terça-feira, 22 de outubro de 2013

Assembléia da ADUENF estabelece agenda estruturante para avançar campanha salarial de forma unificada


A assembléia de professores da UENF que foi realizada na tarde desta 3a. feira decidiu estabelecer o que o presidente da ADUENF, Prof. Luis Passoni, denominou de "pauta estruturante" para alavancar uma mobilização unificada de professores, servidores e estudantes em prol da melhoria do funcionamento da UENF.

De forma objetiva, os professores aprovaram a realização de uma série de atividades de mobilização que incluirão a distribuição da nova edição do jornal da ADUENF não apenas dentro do campus Leonel Brizola, mas também em áreas de grande movimentação na cidade de Campos dos Goytacazes. Esta decisão se deve à percepção de que será necessário preparar uma ampla mobilização para pressionar o governo do estado do Rio de Janeiro a atender as demandas dos três segmentos que compõem a comunidade universitária da UENF.

Um entendimento básico que apareceu em várias manifestações feitas pelos professores é de que não é mais possível aceitar passivamente a degradação dos salários e a precarização do funcionamento da UENF. Esta situação está expressa na dificuldade de saldar todas as obrigações financeiras que a UENF possui em 2013. Além disso, a perspectiva de que haja um encolhimento ainda maior de orçamento para 2014 amplia o sentido de urgência para pressionar o governo de Sérgio Cabral.

Além disso, a assembléia decidiu conclamar as demais entidades representativas existentes dentro da UENF (DCE, SINTUPERJ e Associação dos Técnicos de Nível Superior) a se engajarem na realização de debates que deixem ainda mais evidente a grave crise por que a instituição passa neste momento.

Para levar a cabo todas as atividades que deverão ser realizadas nas próximas semanas a assembleia decidiu pela criação de uma comissão de mobilização que deverá ficar responsável por organizar as atividades e ampliar os esforços por uma ação unificada de todos os segmentos da universitária.

A assembléia aprovou ainda uma moção de repúdio aos atos de violência e às pressões ilegais que vem sendo realizados pelo governo do Rio de Janeiro contra os profissionais da rede estadual de educação.

Finalmente, esta assembléia deixou evidente uma profunda indignação pela forma com a qual o governo de Sérgio Cabral vem tratando as demandas da comunidade universitária da UENF, especialmente no que se refere às questões salariais e as condições de assistência estudantil.