segunda-feira, 4 de abril de 2016

G1: Professores da Uenf entram em greve e pedem soluções para crise

Universidade em Campos, RJ, tem dívida de R$ 10 milhões.

Alunos e técnicos também estão com as atividades suspensas.

Do G1 Norte Fluminense, com informações da Inter TV


Professores realizaram uma intervenção no prédio da universidade pedindo "socorro" (Foto: Divulgação DCE Uenf/ Marcos Pedlowski)


Os professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), em Campos dos Goytacazes, se uniram aos alunos e aos técnicos administrativos e iniciaram uma greve nesta segunda-feira (4) em protesto contra a crise finaNceira que a instituição enfrenta.

A greve foi decidida em assembleia no último dia 29. A universidade já acumula dívida de R$ 10 milhões desde outubro de 2015, com atraso no pagamento nas contas de energia, luz, gases e telefone, já cortado. Em uma reunião realizada no dia 18 de março, o Conselho Universitário afirmou que se os problemas persistirem o fechamento será inevitável

Segundo o comando da greve, a previsão é que 80% da categora vai aderir ao movimento, que reivindica também o retorno do pagamento dos salários ao modelo que era aplicado até o ano de 2015, a rejeição do PLP 257/2016, a defesa do orçamento da Faperj de 2% da receita líquida do estado, a quitação de todas as dívidas da Uenf, além da reposição das perdas salariais acumuladas a partir de 1999

Em nota enviada ao G1, a secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) informou que a prioridade tem sido dos salários, que segundo a secretaria estão em dia. A Secti informou ainda que o governo do estado  tem feito repasses à Uenf, através da Secretaria estadual de Fazenda, de acordo com a disponibilidade de recursos em caixa e que novos pagamentos serão realizados o mais rapidamente possível, dependendo da disponibilidade de recursos

Greve dos aluno

Os alunos da universidade estão em greve desde de janeiro e revidicam pagamento das bolsas universitárias, atrasadas desde 2015, além da implementação do auxílio moradia; criação de pró-reitoria de assuntos estudantis; ampliação da gratuidade do restaurante universitário, que hoje funciona apenas para os cotistas.

Desde o início da greve, várias manifestações foram realizadas e acessos à universidade foram fechados, impedindo a entrada de professores e funcionários.

Greve dos técnicos de administraçã

Mais de 500 técnicos-administrativos da universidade também estão em greve. Eles pedem a reposição salarial, implementação dos auxílios alimentação,educação e saúde, além se seremcontra os cortes sofridos pela a universidade.
FONTE: http://g1.globo.com/rj/norte-fluminense/noticia/2016/04/professores-da-uenf-entram-em-greve-e-pedem-solucoes-para-crise.html