segunda-feira, 28 de junho de 2010

A cortina de fumaça se desmanchou

A paralisação de uma semana na UENF mostrou que a esmagadora maioria dos servidores está de acordo com a luta por 82% de reposição salarial. As aulas foram totalmente paralisadas, e poucas atividades foram observadas. Mesmo essas, com um diálogo educado e esclarecedor, inclusive para os alunos, as iniciativas isoladas foram finalizadas em apoio ao movimento de greve. Este é um claro reconhecimento da legitimidade do nosso movimento e da união que existe entre os servidores da UENF. Apenas uma situação chamou a atenção do Comando de Greve. A verdade é que na maioria dos casos onde havia atividades didáticas estas eram realizadas por Bolsistas ou por profissionais contratados via o regime de prestação de serviços. Isto é uma indicação de como tem sido tratada a questão docente dentro da UENF. Não podemos tratar a atividade docente na UENF como secundária. Neste ponto em particular é necessário que chefes de laboratório e diretores de centro atuem junto a Reitoria para defender o modelo institucional que se baseia na regência de turmas apenas por professores doutores que atuem em regime de dedicação exclusiva. Assim sendo, a existência de um grande número de profissionais atuando em contratos precários dentro da UENF é uma demonstração inequívoca dos descaminhos causados pela política de desfinanciamento que o governo Sérgio Cabral impôs nos últimos três anos e meio.

Outro ponto que chamou atenção foi a tentativa fracassada de criar uma falsa polêmica sobre a sucessão da Reitoria que deverá ocorrer no início de 2011. O diminuto grupo que tentou criar esta falsa discussão tentou desviar o foco da luta pela reposição das perdas salariais e pela manutenção do modelo institucional ao tentar vincular o movimento reivindicatório realizado pela comunidade universitária a uma eleição que ocorrerá apenas em 2011. Os que levantaram esta falsa polêmica na prática desrespeitaram a luta que foi realizada pela ADUENF ao longo da última década. Felizmente, a maioria dos docentes não se deixou levar por essa ação falaciosa, e participou ativamente do movimento grevista. O que se espera é que isto tenha desencorajado futuras tentativas de desviar o foco da luta. Mas se a resposta dada pela maioria dos docentes não tenha sido suficiente, a resposta que será dada certamente será a mesma: unidade em torno da ADUENF.

A nossa luta em defesa da UENF e dos nossos salários acaba de entrar num patamar mais elevado

Em recente Assembléia unificada, os sindicatos dos servidores da UENF e da UERJ reforçaram a unidade do movimento pela recomposição salarial dos servidores das universidades estaduais. Esta união entre os sindicatos das duas universidades estaduais é considerada vital, e na última quinta-feira o Presidente da ADUENF foi contatado por servidores docentes da Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO) que mostraram interesse em iniciar um intercâmbio para definir a melhor forma de agilizar a criação de uma associação de docentes também naquela instituição. Assim, ao que tudo indica em breve teremos as 3 instituições de ensino superior do estado do Rio de Janeiro realizando ação unificadas em defesa de seus salários e do devido financiamento do ensino superior público estadual. Aliás, o exemplo da união dado pelos sindicados da UENF e da UERJ mostrou o caminho aos reitores destas instituições. Neste sentido, seria muito importante que estes docentes eleitos pela comunidade acadêmica para dirigir em seu nome as universidades estaduais ouvissem os pleitos dos servidores, ao invés de servir de braços dados com o governo estadual, em desrespeito ao real interesse das instituições que dirigem.

Na última semana, também houve aprovação de 22% para os servidores técnicos, quando foram observadas várias manobras dentro do legislativo estadual para a exclusão de emendas realizadas por lideranças partidárias tais como Marcelo Freixo (PSol), Comte Bittencourt (PPS), Alessandro Molon (PT), Paulo Ramos (PDT) e Luiz Paulo (PSDB) para beneficiar os servidores docentes que foram esquecidos pelo governo estadual. Inclusive cabe ressaltar que em um primeiro momento, o adendo que garantia a discussão da extensão dos 22% aos docentes foi aprovado no plenário da Alerj, mas o seu presidente, Deputado Jorge Picciani (PMDB), rapidamente atuou para retirar o quórum e, em seguida, reuniu o colegiado de líderes partidárias para conter a divisão na base do governo. Depois disto, no período da noite e com as galerias esvaziadas, a Alerj em votação sumária aprovou o Projeto encaminhado pelo Ilmo. Sr. Sérgio Cabral (PMDB), Governador do Estado do Rio de Janeiro, que prejudicou os direitos dos servidores docentes que ficaram sem nenhum tipo de reposição de perdas salariais. No caso da UENF esta ação do governo implica na desestruturação do Plano de Cargos e Vencimentos, pois a instituição possui um único plano de cargos e vencimentos, e ao conceder aumento para parte dos servidores, isto representou uma violência ao que o próprio plano estabelece.

Mas se a concessão de reposição apenas para uma parcela dos servidores tinha a intenção de criação divisão, este foi um ato inócuo porque os sindicatos que representam os servidores docentes e não-docentes estão empenhados na luta da manutenção do modelo institucional que foi concebido no momento de criação da UENF e, portanto, a unidade dos servidores é considerada como fundamental não apenas para garantir a devida reposição salarial, mas também o devido financiamento que a instituição necessita para manter sua excelência no ensino, na pesquisa e na extensão. Cabe ressaltar que neste momento tão importante para UENF, não havia nenhum membro das reitorias da UENF e da UERJ presentes na Alerj durante o processo de discussão das emendas que favoreceriam os docentes, estando apenas os sindicatos presentes. Outro ponto a ser destacado é que o único deputado da região que apoiou o pleito dos servidores da UENF foi o Deputado Wilson Cabral. O Deputado Christino Áureo votou contra os servidores da UENF e o Deputado João Peixoto estava ausente do plenário num momento importante para os servidores do estado. Ainda aguardamos apoio da bancada de Deputados Federais da região junto ao Governador Cabral, isto certamente poderia reverter este processo perverso que foi instalado neste processo de recomposição salarial da UENF.

domingo, 27 de junho de 2010

Docentes da UENF propõem debate para esclarecer o assunto sobre a expansão em Italva

Redação - em 25/06/2010.

O site italvaonline (http://www.italvaonline.com.br), através do jovem Décio Vieira da Rocha, morador de Italva e estudante da Uenf, conseguiu ouvir a Associação de Docentes da Uenf, através de seu presidente, para tentar esclarecer o que mais existe envolvendo a propalada expansão da universidade em nosso município.

Enviamos nossas perguntas e obtivemos as suas respostas. Acompanhe.

DÉCIO: "- Segue em anexo as respostas do PHD em desenvolvimento regional e Doutor em geografia Marcos Antônio Pedlowski, presidente da ADUENF. Infelizmente não foi possível estar com o presidente do SINTUPERJ, mas creio que as respostas da ADUENF são satisfatórias. Como aluno da UENF e membro de chapa do diretório acadêmico dos estudantes respondo também em nome dos estudantes que a UENF deve sim se expandir, mas deve ser uma expansão que seja efetiva e que consiga manter-se. Sou cidadão Italvense, trabalho com educação e cultura desde sempre e acho que são as palavras chaves para compor uma sociedade sadia. Como que o reitor garante tanto a expansão se ele nem expõe no site da UENF o projeto? NO CONSUNI (conselho universitário) ele não toca no assunto, mas por quê? Queria propor um debate público em Italva onde poderíamos ir prestar os devidos esclarecimentos, um debate com a secretaria de educação e a reitoria seria ótimo para mostrar a verdadeira situação da UENF. Eu como um dos representantes dos alunos e o Professor Pedlowski certamente poderíamos esclarecer o mito desenvolvimentista que está por trás de tudo. Se for possível a publicação das respostas e até se quiser alguma resposta minha como membro do DCE (Diretório Central dos Estudantes) será muito bom para a devida informação dos cidadãos e para que possamos conseguir uma expansão de qualidade. Desde já grato.

Décio Vieira da Rocha.

A ENTREVISTA



Italvaonline - Na opinião da ADUENF e do SINTUPERJ, quais são as chances da expansão da UENF em Italva?

Marcos Antônio Pedlowski - Inicialmente quero esclarecer que posso apenas falar em nome da Aduenf, do qual sou atualmente presidente. Em decisão de assembléia, decidimos que qualquer tentativa de expansão da UENF deveria ser precedida não apenas de uma recomposição salarial de seus servidores, mas também de sua capacidade de custeio que se encontra totalmente comprometida. A verdade é que apenas recompondo salários e tendo os recursos necessários para manter seu padrão de qualidade, a UENF poderá pensar em qualquer tipo de expansão de suas atividades. Do contrário, estaríamos apenas exportando um modelo de universidade sucateado, e que colocaria uma forte pressão sobre os governos municipais que quisessem pleitear a implantação de unidades avançadas da UENF em suas cidades. O problema é que nesta semana que passou o governo Cabral aprovou na Alerj uma mensagem que repôs 22% de perdas salariais apenas dos servidores técnicos, deixando os professores com salários congelados até 2012. Se essa posição do governo não for alterada, creio que teremos um aumento ainda maior no processo de fuga de professores em direção às universidades federais, que pagam hoje quase 40% acima do que a UENF está pagando. Sem professores doutores com dedicação exclusiva, o modelo de excelência que tem nos notabilizado corre sério risco de em vez de expandir, simplesmente implodir. Por outro lado, no caso de Italva, sabemos que a reitoria da UENF tem ido constantemente ao município para supostamente iniciar estudos para a implantação de nossos cursos de graduação na cidade. No entanto, dos sete cursos que foram mencionados para serem instalados em Italva, apenas um deles está em funcionamento em nosso campus principal, e apenas outro está numa fase ainda inicial de estudos para sua criação para funcionar em Campos. Os demais, nem estudo inicial existe e, por isto, não passam de propaganda enganosa. Apesar de tudo o que eu disse, acredito que a reitoria da UENF está realmente pensando em instalar uma unidade em Italva. Resta saber se isto trará resultados positivos ou negativos para a cidade. Da forma que está sendo feito, creio que a chance de Italva estar ganhando um presente de grego é muito alta. O que precisa ser cobrado da reitoria da UENF é um efetivo plano político-pedagógico de expansão. Do contrário, em vez de receber o nosso modelo de excelência, o risco é receber uma versão precarizada e desqualificada.



Italvaonline - As formalidades para a concretização desse projeto não são político/administrativas? Ou então o reconhecimento da necessidade de se expandir a educação especializada para o interior do Estado, portanto, estão acima dos interesses do sindicato e do corpo docente?

Marcos Antônio Pedlowski - Na verdade, como eu já tentei demonstrar na minha resposta anterior, o que a ADUENF está realmente preocupada é com a qualidade da expansão, e não com a expansão em si. Acreditamos que um eventual processo de expansão será benéfico não apenas para a região noroeste, mas também para a própria UENF. O problema é que o mesmo governo estadual que pressiona pelo inicio da expansão, quer nos manter com salários congelados até 2012, e vem paulatinamente diminuindo o valor real do orçamento da UENF. Como fazer mais com menos dinheiro é praticamente impossível sem se comprometer a qualidade, o que as prefeituras interessadas na expansão da UENF deveriam estar cobrando do governo estadual é que aumente o nível de financiamento da instituição e recupere urgentemente o valor dos salários sendo pagos a seus servidores. Sem estas duas ações por parte do governo, essa expansão não passa de propaganda enganosa.

Italvaonline - Outros municípios maiores - por exemplo Itaperuna - que estão interessados na expansão em seus territórios teriam mais chances do que Italva? Marcos Antônio Pedlowski - O problema aqui é que o reitor Almy Junior vem fazendo uma série de gestões com diferentes municípios sem qualquer tipo de prestação de contas aos colegiados superiores que dirigem a UENF. Ao fazer isto, ele pode estar criando a falsa sensação de que expandir a UENF é um processo fácil, quando não é. A criação de um novo curso de graduação, por exemplo, normalmente leva um longo tempo. Além disso, como Italva está sendo citada pela reitoria neste momento, Macaé e Itaperuna já o foram. Eu além de presidente da Aduenf e chefe de um laboratório do Centro de Centro de Ciências do Homem, também sou membro dos dois colegiados principais da UENF (Colegiado Acadêmico e Conselho Universitário). A impressão que fica destas promessas de expansão que o reitor Almy Junior vem fazendo em diferentes municípios é de que estamos diante de uma propaganda de caráter eleitoral do governados Sérgio Cabral, e não de uma proposta séria e responsável de expansão da UENF. Finalmente, é preciso lembrar que o mandato do reitor Almy Junior se encerra no início de 2011 e, na prática está se encaminhando para um final melancólico, já que ele não conta com o devido apoio dentro do campus principal para suas propostas de expansão.



Italvaonline - A resistência do sindicato e associação não seria para forçar aumentos salariais e vantagens para a categoria antes de se investir na expansão? Marcos Antônio Pedlowski - Espero que tenha ficado claro que não apenas os sindicatos, mas uma parcela significativa dos dirigentes acadêmicos possui uma série de críticas a estas propostas de expansão por vê-las descoladas da nossa realidade atual, e pela falta de uma discussão transparente com aqueles que ficarão encarregados de realizar na prática qualquer implantação de unidades avançadas da UENF. No caso de instituições universitárias, esta é uma condição básica para que estas possam se desenvolver de forma sustentável e responsável; Afinal de contas, os exemplos que estamos tendo nas universidades federais com o Programa REUNI mostram que expandir por expandir acaba criando problemas sérios para aqueles municípios que recebem instituições desprovidas da condição mínima de funcionamento. Pode parecer até estranho, mas os sindicatos de professores e servidores vêm ocupando um papel central nas cobranças para que qualquer expansão seja feita de forma a ampliar a qualidade do ensino universitário público em todo o Brasil. E aqui na UENF isto também se dá. Assim, longe de sermos adversários da expansão da nossa universidade, o que exigimos é que isto ocorra de forma correta e séria. Do contrário, o que estaremos ampliando serão apenas os graves problemas a que já nos encontramos submetidos neste momento. Finalmente, quero me colocar à disposição não apenas para responder a outras perguntas, mas a ir até Italva para explicar as nossas idéias a quem quiser entender melhor as críticas existentes a estas promessas de expansão que são feitas pela reitoria da UENF.

* Marcos A. Pedlowski, Presidente da Associação de Docentes da UENF.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Campanha Salarial 2010: Entidades lutam por inclusão dos docentes em projeto de reajuste

O governador Sérgio Cabral enviou na última segunda-feira (21/06) à Assembleia Legislativa (Alerj) projeto de Lei que reajusta os salários de alguns servidores do Estado. Pela proposta, os técnico-administrativos da Uerj e da Uenf receberão 22%, parcelados em 12 vezes, a partir de julho. Os docentes das duas universidades mais uma vez ficaram de fora.

Com o apoio da Comissão de Educação da Alerj, a Asduerj, a Aduenf e o Sintuperj propuseram emendas ao projeto. São elas, a inclusão dos docentes da Uerj e da Uenf e a redução das parcelas do reajuste de 12 para 6. Assinam as emendas os deputados Alessando Molon (PT), Comte Bittecourt (PPS), Marcelo Freixo (Psol) e Paulo Ramos (PDT). Além disso, o deputado Luis Paulo (PSDB) incluiu uma emenda que antecipa a conclusão da implementação do Plano de Carreira Docente em junho de 2010.

Além disso, após o Fórum de Diretores da UERJ, representantes da Asduerj e do Sintuperj informaram ao Secretário de Planejamento as emendas construídas junto aos deputados na Alerj, enfatizando a importância de sua aprovação para melhorias nas condições salariais nas universidades estaduais do Rio de Janeiro. No mesmo evento, as entidades representativas dos trabalhadores solicitaram uma reunião com o reitor para discutir o seu apoio às emendas.

A votação das emendas na Alerj ainda não tem data definida, mas deverá ocorrer até o próximo dia 30 de junho, pois o governador deverá sancionar a lei entre os dias 1º e 2 de julho. Mas a garantia dessa conquista depende muito de uma grande mobilizaão dos professores. Assim que for confirmada a data da votação, convidaremos os professores por mensagens eletrônicas e impressas para participar conosco desta luta.

Estejam atentos e atentas!

DIRETO DO RIO DE JANEIRO ASDUERJ E SINTUPERJ

URGENTE: Informe sobre a Questão Salarial

O Presidente da ADUENF, Prof. Marcos Pedlowski, acaba de informar que na reunião de hoje na ALERJ (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) foram apresentadas emendas de vários parlamentares para inclusão do Corpo Docente da Universidade Estadual do Norte Fluminense e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Paralelamente, representantes sindicais de todas as instituições estaduais se reuniram com o Ilmo. Sr. Sergio Ruy da SEPLAG que informou que esta secretaria irá analisar todas as propostas de emenda. Em síntese, este projeto deverá ser votado na quarta-feira a noite ou na quinta-feira pela manhã. A aproximação da ADUENF e ASUERJ tem trazido vários avanços nas nossas negociações salariais. Temos a certeza de que esta união já trouxe alguns bons exemplos e devemos continuar com esta prática, pois somente assim a situação de descaso dentro das nossas instituições será modifica.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Uenf em greve

Frente à proposta governamental, que implica em defasagem salarial e degradantes condições de trabalho, os professores e os técnico-administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) deflagaram paralisação de uma semana entre os dias 18 e 25 de junho. Caso o governo não apresente uma proposta de reajuste até o dia 16 de agosto, os docentes da UENF iniciarão uma greve por tempo indeterminado. Na assembleia do dia 17 de junho, os professores da UERJ deliberaram apoio incondicional aos servidores da UENF, bem como a participação em atos conjuntos durante o período.

Fonte: www.asduerj.org.br

Sobre a Greve...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Contagem regressiva: data limite para conceder reajuste se aproxima e governo não sinaliza avanço

Estudos e mais estudos. Esta foi a resposta da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) em relação à campanha salarial unificada da Aduenf, Asduerj e Sintuperj. Em reunião realizada nesta segunda-feira, dia 14, com o Superintendente de Carreira, Remuneração e Treinamento, Ivan Diniz, e seu assessor, Pedro Brás, ficou clara a postura intransigente do governo Cabral em não ceder reajuste. Desculpas como estudos técnicos, falta de dados sobre a situação das universidades e royalties do pré-sal foram recorrentes nas falas dos técnicos, seguindo a mesma lógica do governo.

A reunião aconteceu quatro dias depois que Cabral anunciou e retirou no mesmo dia um reajuste de 22% para instituições estaduais, dentre elas, a Uerj e seus técnico-administrativos. É importante lembrar que o governo atropelou o diálogo com as entidades, não discutiu valores e nossa defasagem continua em 82%. Novamente, utilizando o pretexto da divisão dos royalties do pré-sal para toda a União, sem privilegiar os Estados produtores, Cabral faz chantagem política com o salário do trabalhador.

“Se os 22% tivessem passado na Câmara e não tivesse a votação do pré-sal, como ficariam os estudos da Seplag? Como ficariam os docentes? Como ficaria a discussão do Plano de Carreira Docente (PCD), feito fora do Conselho Universitário, com uma distorção de 30% para os técnicos? A situação avança ou não, independentemente de Brasília?”, provocou Jorge Luís Mattos de Lemos, “Gaúcho”. O superintendente respondeu que os estudos continuarão para uma retomada de perspectiva. “Temos a intenção de fazer revisão dos planos e detectar as anomalias presentes”, informou.

Denúncia Indignados com a postura da Seplag, os representantes sindicais denunciaram, mais uma vez, a situação da Uerj e da Uenf. “Tivemos concurso público para dez vagas para o Centro de Ciência e Tecnologia (CCT) e metade não foi preenchida. Não conseguimos preencher as vagas e isto está tornando a situação da Uenf insustentável”, apontou o professor Luís Passone, membro do Conselho de Representantes da Aduenf. Marcos Pedlowski, presidente da Aduenf enfatizou: “Só temos um docente no curso de Ciência da Computação e, provavelmente, será fechado em breve”.

Por uma situação gritante passa o Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) sem infraestrutura de atendimento aos pacientes, formação dos universitários e pesquisa dos docentes. “Temos o setor de neurologia que está na iminência de fechar por falta de docente e técnico-administrativo. Sofremos com evasão, com aposentadorias e mortes dos servidores”, disse Gaúcho. Já o coordenador jurídico do Sintuperj, Antonio Virgínio Fernandes, alertou: “O Hupe deveria ser referência no Estado, mas está imerso no caos. Temos 50% de contratos e, recentemente, o diretor do hospital anunciou a demissão de mais funcionários contratados. Fica claro que o governo não investe em saúde e educação, já que todo ano há corte no orçamento”.

Guilherme Motta, diretor da Asduerj, denunciou a contradição das universidades. “A evasão de professores é alta e muito complicada em um momento que o País forma muito mais doutores. Os professores da Uerj vão embora para as federais que têm melhores condições de trabalho. Não podemos deixar de lado o serviço público estadual e permitir este desfinanciamento”, avaliou.

Greve é sinalização Um ponto que aflige os servidores públicos é o período eleitoral que impõe a concessão de reajustes salariais até uma determinada data – 2 de julho. “Sabemos que o governo pode sancionar a Lei que concede reajuste aos servidores até o mês que vem. Como nós ficamos?”, questionou “Gaúcho”. O superintendente, Ivan Diniz, afirmou que não tem tempo e essa questão envolve mais estudos. “Não tenho condições de atendê-los este mês”. Sem qualquer avanço nas negociações e sem perspectiva de reajuste salarial, as entidades começam a sinalizar indicativo de greve.

Até quando? Ficou evidente a contradição da Seplag. São quase dez anos sem reajuste, as universidades em pleno desfinanciamento público e ainda faltam estudos? A cada dia, um setor da Uerj sofre com a falta de infraestrutura. A cada dia, os trabalhadores vêem seus salários achatados. E ainda faltam estudos? Enquanto isso, os representantes da Seplag se transformam em bodes expiatórios de Cabral que insiste em não negociar com as entidades. É bom lembrar que o dinheiro dos royalties nunca foi e não é destinado às despesas fixas, como os salários dos servidores públicos. Portanto, mais uma farsa do governo Cabral com suas lágrimas de crocodilo. Servidor, vamos arrancar nosso merecido reajuste. 82% já!

FONTE: www.sintuperj.org.br

terça-feira, 15 de junho de 2010

ASSEMBLÉIA PARA REAGIR AO GOLPE DE SÉRGIO CABRAL!

O governo Cabral está tentando destruir a UENF. Para os servidores técnicos, a decisão é de dar 22% e deixar um déficit de 67% sem ser resolvido. No caso dos professores da UENF, a receita ainda mais amarga: congelar os salários corroídos pela inflação até Dezembro de 2011!

A ADUENF considera que este é um ataque total à UENF, pois as medidas do governo Cabral vão apenas aprofundar a evasão que estamos enfrentando. Afinal, não há como competir com universidades e empresas com os salários que estão sendo propostos.

Para decidir o que fazer de forma unificada com os servidores da UENF e da UERJ, a diretoria da ADUENF está convocando seus associados para uma assembléia nesta 4ª. Feira, 16/06, 17:30, Auditório 1, P -5.

PROFESSOR: COMPAREÇA E PARTICIPE DAS DECISÕES QUE SERÃO TOMADAS!

DIRETORIA DA ADUENF

Gestão 2009-2011

sábado, 12 de junho de 2010

Assembléia ADUENF

Pauta da Assembléia:

1. Informes sobre reunião da SEPLAG que será realizada no dia 14 de junho. Nesta ocasião a ADUENF estará sendo representada pelos Professores Marcos Antônio Pedlowski e Luis Passoni.

2. Discussão sobre o nosso Estado de Greve.

Apesar das reitorias, a campanha salarial UENF/UERJ unificada continua

Grupo de alunos da USP, Unesp e Unicamp fecha Av. Paulista durante protesto

Cerca de 30 alunos da USP (Universidade de São Paulo), da Unesp (Universidade Estadual Paulista) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) fecharam a avenida Paulista (região central de São Paulo) por aproximadamente cinco minutos, no início da noite desta sexta-feira. Os estudantes se reuniram na tarde de hoje na altura do número 900 da avenida, em um protesto de apoio aos funcionários grevistas da USP.

Depois, os alunos seguiram a pé --pela faixa de ônibus-- com faixas e tambores, em direção ao MASP (Museu de Arte de São Paulo). A Polícia Militar chegou ao local da manifestação após a avenida Paulista ser liberada, os policiais fazem o isolamento da passeata.

"Estamos protestando pela falta de negociação dos reitores e queremos que se anule o corte do pagamento dos trabalhadores. Vândalo é o reitor que deixa mil famílias sem comer", afirmou André Barbieri, 22, estudante de ciências sociais da Unicamp.

Trânsito

Por volta das 19h20, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrava 167 km de congestionamento em São Paulo, o que equivale a 19,2% dos 868 km monitorados --índice normal.

No horário, a pista sentido Interlagos da marginal Pinheiros era a via com maior trecho de lentidão --9,3 km na pista expressa, da Castello Branco até a ponte Cidade Jardim. Na marginal Tietê eram 8,7 km no sentido Ayrton Senna, entre as pontes do Limão e Tatuapé.

Entre outras vias, o trânsito era lento no corredor da 23 de Maio, na Washington Luís, na Radial Leste e na avenida Carlos Caldeira Filho.

Deixem a liberdade fluirRoberto Barbosa

O que na ditadura militar o Brasil conheceu e repudiou como Ato Institucional, na Uenf está se notabilizando como sindicância. Este expediente tornou-se uma forma de coagir os críticos das medidas administrativas de uma reitoria ineficiente, desgastada, que já não tem a mínima condição de dialogar com os docentes.

Nos últimos dias, o instrumento de sindicância ou coação, voltou-se contra o professor Marcos Pedlowski . O ato administrativo foi iniciado (pasmem!) por conta de um editorial publicado no jornal da Aduenf.

A Universidade que deveria ser um espaço livre, aberto a manifestação do pensamento de todas as correntes, rendeu-se a uma medida arbitrária para sufocar a liberdade. O pior de tudo é que a medida representa uma agressão à Constituição Federal.

A reação emergiu cega pela fúria. Tentou responsabilizar o professor por um texto pelo qual não responde individualmente. Para quem entende o mínimo de norma jornalística, um editorial é de inteira responsabilidade da empresa ou entidade que está descrita no expediente da publicação. Portanto, neste caso específico, a responsabilidade cabe a diretoria da Aduenf e não apenas ao professor que foi emparedado pelos inquisidores.

O reacionarismo saiu do armário na Uenf e confundiu alhos com bugalhos. Tanto açodamento é compreensível. Diante de uma série de questionamentos que pairam sobre obras inacabadas no campus e com valores suspeitos, a reitoria da Universidade está cada vez mais avessa a liberdade de pensamento. Mas terá que aprender a conviver com as controvérsias, porque alunos e professores estão cada vez menos propensos a se calar diante do que Nelson Rodrigues definiria como óbvio ululante.

Os professores estão em campanha salarial. Entre os meios que utilizam para sensibilizar as autoridades, constam formas que desagradam. Faz parte do jogo democrático e este jogo não se vence com perseguições. Como ex-secretário de Comunicação do Município de Campos, ex-presidente do Centro de Informações Dados de Campos (Cidac) e consultor atualmente na área de comunicação de vários gestores, certifico que a melhor maneira de aparar essas arestas é com diálogo franco e aberto.

É preciso minimizar o drama de uma categoria que clama por aumento há mais de 10 anos e não martirizá-la com as mais mesquinhas reações. Aos inquisidores que apelam às sindicâncias, vale destacar que eles passam e a instituição, seus professores e alunos permanecem. Na condição de jornalista que assistiu o nascimento desta instituição, suplico: deixem a liberdade de pensamento fluir. Deixem a democracia prosperar. O arbítrio pode ser um companheiro sedutor, mas será uma péssima referência em qualquer história.

* Artigo publicado na última edição do jornal da Associação dos Docentes da Uenf (Aduenf)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A UENF VAI PARAR NO DIA 14 DE JUNHO PARA FAZER VIGÍLIA CÍVICA

Nesta próxima segunda-feira (14/06) os servidores da UENF irão paralisar todas as suas atividades para realizar uma vigília cívica para apoiar os representantes do "Fórum das Três" (organismo criado na Assembléia Unificada realizada por trabalhadores da UENF e da UERJ para coordenar as negociações com o governo do estado) que estarão se reunindo com dirigentes da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (SEPLAG) para receber as respostas do governo Cabral à pauta de reivindicações da UENF.

O ponto principal da pauta que foi entregue à SEPLAG em 01 de Junho de 2010 é a imediata reposição de 82% de perdas salariais acumuladas nos últimos 10 anos. A partir da resposta da SEPLAG, o Fórum das Três (ADUENF, ASDUERJ e SINTUPERJ) deverá formular um plano de lutas que poderá, inclusive, estabelecer a data de início de uma greve unificada na UENF e na UERJ.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

CAMPANHA SALARIAL 2010: ADUENF, ASDUERJ E SINTUPERJ CONVOCAM ASSEMBLÉIA UNIFICADA UENF/UERJ

Nesta 3ª. Feira (08/06) estaremos dando mais uma passo no sentido de consolidar a unidade dos trabalhadores da UENF e da UERJ para fortalecer ainda mais a luta por melhores salários e condições dignas de trabalho.
É que a partir das 14 horas estaremos realizando uma assembléia unificada no Auditório 02 do P-4, com a presença de uma delegação de trabalhadores da UERJ que estará no nosso campus para que possamos decidir os próximos passos da nossa luta.

Após a assembléia, realizaremos ainda um ato público em frente da entrada do Centro de Convenções, onde iremos tornar públicas as decisões tiradas, de modo a engajar toda a comunidade universitária neste movimento que procura não apenas recuperar o valor dos salários, mas também garantir o correto financiamento das universidades públicas do estado do Rio de Janeiro.

PARTICIPE DESTAS ATIVIDADES, APOIE DA LUTA EM DEFESA DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS E DOSSEUS TRABALHADORES!

domingo, 6 de junho de 2010

ASSEMBLÉIA E ATO PÚBLICO MARCARÃO O AVANÇO DA UNIDADE ENTRE OS TRABALHADORES DA UENF E DA UERJ!

Nesta terça-feira (08/06) a partir das 14 horas a luta dos trabalhadores da UENF e da UERJ terá mais uma atividade histórica, agora no campus da UENF em Campos dos Goytacazes. É que dando continuidade ao processo de unificação da luta em defesa das universidades estaduais e dos seus trabalhadores, uma caravana de professores e servidores da UERJ estará em Campos dos Goytacazes para que seja possível ampliar a discussão em torno dos próximos passos da campanha salarial unificada 2010. Após esta assembléia histórica, haverá um ato unificado em frente do Centro de Convenções da UENF onde serão apresentadas as decisões da assembléia e os próximos passos da luta pela reposição salarial e pelo correto financiamento das universidades estaduais fluminenses!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

DECISÕES DA ASSEMBLÉIA DA ADUENF DE 01.06.2010

1. Realização de assembléia unificada com a Asduerj e o Sintuperj com a realização de ato público para divulgar as razões da Campanha Salarial Unificada 2010.

2. Propor aos sindicatos da UERJ (Asduerj e Sintuperj) a formalização de um comitê de articulação sindical para orientar as ações conjuntas em relação ao governo do Estado.

3. Paralisação das atividades docentes no dia 14.06.2010 para realizar uma vigília cívica durante a realização da reunião dos sindicatos da UENF e da UERJ com representantes da Secretaria de Gestão e Planejamento (SEPLAG).

4. Criação da Comissão de Ética da ADUENF para tratar de possíveis violações de seu estatuto.

5. Moção de Repúdio à Reitoria pela abertura da sindicância contra o presidente da Aduenf por causa de editorial publicado na edição de Novembro de 2009 do Jornal da Aduenf.