Presidente da ADUENF envia mensagem após manutenção da greve dos professores




Creio que hoje (23/08) tivemos uma vitória.  E faço a escolha por escrever logo após uma das melhores Assembléias que presenciei nesta Universidade para explicitar as razões de minha avaliação. Não foi apenas a votação, apertada, pela manutenção da greve que tornou nossa Assembléia singular. Desde o início demarquei que nosso horizonte é mais desafiador e que temos tarefas inadiáveis  nas semanas que virão. O que vimos hoje, além de falas ponderadas e outras magistrais foi um corpo docente capaz de compreender o significado da defesa de :

a) nossas condições laborais, não asseguradas neste momento pelo atual governo;
b) a Universidade que podemos construir. Não nomearei os autores das intervenções e propostas, mas mesmo em um momento absolutamente tenso conseguimos avançar para pensar uma agenda comum e realista com seminários, cinema, aulas públicas, envolvendo os laboratórios. Não há outro caminho para acelerar a luta pela UENF e pela dignidade docente. Agradeço aos que virão somar com nosso Comando de Greve.

A partir de amanhã com desejo renovado por estabelecer esta agenda, estaremos trabalhando na ADUENF. Não são lados opostos, compreendo que o desejo pelo retorno (representado na votação de 49 docentes) exponha uma percepção sobre uma das formas de luta. Mas hoje, para além de um placar, mostramos maturidade no entendimento de um processo político mais amplo. Lutar por nossa dignidade é não aceitar o rebaixamento que pretende nos impor o atual governo.

Como postei em nosso café da manhã no dia 11 de agosto, tenho orgulho em representá-los com as divergências necessárias a qualquer processo democrático. A ADUENF seguirá firme em seu compromisso de lutar contra o projeto de desmonte das Universidades Estaduais do Rio de Janeiro.  A greve sinaliza nossa posição de exigir a regularização dos salários e um calendário de pagamentos.

Por último creio que temos temas importantes a discutir como evasão, autonomia, transparência no uso e alocação de recursos, a ciência no Brasil em 2017, a Faperj... ou seja, como muitos acentuaram em suas falas, a greve é um instrumento de luta. Devemos usá-lo para pensar a UENF que queremos. E ela não é mínima.

Avante.

Profa. Luciane Silva Soares, presidente da Aduenf

Comando de Greve.

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