A nossa luta em defesa da UENF e dos nossos salários acaba de entrar num patamar mais elevado

Em recente Assembléia unificada, os sindicatos dos servidores da UENF e da UERJ reforçaram a unidade do movimento pela recomposição salarial dos servidores das universidades estaduais. Esta união entre os sindicatos das duas universidades estaduais é considerada vital, e na última quinta-feira o Presidente da ADUENF foi contatado por servidores docentes da Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO) que mostraram interesse em iniciar um intercâmbio para definir a melhor forma de agilizar a criação de uma associação de docentes também naquela instituição. Assim, ao que tudo indica em breve teremos as 3 instituições de ensino superior do estado do Rio de Janeiro realizando ação unificadas em defesa de seus salários e do devido financiamento do ensino superior público estadual. Aliás, o exemplo da união dado pelos sindicados da UENF e da UERJ mostrou o caminho aos reitores destas instituições. Neste sentido, seria muito importante que estes docentes eleitos pela comunidade acadêmica para dirigir em seu nome as universidades estaduais ouvissem os pleitos dos servidores, ao invés de servir de braços dados com o governo estadual, em desrespeito ao real interesse das instituições que dirigem.

Na última semana, também houve aprovação de 22% para os servidores técnicos, quando foram observadas várias manobras dentro do legislativo estadual para a exclusão de emendas realizadas por lideranças partidárias tais como Marcelo Freixo (PSol), Comte Bittencourt (PPS), Alessandro Molon (PT), Paulo Ramos (PDT) e Luiz Paulo (PSDB) para beneficiar os servidores docentes que foram esquecidos pelo governo estadual. Inclusive cabe ressaltar que em um primeiro momento, o adendo que garantia a discussão da extensão dos 22% aos docentes foi aprovado no plenário da Alerj, mas o seu presidente, Deputado Jorge Picciani (PMDB), rapidamente atuou para retirar o quórum e, em seguida, reuniu o colegiado de líderes partidárias para conter a divisão na base do governo. Depois disto, no período da noite e com as galerias esvaziadas, a Alerj em votação sumária aprovou o Projeto encaminhado pelo Ilmo. Sr. Sérgio Cabral (PMDB), Governador do Estado do Rio de Janeiro, que prejudicou os direitos dos servidores docentes que ficaram sem nenhum tipo de reposição de perdas salariais. No caso da UENF esta ação do governo implica na desestruturação do Plano de Cargos e Vencimentos, pois a instituição possui um único plano de cargos e vencimentos, e ao conceder aumento para parte dos servidores, isto representou uma violência ao que o próprio plano estabelece.

Mas se a concessão de reposição apenas para uma parcela dos servidores tinha a intenção de criação divisão, este foi um ato inócuo porque os sindicatos que representam os servidores docentes e não-docentes estão empenhados na luta da manutenção do modelo institucional que foi concebido no momento de criação da UENF e, portanto, a unidade dos servidores é considerada como fundamental não apenas para garantir a devida reposição salarial, mas também o devido financiamento que a instituição necessita para manter sua excelência no ensino, na pesquisa e na extensão. Cabe ressaltar que neste momento tão importante para UENF, não havia nenhum membro das reitorias da UENF e da UERJ presentes na Alerj durante o processo de discussão das emendas que favoreceriam os docentes, estando apenas os sindicatos presentes. Outro ponto a ser destacado é que o único deputado da região que apoiou o pleito dos servidores da UENF foi o Deputado Wilson Cabral. O Deputado Christino Áureo votou contra os servidores da UENF e o Deputado João Peixoto estava ausente do plenário num momento importante para os servidores do estado. Ainda aguardamos apoio da bancada de Deputados Federais da região junto ao Governador Cabral, isto certamente poderia reverter este processo perverso que foi instalado neste processo de recomposição salarial da UENF.

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