terça-feira, 30 de novembro de 2010

ASSEMBLÉIA COMUNITÁRIA PARA UNIFICAR A LUTA NA UENF

ASSEMBLÉIA COMUNITÁRIA

DIA: 01/12/2010 – QUARTA-FEIRA

HORA: 10:00

LOCAL: QUADRA DO CCH

PAUTA

. INFORMES

. SITUAÇÃO DA UENF

ADUENF espera resposta do governo Cabral

A diretoria da ADUENF encontra-se agora em compasso de espera por uma resposta formal às demandas enviadas no dia 24.11.2010 como fruto da assembléia geral realizada naquele mesmo dia. A posição majoritária foi de dar um prazo adicional de 10 dias para que o Secretário Alexandre Cardoso pudesse se encontrar com o governador Sérgio Cabral para formalizar as respostas do governo do Rio de Janeiro às demandas salariais existentes na UENF.
Agora o que se espera é que o Secretário Alexandre Cardoso use bem o prazo que lhe foi dado, a seu próprio pedido, para produzir respostas que evitem o agravamento das tensões existentes na UENF neste momento. Do contrário, a volta da greve será inevitável, já a partir da próxima segunda-feira (06/12).
Aliás, a única forma de se impedir esta greve será a apresentação de compromissos formais por parte do governo do estado. Do contrário, os professores já definiram na assembléia do dia 24.11.2010 pela volta à greve, não estando prevista sequer a realização de nova assembléia até lá. No entanto, uma assembléia será convocada caso o governo Cabral apresente alguma proposta para resolver a grave crise que hoje intranquiliza a UENF.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O movimento dos estudantes na UENF faz parte da luta coletiva para salvar a instituição

A diretoria da ADUENF tem total concordância com as preocupações dos estudantes em termos da qualidade do ensino que está sendo oferecido na UENF. E para isto estará acompanhando de perto os possíveis problemas que sejam causados pela decisão de dar mais 10 dias para o governo Cabral apresentar uma solução para a grave crise que abala a instituição neste momento.
E esta crise não é apenas salarial, mas principalmente orçamentária na medida em que as atividades fim da instituição (i.e., ensino, pesquisa e extensão) estão recebendo um orçamento cada vez menor, o que certamente impacta qualidade da formação que está sendo oferecida ao seu corpo discente.
Finalmente, cabe ao secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, persuadir o governador Cabral não apenas a recompor os salários sendo praticados na UENF, mas também aprovar o orçamento proposto pelo Conselho Universitário para 2011. Sem essas soluções, a crise certamente se agravará no próximo ano.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Uenf: professores voltam ao trabalho até 5 de dezembro

A Uenf está funcionando, mas com os professores em estado de greve

Em uma assembléia realizada na manhã de ontem na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), os professores da Associação dos Docentes da instituição (Aduenf) decidiram retornar às atividades em estado de greve até cinco de dezembro, prazo do secretário Estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, para apresentar as reivindicações ao governador Sérgio Cabral. Se não houver acordo, os docentes podem entrar greve por tempo indeterminado.

Segundo o presidente da Aduenf, Marcos Pedlowski, um ofício foi enviado ontem a Alexandre Cardoso com as reivindicações, entre elas o reajuste de 22% do salário-base do corpo docente, retroativo à data do concedido ao pessoal técnico-administrativo, promovendo, segundo ele, a isonomia prevista no Plano de Cargo e Vencimentos em vigência. “Pleiteamos também a implementação, a partir do dia primeiro de novembro deste ano, da Bolsa por Dedicação Exclusiva, no percentual de 55% do salário-base do enquadramento do docente, por um período de 12 meses e máximo de 24 meses, ou até que o Conselho Universitário regulamente a Gratificação por Dedicação Exclusiva e o Governo do Estado a implemente, ou o que ocorrer primeiro”, concluiu.

http://www.odiarionews.net/wordpress/geral/uenf-professores-voltam-ao-trabalho-ate-5-de-dezembro/

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Alunos mobilizados e governo indisposto a negociar

Alunos fazem protesto na Uenf em apoio a docentes

Os alunos tentaram impedir a entrada de professores nos prédios

Cláudia dos Santos e Telmo Filho Em apoio à paralisação de 24 horas de professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), alunos da instituição fizeram uma manifestação na manhã de ontem, na entrada principal do campus. Eles aproveitaram para reivindicar o término das obras do restaurante para servir o “bandejão” e o aumento do valor das bolsas. Também ontem, após reunião com o secretário Estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, o presidente da Associação dos Docentes da Uenf (Aduenf), Marcos Pedlowsky, reclamou do que considera “intransigência” por parte do governo do Estado e disse haver grandes chances de retorno à greve por tempo indeterminado.

Segundo o universitário David Wigg, do Diretório Central, em assembléia na noite da última segunda-feira (22), os estudantes votaram pelo apoio aos professores. “Acreditamos que nos unindo, ajudamos aos professores no processo de aceleração da reposição salarial. Acreditamos que a greve é inevitável para acelerar a solução. Aproveitamos para levantar as nossas bandeiras também”.

O universitário expõe as principais reivindicações dos estudantes, que há anos lutam para a implantação de um restaurante que atenda às necessidades dos alunos, que são obrigados a pagar por alimentação mais cara. “Os valores das bolsas também estão muito defasados”.

David observa que o aluno que possui a bolsa de apoio acadêmico recebe apenas R$ 300,00 para se manter. Os alunos contam ainda com as bolsas de extensão e de iniciação científica, que pagam R$ 360,00 cada. “Só podemos ter uma bolsa. Como nos manter pagando pela sobrevivência com valores tão baixos?”.

Impedido pelos manifestantes de entrar na universidade, o professor Alberto Fernandes disse que ao impedem a pessoa de ir e vir, os manifestantes ferem a Constituição Federal. “A atitude deles é insensata e antidemocrática. Além disso, atrapalha todo o processo natural dos trabalhos de pós-graduação. Apesar de ser a favor do movimento, a atitude dos alunos é irresponsável”.

Após reunião, professores podem parar por tempo indeterminado

De acordo com o presidente da Aduenf, Marcos Pedlowski, na reunião no Rio houve um entendimento de reposição salarial em 22% e concessão de uma bolsa aos professores, sem o secretário Alexandre Cardoso ter definido valores e critérios. “Ele (o secretário) nos pediu 10 dias para apresentar as contrapropostas ao governador Sérgio Cabral e afirmou que, havendo greve, não negocia”, comentou.

Diante disso, Pedlowski informou que foi marcada para hoje, às 10h, uma assembléia dos professores para discutir o resultado da reunião na capital fluminense. Às 15h será a vez da Aduenf realizar uma reunião comunitária para definir os próximos passos do movimento. “Saímos da reunião frustrados e desapontados e acredito em grandes chances de retornarmos com a greve por tempo indeterminado”, concluiu.

Fonte: http://www.odiarionews.net/wordpress/geral/alunos-fazem-protesto-na-uenf-em-apoio-a-docentes/

domingo, 21 de novembro de 2010

Alexandre Cardoso chama ADUENF para reunião na 3a. feira

O Secretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Alexandre Cardoso, ligou para a diretoria da ADUENF na última 5a. feira para convidar o presidente da Aduenf, Prof. Marcos Pedlowski, para uma reunião nas dependências da SECT na 3a. feira (23/11) a partir das 15:30 h. O outro participante da reunião deverá ser o reitor da UENF, Prof. Almy Junior.
O único ponto da pauta da reunião deverá ser a situação salarial dos professores da UENF, segundo o que foi apontado na mensagem eletrônica enviada pelo secretário ao presidente da ADUENF.
Este é sem dúvida um passo importante, visto que em quase quatro anos de governo Cabral esta é a primeira vez que o secretário Alexandre Cardoso irá se encontrar com representantes da ADUENF, apesar das inúmeras correspondências que foram enviadas solicitando um encontro para discutir os mecanismos de reposição salarial.
Apesar de considerar este um passo importante na solução dos probemas afligindo a UENF neste momento, a diretoria resolveu manter a paralisação geral das atividades docentes para esta segunda-feira (22/11) e convocou uma asembléia para decidir o que deverá ser feito no dia seguinte quando deverá ocorrer a reunião na SECT. Nesta assembléia deverão também se manifestar lideranças estudantis que solicitaram a possibilidade de se manifestar e apresentar suas próprias demandas em prol da melhoria das condições de ensino da UENF.
Neste sentido, a diretoria da ADUENF entende que a unidade de toda a comunidade universitária da UENF poderá ser o elemento chave para a conquista de melhorias que extrapolam o campo salarial, ainda que este seja o principal motivo da mobilização dos seus associados.
Caberá ao governo Cabral atender estas demandas para demonstrar seu real compromisso com a UENF. Caso contrário, a situação dentro da instituição poderá se agravar, o que certamente não interessa a ninguém.

sábado, 13 de novembro de 2010

O governo Cabral precisa honrar seu compromisso com os docentes da UENF

As negociações de alto nível com o Governo do Estado, visando reverter a crise que se abateu na UENF com o esvaziamento salarial de seus docentes, chegaram ao fim com o término do calendário eleitoral: eleito em primeiro turno por larga margem, o Governador parece se sentir desobrigado de resolver o problema de uma categoria pequena, olhando-se do ponto de vista exclusivamente quantitativo de uma instituição interiorana, não obstante ser ela a 15ª melhor universidade do país.

Se o problema não foi gerado pela simples volta ao cargo do mesmo Secretário de Ciência e Tecnologia, que anteriormente havia se negado até a nos receber – em contraste com o empenho do Secretário Interino, Prof. Luiz Edmundo Horta, que até a uma reunião do Conselho Universitário da UENF compareceu na tentativa de mediar o conflito –, então, estamos diante de uma crise que em nada abrilhantará a fácil reeleição do Governador Sérgio Cabral. Infelizmente, a probabilidade maior é mesmo essa, vide o silêncio do titular da SEPLAG, homem forte do governo estadual, que antes demonstrara genuína preocupação e empenho em solucionar os graves problemas criados pelo arrocho salarial dos servidores da UENF e agora não responde aos nossos numerosos pedidos de audiência, ignorando inclusive o fato de que assumiu, diante de nós, compromisso neste sentido.

Estaríamos, nesse caso, diante de uma verdadeira reversão de expectativas antes mesmo do segundo mandato do Governador ter início, o que seria uma proeza negativa a se registrar. O que está em jogo não é só a imagem do governo que pretende revolucionar a educação no estado – diga-se de passagem, sem deixar claro como isso se articula à produção da inovação e do conhecimento produzidos na Universidade –, mas também do governo promotor de políticas públicas consistentes. O descaso com a UENF e o ensino público superior de qualidade no interior do Estado – sobre o qual o programa de governo é omisso – ocorre em sincronia com a crescente deterioração dos níveis de segurança no estado, onde o crime organizado, desalojado de seus territórios na capital, migra intacto, sob a complacência das autoridades governamentais, para a periferia metropolitana e as cidades do interior.

A possível retomada de nossa greve no próximo dia 22/11, caso não obtenhamos a volta das negociações com propostas concretas de revalorização salarial, após 10 anos de perdas inflacionárias não repostas, pode ser a fagulha a iniciar o processo de combustão do capital eleitoral recentemente amealhado, em meio ao mal-estar das omissões ou soluções superficiais feitas sob medida para alimentar popularidade e angariar votos sem resolver graves problemas.

Oxalá estejamos errados e tudo não passe de um problema ocasional em função dos rearranjos que ocorrem toda vez que há uma alternância nos ocupantes dos cargos dentro do poder executivo. Mas se assim não for, então, o que presenciaremos será um aprofundamento da desconfiança reinante no interior da UENF em relação aos reais compromissos do Governo Cabral com a manutenção do modelo institucional idealizado por Darcy Ribeiro, cujos frutos são persistentemente celebrados por este mesmo governo.

Campos, 13 de novembro de 2010.

DIRETORIA DA ADUENF

Gestão 2009-2011

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

DOCENTES DÃO MAIS UMA OPORTUNIDADE AO GOVERNO CABRAL PARA IMPEDIR A RETOMADA DA GREVE NA UENF

Os docentes da UENF reunidos na tarde desta 4a. feira (10/11) estabeleceram a data limite de 22 de Novembro para que a SECT e a SEPLAG apresentem o índice de reposição de perdas que deverá corrigir os seus salários, que se encontram hoje com uma perda média de 90% em função da inflação acumulada desde 1999.
A disposição de retornar imediatamente à greve ficou patente em diversas manifestações feitas ao longo da assembléia, mas acabou prevalecendo a posição da diretoria da ADUENF de dar mais uma oportunidade ao governo Cabral para que este apresente uma solução para a grave crise salarial que hoje causa a evasão de professores. Dados geradas pela própria reitoria da UENF mostram que apenas nos últimos 3 anos, cerca de 20% dos docentes da instituição abandonaram a instituição atraídos pelos melhores salários pagos sendo pagos principalmente pelas universidades federais.
O que se espera é que até o dia 22 de Novembro o governo Cabral cumpra o compromisso assumido com os professores da UENF que levou à suspensão da greve iniciada em 18 de Agosto de 2010, e que foi interrompida após o recebimento de um compromisso escrito e assinado pelos secretários da SECT e da SEPLAG.
De toda forma, ao longo da próxima semana a diretoria da ADUENF estará preparando a comunidade universidade para a eventual retomada do processo de greve, e fazendo contatos com o governo estadual para garantir a imediata retomada das negociações.
Finalmente, o que se espera é que o governo Cabral apresente de forma imediata a sua proposta de reposição salarial, visto que isto é a única forma possível de se manter a normalidade institucional dentro da UENF. Assim, a eventual retomada da greve será de responsabilidade única e exclusiva do governo que prometeu resolver o problema salarial dos professores da UENF e até hoje nada fez para cumprir a palavra empenhada por escrito.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ASSEMBLÉIA PARA DECIDIR O FUTURO DA CAMPANHA SALARIAL DOS DOCENTES

Em face da ausência de respostas por parte do governo Cabral acerca das negociações em torno da reposição salarial, a diretoria da ADUENF decidiu convocar uma nova assembléia para decidir as medidas a serem adotadas para conseguir o reinício imediato das negociações.
DIA: 10/11/2010 - QUARTA-FEIRA HORA: 17:00
LOCAL: SALA 206 DO CCT
PAUTA:
  1. INFORMES.
  2. DESDOBRAMENTO DA CAMPANHA SALARIAL.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

DIRETORIA DA ADUENF CONTINUA AGUARDANDO A RESPOSTA DO GOVERNO

A diretoria da Aduenf continua aguardando o contato da SECT e da SEPLAG para a próxima rodada de negociações em torno da pauta salarial dos servidores da UENF.
É bom lembrar que a diretoria da Aduenf propôs e os seus associados aceitaram suspender o movimento de greve iniciado em 18 de Agosto de 2010 após o compromisso firmado pelos secretários da SECT e da SEPLAG de negociar com os sindicatos da UENF após o encerramento do processo eleitoral.
Agora, passadas eleições, o governo Cabral está num inexplicável silêncio que levanta dúvidas razóaveis sobre a sua real disposição de chegar a um acordo que impeça a erupção de um novo processo de greve na instituição.
Para avaliar os próximos da Campanha Salarial, a diretoria da Aduenf se reuniu nesta 5a. feira e decidiu pela realização de uma assembléia docente no dia 11 de Novembro. Até lá se espera que haja o contato do governo.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ADUENF envia ofícío a secretários da SECT e da SEPLAG

A diretoria da ADUENF encaminhou no dia de hoje ofício aos secretários da SECT e da SEPLAG solicitando a marcação de nova audiência para continuar as negociações salariais acordadas para encerrar a greve iniciada em 18 de Agosto de 2010.
Agora resta esperar que os secretários agendem esta audiência de forma imediata. Caso contrário, a diretoria da ADUENF terá de se dirigir aos seus associados para decidir os próximos passos da campanha salarial.
O que se espera é que o governo Cabral honre seu compromisso de negociar com os servidores da UENF. Caso contrário, as repercussões sobre a normalidade institucional poderão ser muito negativas.