formular “soluções para os problemas que hoje impedem o pleno desenvolvimento” da universidade. A expectativa é grande para a votação pela Alerj do orçamento 2011, que deve ocorrer nos próximos dias.

A paralisação por tempo indeterminado foi retomada última segunda-feira, dia 6. Os professores reivindicam concessão emergencial de 22% nos salários pagos para garantir o tratamento isonômico em função do que foi concedido aos servidores técnico-administrativos, de modo a preservar o que estabelecido na Lei referente ao Plano de Cargos e Vencimentos da Uenf e bolsa de 55% do valor salário base de cada um para remunerar emergencialmente o regime de trabalho de Dedicação Exclusiva por um período máximo de 24 meses. Já na pauta de reivindicação dos servidores técnico-administrativos constam os pedidos de 82% de reposição salarial; manutenção da isonomia salarial dos servidores; aumento do valor dos auxílios creche e alimentação; concessão de auxílio excepcional para os filhos de servidores com necessidades especiais e realização de concursos públicos para preenchimento de cargos na carreira de servidores técnico-administrativos.

E os estudantes da graduação reclamam a conclusão das obras de construção do restaurante universitário; aumento das bolsas, equiparando ao salário mínimo; abertura de concurso público para professores e técnicos, de modo a conter a evasão de profissionais; imediata implantação da moradia estudantil; paridade nas eleições para reitor e demais representações em órgãos colegiados da Uenf; implantação e funcionamento pleno de um posto médico no campus Leonel Brizola e ainda de creche para atender a comunidade universitária.

Carta lembra tentativas frustradas de negociação com o governo

Na carta, os professores lembram das várias tentativas de diálogo com dirigentes das secretarias estaduais de Ciência e Tecnologia e ainda a de Planejamento. “Como é de conhecimento público, os docentes da Uenf estabeleceram um processo de diálogo com os dirigentes da SECT e da SEPLAG, graças inclusive à pronta ação de vossa excelência, com o objetivo de estabelecer uma pauta positiva que mantivesse a Uenf em pleno funcionamento. Infelizmente, no caso dos docentes, após quase quatro meses de interlocução não houve qualquer avanço no sentido de resolver os problemas criados pela corrosão salarial. Em função disto, os docentes estão retomando um processo de greve por tempo indeterminado’, diz um trecho da carta.

Fonte: http://www.odiarionews.net/wordpress/geral/uenf-carta-de-grevistas-ao-governo-busca-negociacao/

LUTAR POR MELHORES SALÁRIOS É DEFENDER A UENF!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

CARAVANA CÍVICA PARA ATO NESTA QUARTA-FEIRA (08/12)

Em reunião conjunta, os comandos de greve dos professores e servidores técnico-administrativos e da diretoria do DCE decidiram pela realização de uma caravana cívica que sairá do campus da UENF até a Praça São Salvador onde às 15:00 ocorrerá um Ato Público em defesa da UENF.

Ponto do encontro no campus: Andar Térreo do Prédio da Reitoria Horário: 14:30

Os participantes do ato serão transportados de ônibus até o local do ato, e para isto é importante que quem quiser usar este transporte esteja no prédio da Reitoria no horário acima.
PARTICIPE DA DEFESA DA UENF PÚBLICA, GRATUITA, DEMOCRÁTICA E DE QUALIDADE!

SINDICATOS DA UENF ENVIAM CARTA CONJUNTA AO GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO

Numa demonstração da forte unidade que marca a ação dos sindicatos representativos de professores, servidores técnicos e estudantes, nesta 3a. feira foi enviada uma carta assinada pela ADUENF, SINTUPERJ-UENF e DCE ao governador Sérgio Cabral solicitando a pronta intervenção do chefe do executivo estadual para resolver a grave crise que afetamente neste momento o funcionamento da Universidade Estadual do Norte Flumienense.
O documento enviado também apresenta as pautas de reinvindicações que foram aprovadas em assembléias de categorias. O envio destas pautas indica que a retomada do funcionamento da instituição só poderá ser plena e sustentável se o governo do estado do Rio de Janeiro aumentar o investimento que faz atualmente não apenas na UENF, mas também na UERJ e na UEZO.

GREVE NA UENF É NOTÍCIA!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Uenf retoma greve por tempo indeterminado

Simone Barreto

Os professores e funcionários técnico-administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) retornaram à greve por tempo indeterminado no dia de ontem. A paralisação atinge 3.500 alunos de graduação e pós-graduação. O campus ontem estava vazio, com poucos alunos andando pelos corredores. Esta é a segunda paralisação por tempo indeterminado este ano. A última foi iniciada em agosto e encerrada em setembro com a promessa do governo estadual de negociar com a categoria após a eleição, ocorrida em outubro. A posição da categoria foi comunicada pela Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Estado do Rio de Janeiro (Aduenf) ao secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Aguiar Cardoso, ontem.

A decisão de greve por tempo indeterminado, caso o governo do Estado não apresentasse proposta para as reivindicações salariais da categoria, foi tomada na última assembléia, realizada no dia 24 de novembro.

Os professores reivindicam ao governo, reajuste de 22% do salário-base do corpo docente, retroativo à data do que foi concedido à parte técnico-administrativa do quadro permanente, tornando isonômico este quadro, como está previsto no Plano de Cargos e Vencimentos, em vigência, além da implementação, a partir de 1º de novembro de 2010, de Bolsa por Dedicação Exclusiva, no percentual de 55% do salário-base do enquadramento do docente, por um período mínimo de 12 meses e máximo de 24 meses, ou até que Conselho Universitário regulamente a Gratificação por Dedicação Exclusiva e o Governo do Estado do Rio de Janeiro a implemente, ou o que ocorrer primeiro.

De acordo com Marcos Pedlowski, presidente da Aduenf, o uso de instrumento de greve não é de interesse dos docentes da Uenf, mas seu uso atual é legitimo e legal, especialmente em face da persistência da falta de resolução dos problemas salariais que teriam sido ocasionados pela corrosão de 90% na última década.

— Esta corrosão salarial causa uma forte evasão de quadros docentes, o que compromete a sustentabilidade do projeto educacional idealizado pelo professor Darcy Ribeiro. Não temos previsão de novos concursos e não temos reajuste salarial — falou Pedlowski. Os funcionários técnico-administrativos decidiram entrar em greve após assembléia realizada ontem. Um dos representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais (Sintuperj), Paulo César Fernandes, listou as reivindicações da categoria. São elas: reposição salarial de 82%, equiparação dos auxílios creche e alimentação com o que é concedido aos técnico-administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), auxílio para servidores que possuem filhos portadores de necessidades especiais, manutenção da isonomia salarial, concurso público para todos os níveis da categoria e correção da Tabela de Cargos e Vencimentos.

Em nota, assessoria da Secretaria de Ciências e Tecnologia informou que “ ainda não foi possível ouvir todas as instâncias do governo, necessárias para a tomada de decisão sobre a demanda dos professores. No momento, estão sendo analisados dados e opções de negociação”.

Fonte: http://fmanha.com.br/#1219359808/1291651823

PROFESSORES ENTRAM EM GREVE E ADUENF ENVIA CARTA AO SECRETÁRIO ALEXANDRE CARDOSO

A greve dos professores da UENF foi retomada no dia de hoje com toda a força, e apenas atividades autorizadas pelo Comando de Greve estão sendo realizadas.
A diretoria da ADUENF enviou na manhã desta segunda-feira uma correspondência ao Secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, reafirmando a pauta de reivindicações aprovadas na assembléia de 24.11.2010 e solicitando o empenho da SECT para uma rápida solução dos problemas que estão na raiz da atual greve.
Agora o que se espera é que o governo Cabral pare de protelar e encaminhe logo propostas que permitam a retomada do funcionamento pleno da UENF.

domingo, 5 de dezembro de 2010

PROFESSORES DA UENF RETOMAM GREVE E AGUARDAM AS RESPOSTAS DO GOVERNO CABRAL

Os professores da UENF estarão retornando a um processo de greve por tempo indeterminado a partir desta 2a. feira (06/12) como resultado da falta de respostas objetivas por parte do governo Cabral para a crise salarial que causa uma evasão sem precedentes de docentes e servidores técnico-administrativos.
Este retorno à greve é culpa única e exclusiva do governo do estado que havia assumiu um compromisso de negociar as demandas salariais dos professores da UENF e, com isto, obteve uma suspensão temporária da greve iniciada em 18 de Agosto de 2010.
E é preciso deixar claro que esta greve conta agora com o apoio do movimento estudantil da UENF que cobra não apenas uma rápida solução para as demandas dos professores, mas que também demanda a implementação de uma efetiva política de assistência estudantil para diminuir a evasão de alunos e garantir a qualidade do ensino recebido.
O que se espera é que o governador Sérgio Cabral e seus secretários parem de protelar a entrega de soluções, fazendo que esta greve seja a mais curta possível.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

FALTA DE RESPOSTA DO GOVERNO CABRAL FORÇA OS PROFESSORES DA UENF À RETORNAR AO PROCESSO DE GREVE POR TEMPO INDETERMINADO A PARTIR DE 06 DE DEZEMBRO

COMUNICADO DA DIRETORIA DA ADUENF
A diretoria da ADUENF vem comunicar que recebeu no dia de hoje correspondência eletrônica do Secretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Alexandre Aguiar Cardoso, dando conta da impossiblidade de responder à decisão da assembléia geral realizada em 24.11.2010. A mensagem do secretário indica a existência de dificuldades para consultar "outras instâncias do governo" que precisam ser ouvidas em função de "notórios acontecimentos que envolveram as autoridades e a população'. Além disso, a mensagem do secretário não estipula a data do encontro que seria realizado nas dependências da UENF para tratar das reivindicações salariais dos docentes.
Ainda que cientes da situação que ocorreu recentemente na cidade do Rio de Janeiro, e cujo desfecho é considerado uma vitória histórica sobre o narcotráfico, este protelamento é inaceitável, visto que os problemas salariais afetando os docentes da UENF já foram discutidos inclusive com o Secretário de Planejamento e Gestão, Sr. Sérgio Ruy Guerra, que pessoalmente se comprometeu a apresentar propostas que resolvessem a crise salarial em que estamos vivendo.
Deste modo, a diretoria da ADUENF entende que além de não haver a apresentação de qualquer solução para a pauta ali decidida, há na mensagem do secretário uma clara ausência de um cronograma para avançar o processo de negociação. Este quadro causado pela ausência de respostas objetivas por parte do governo Cabral torna a situação na UENF ainda mais aguda. A situação é ainda mais agravada pela proximidade da aprovação do orçamento de 2011 pela ALERJ, visto que se o governo Cabral não concordar em alocar recursos específicos para reposição salarial, a nossa luta será ainda mais difícil.
Diante deste quadro e da assembléia realizada no dia 24.11.2010, a diretoria da ADUENF entende que é inevitável a aplicação da decisão de retorno à greve por tempo indeterminado a partir de 06.12.2010, próxima segunda-feira. Esta decisão já foi inclusive indicada na correspondência enviada ao próprio secretário Alexandre Cardoso.
A diretoria da ADUENF irá realizar uma assembléia de avaliação já na 4a. feira (08/12), quando se espera já tenhamos recebido uma resposta concreta por parte da SECT, e que nos permita reavaliar (ou não) a situação.
A diretoria da ADUENF convida ainda a todos os seus associados a que se engajem nas atividades conjuntas que foram decididas na assembléia comunitária de 01.12.2010, e que apontam para um aumento da unidade da comunidade univerisitária em torno de demandas
coletivas.
Finalmente, a diretoria da ADUENF convoca todos os membros do Comando de Greve para uma reunião organizativa nesta 6a. feira, 10 horas, na sala da ADUENF. Neste aspecto, todo associado que desejar poderá comparecer para se juntar ao esforço de organização que será necessário para garantir a vitória do nosso movimento.
A hora é de unirmos nossos esforços em prol de uma solução rápida para uma situação que se arrasta por culpa única e exclusiva do governo do estado do Rio de Janeiro.
Diretoria da ADUENF
Gestão 2009-2011

A ASSEMBLÉIA UNIFICADA É NOTÍCIA!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA DEFINE OS RUMOS COMUNS DA DEFESA DA UENF

Em mais uma assembléia histórica reunindo professores, servidores e estudantes da UENF, a comunidade universitária da UENF ficou reunida nesta 4a. feira (01/12) por mais de duas horas debatendo os rumos que deverão ser trilhados para avançar a defesa da instituição. As decisões mostram a determinação de não apenas se exigir mais respeito do governo Sérgio Cabral, mas também avançar no sentido da democracia interna dentro da UENF.

E não há como negar: a unidade professores, servidores e estudantes é um passo sem precedentes na criação da cultura universitária que seu criador, o saudoso professor Darcy Ribeiro, defendia no momento da criação da UENF.

DECISÕES DA ASSEMBLÉIA COMUNITÁRIA de 01.12.2010

  • Solicitação ao reitor da UENF para que orienta a Câmara de Graduação a preparar um calendário de reposição de aulas da graduação a partir de 22 de Novembro.
  • Envio de carta ao governador Sérgio Cabral, assinada pelas direções da ADUENF, DCE e SINTUPERJ-UENF, apresentando as demandas definidas pelas respectivas assembléias de categoria.
  • Ida de delegação formada por professores, servidores técnico-administrativos até o Rio de Janeiro para se manifestar na ALERJ e na SECT no período de votação do orçamento da UENF de 2011.
  • Manifestação na semana de 6 a 10 de dezembro partindo do campus até a Praça São Salvador.
  • Manifestação para fechar a BR-101 em data a ser definida pela direção dos três sindicatos da UENF.
  • Envio de carta ao presidente da Comissão Eleitoral formada pelo CONSUNI requerendo que a próxima eleição para reitor da UENF siga o critério paritário (isto é, 33,3% de peso para os três setores que compõem a comunidade universitária).
  • Demanda ao governo do estado para que autorize concursos para todas as vagas ociosas para servidores técnicos em todos os níveis
  • Conclamação aos professores da UENF para que acatam a decisão da assembléia de estudantes de graduação e suspendam a realização de aulas e provas quando for o desejo dos estudantes, garantindo o amplo direito à realizaçã ode provas após a normalização efetiva do funcionamento da universidade, inclusive com a realização de provas de 2ª. Chamada nos casos em que provas já tenham sido aplicadas.