terça-feira, 29 de março de 2011

Autonomia Financeira da Uenf é Defendida Durante Audiência


Autonomia financeira, reposição salarial e a conclusão da obra do restaurante universitário. Estas foram as principais reivindicações levadas à Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) por representantes dos professores, estudantes, e pelo vice-reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), Abel Carrasquilla, durante audiência pública nesta quarta-feira (23/03).

De acordo com o deputado Samuquinha (PR), membro efetivo do colegiado que presidiu a reunião, todas as reivindicações são legítimas, tanto do corpo estudantil quanto dos sindicatos e da própria universidade. “Tem que haver um entendimento, essa é a nossa função como membro da Comissão de Educação. E, a partir da audiência pública de hoje, vamos, juntos, tentar obter um resultado melhor”, garantiu o parlamentar.

Presidente da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf), Marcos Pedlowski defendeu a autonomia financeira das universidades estaduais. “Essa autonomia é fundamental para que as instituições possam exercitar a plenitude do seu potencial, em prol do desenvolvimento do estado. Se adotarmos o modelo das universidades paulistas, onde o mínimo que se coloca todo ano representa 9% do recolhimento anual do ICMS do estado de São Paulo, nós teríamos o resultado que as instituições paulistas tiveram”, afirmou. Segundo ele, o mesmo modelo de autonomia financeira já foi implementado também no estado da Paraíba . “Acho que é chegada a hora de o estado do Rio assumir o seu papel de liderança na federação, seguindo os bons exemplos que foram iniciados pelo estado de São Paulo e que colocam, hoje, as três universidades paulistas entre as melhores do Hemisfério Sul”, pontuou Pedlowski.
O representante dos docentes lembrou, ainda, que a universidade está em greve desde dezembro, e que as perdas salariais já acumulam 100%, desde 1999.

“Quando a Uenf foi criada tínhamos dez cientistas da Academia Brasileira de Ciências e hoje só contamos com um profissional que está em vias de se aposentar. A instituição vem sofrendo com a evasão de professores”, acrescentou. A representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Uenf, Ana Carolina Neri, criticou a demora da conclusão das obras do bandejão. “A assistência estudantil é indispensável para o desenvolvimento da universidade. Os estudantes precisam ter um refeitório e o auxílio-moradia, o quanto antes”, frisou a estudante.
O deputado Marcelo Freixo (PSol), membro da comissão, alertou para o problema que pode ser causado pela falta do restaurante. “É estratégico e fundamental que o bandejão comece a funcionar, a falta pode inviabilizar a vida de um aluno. Quanto à autonomia financeira, isso só não acontece por falta de vontade política. A Constituição federal é clara quanto aos 6% da receita líquida que devem ser destinadas às universidades, essa é uma questão de concepção de desenvolvimento”, apontou Freixo. Também participaram da reunião os deputados André Lazaroni (PMDB); Claise Maria Zito (PSDB); Paulo Ramos (PDT); Clarissa Garotinho (PR); Luiz Martins (PDT) e Jânio Mendes (PDT), além de representantes da Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio (Asduerj).
Texto de Vanessa Schumacker

Clarissa vai conferir de perto o problema na UENF 

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Na noite desta sexta-feira, 25-03, a Deputada Clarissa Garotinho visitou a Universidade Estadual do Norte Fluminense –UENF, localizada no município de Campos , onde foi recebida pelo reitor Almir Júnior, além de conversar com alunos, professores e representantes da Associação dos Docentes da Universidade do Norte Fluminense (ADUENF). 

A UENF, que recebeu o título de segunda melhor universidade do Brasil, está atravessando um momento complicado. Os professores anseiam por reajuste salarial, os estudantes pedem melhor estrutura e acusam a reitoria de passividade com o Governador Sérgio Cabral que não resolve os problemas. A situação caótica culminou em uma greve que já dura quatro meses.

O Presidente da ADUENF, professor Marcos Antonio Pedlowski, comparou os salários das faculdades do Rio e da Paraíba para ilustrar a falta de valorização do profissional da educação no nosso estado. “Um professor Titular da Universidade Estadual da Paraíba ganha R$ 18 mil enquanto o mesmo professor do Rio ganha em torno de R$ 10 mil! Isso é muito pouco para a segunda maior economia da Federação”, criticou Pedlowski.

Para a aluna Ana Carolina Nery, representante do DCE da UENF, o descaso do Governo com os estudantes é total. “Não temos bandejão, não temos auxílio moradia, não temos auxílio alimentação. O próprio bandejão está com a obra parada somos obrigados a fazer nossas refeições em lugares muito caros”, disse.

A deputada Clarissa Garotinho colocou seu gabinete a disposição para intervir em apoio aos movimentos sociais. “A UENF foi construída por Brizola e Darcy para cumprir seu papel. Os professores precisam do nosso apoio, os alunos precisam do nosso apoio e eu sou mais uma na luta por melhorias nesta universidade”, ressaltou a deputada.

sábado, 26 de março de 2011

DEPUTADA CLARISSA GAROTINHA VISITA A UENF A CONTINUAR APOIANDO A LUTA EM SUA DEFESA

A deputada Clarissa Garotinho (PR) visitou o campus da UENF nesta 6a. feira (25/03) onde manteve encontros com a Reitoria, sindicatos e membros da comunidade universitária.  O encontro com os sindicatos ocorreu na Sala de Multimídia do CCH e ali houve um diálogo acerca dos próximos passos na luta pela defesa da UENF e dos direitos de professores, servidores e estudantes.
A deputada Clarissa Garotinho enfatizou que o seu mandato continuará aberto a receber as demandas oriundas dos sindicatos, mas destacou que é necessário que as eventuais reivindicações sejam apresentadas pelos próprios sindicatos, já que estes conhecem melhor o que necessita ser obtido para melhorar as condições de trabalho e estudo dentro da UENF.  A deputada ainda acrescentou sen entendimento de que a questão da autonomia financeira das universidades estaduais deverá ser alvo de debates dentro da ALERJ ao longo de 2011, comprometendo a buscar soluções que garantam o correto financiamento da UENF.  Finalmente, a deputada Clarissa Garotinho informou que seu mandato irá enviar um pedido de informações à Reitoria da UENF acerca da situação da obra do bandejão que se encontra paralisada neste momento.

Professores da UENF defendem autonomia financeira da Universidade

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Na manhã desta quarta-feira (23) a Comissão de Educação da ALERJ se reuniu com alunos, professores, representantes da Associação dos Docentes da Universidade do Norte Fluminense (ADUENF) e o vice-reitor da UENF para dirimir questões básicas sobre o abandono em que a Universidade se encontra. Em pauta estavam temas como o fim da greve; que já dura quatro meses, a autonomia financeira das universidades e melhorias na estrutura.

Segundo a representante do DCE, Ana Carolina Nery, a situação da UENF é calamitosa, o aluno está abandonado e tem que se desdobrar para conseguir sobreviver na faculdade. “Não temos bandejão, não temos auxílio moradia, não temos auxílio alimentação, não temos nada!”, afirmou a estudante em discurso na comissão. 

De acordo com a estudante, a Reitoria não tem se dedicado a resolver o problema dos alunos e tem assumido um papel de defensor do governo. O próprio bandejão, para qual a comissão destinou uma verba de R$ 5 milhões liberada há mais de quatro anos, está com a obra parada e tem gerado revolta entre estudantes.

“Somos obrigados a fazer nossas refeições em lugares muito caros, e não temos sequer auxílio refeição, mais do que querer nós precisamos do bandejão”, disse um dos alunos presentes na audiência.

A deputada Clarissa Garotinho (PR) fez questão de demonstrar seu apoio aos movimentos sociais presentes na audiência. “Os deputados devem ficar ao lado dos movimentos sociais. Os professores precisam do nosso apoio, os alunos precisam do nosso apoio, o governo não precisa”, ressaltou a deputada.

Os problemas da UENF não param nos estudantes. Um dos temas mais debatidos na Comissão foi a autonomia financeira da Universidade, como já acontece em outros Estados, de acordo com a Constituição Federal. A reunião discutiu ainda o fim da greve dos professores que lutam por melhorias nas condições de trabalho. O professor Marcos Antonio Pedlowski fez questão de mostrar sua revolta. “As universidades estaduais do Rio de Janeiro estão em petição de miséria. Um professor Titular da Universidade Estadual da Paraíba ganha R$ 18 mil enquanto o mesmo professor aqui não chega a ganhar R$ 15 mil! Com todo respeito ao Estado da Paraíba mas nós somos a segunda maior economia da Federação. Não podemos passar por isso”, desabafou.

Os professores e alunos garantem que grande parte do caos vivido pela UENF é causado pela insistência do Governo Estadual em não cumprir a Constituição, que diz que 6% do ICMS recolhido seja repassado para as universidades públicas. De acordo com os professores, o governador Sérgio Cabral mantém uma Ação de Inconstitucionalidade despachada com o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes que contesta e impossibilita esse repasse.

O Vice-Reitor Antonio Abel Carrasquilla foi representando o reitor da UENF, que não compareceu a audiência. Abel virou alvo das críticas dos alunos e professores que não se conformam com a passividade com que a reitoria assiste a degradação da Universidade.

A audiência ouviu também os deputados Marcelo Freixo (PSOL), Luiz Martins (PDT) e Jânio Mendes (PDT), além de professores e representantes do Sindicato. 

A próxima reunião da Comissão de Educação será no dia 30 de março e terá como pauta a análise do estatuto da FAETEC.

quinta-feira, 24 de março de 2011

DEPUTADA CLARISSA GAROTINHO VISITA A UENF NESTA 6a. FEIRA (25/04)




A deputada Clarissa Garotinho (PR) confirmou que virá visitar o campus da UENF nesta 6a. feira (25/03) a partir das 17:00 horas, atendendo A convite feito pelo Comando de Greve da ADUENF nos contatos estabelecidos na ALERJ para melhorar a mensagem enviada pelo governo Cabral para recompor em 22% os salários dos professores da UENF. A deputada Clarissa Garotinho será recepcionada no Mini-Auditório A do CCH, e depois deverá ainda realizar uma rápida visita a diferentes partes do campus.  
O Comando de Greve enfatiza a importância desta visita para os futuros desdobramentos da luta salarial que continuará ocorrendo no âmbito da ALERJ após o reinício das aulas e, neste sentido, convida a todos que prestigiem esta visita.

Campos dos Goytacazes, 24 de Março de 2011.
COMANDO DE GREVE DA ADUENF


AULAS NA UENF SERÃO REINICIADAS A PARTIR DE 04 ABRIL



COMUNICADO DO COMANDO DE GREVE

Reunidos em assembléia os professores da UENF decidiram pela suspensão do movimento de greve a patir do dia 04 de Abril de 2011. Esta decisão objetiva permitir uma reorganização do calendário escolar e a volta em tempo hábil dos estudantes para retomar suas atividades discentes.
 
Os professores decidiram ainda enviar uma correspondência ao governador Sérgio Cabral enfatizando que a concessão dos 22% parcelados em 4 vezes é insuficiente para corrgir as perdas salariais acumuladas desde Janeiro de 2009. Os professores aprovaram ainda o fortalecimento do Fórum Sindical composto pelas associações de docentes da UENF, UERJ e UEZO e pelo SINTUPERJ. Também foi aprovada nesta proposta que se faça um convite aos Diretórios Centrais de Estudantes para que se unam aos sindicatos de professores e servidores para ampliar a força do Fórum.
 
Outras decisões que  foram tomadas para continuar o processo de luta pela recomposição dos salários serão informadas após a realização de reuniões preparátórios ao longo do mês de Abril.
 
Finalmente, a maioria dos professores presentes deixou claro que o reinício das aulas em 04 de Abril representa apenas mais uma etapa na luta da defesa da UENF e dos salários de todos os seus servidores.

Campos dos Goytacazes, 24 de Março de 2011.
COMANDO DE GREVE DA ADUENF

terça-feira, 22 de março de 2011

PROFESSORES DA UENF EM GREVE DESDE 04 DE DEZEMBRO ARRANCAM 22% DE REPOSIÇÃO DO GOVERNO CABRAL

Nesta 3a. feira os professores da UENF mostraram ao restante dos servidores públicos do Rio de Janeiro que movimentos de greve podem sim arrancar conquistas salariais de governos tão intransigentes como o do governador Sérgio Cabral. Em greve desde 04 de Dezembro, os docentes da UENF tiveram hoje suas demandas parcialmente atendidas com a aprovação de 22% de reposição retroativas a Janeiro de 2011. Assim, já em Abril deverá haver uma folha suplementar para pagar os acréscimos relativos ao período de Janeiro a Março, sendo que o restante deverá ser pago nas folhas de abril, maio e junho.

Esta vitória sinaliza para a correção da decisão dos professores da UENF entrar em greve e sinaliza que o caminho da mobilização e da organização é o único possível para alcançar ganhos salariais. Esta experiência demonstra ainda que a tradição de luta da comunidade universitária da UENF, que já arrancou importantes conquistas como a autonomia universitária e o Plano de Cargos de Vencimento em greve, deverá ser utilizada para continuar defendendo a UENF.

Nesta 4a. feira deverá ocorrer uma importante audiência da Comissão de Educação da ALERJ para discutir os próximos passos da luta em prol da UENF. A importância desta audiência está expressa no compromisso assumido pelos deputados Marcelo Freixo (PSOL) e Clarissa Garotinho (PR) de que irão comparecer à audiência para participar das discussões que deverão ali ser realizadas.


segunda-feira, 21 de março de 2011

ALERJ DEVE VOTAR NESTA 3a. FEIRA A MENSAGEM DO GOVERNO QUE CONCEDE 22% DE REPOSIÇÃO AOS PROFESSORES DA UENF

A agenda de votações da ALERJ para esta 3a. feira inclui a votação da mensagem do governo Cabral que deverá conceder 22% de reposição de perdas aos professores da UENF. A partir da reunião do Colegiado de Líderes ocorrida na semana passada, a expectativa é que a mensagem seja apresentada de forma a retroagir o benefício a janeiro de 2011, o que implicará ainda no pagamento de 3 parcelas já em Abril, com as demais ficando para serem pagas nas folhas de Abril, Maio e Junho.

A postura intransigente do governo Cabral, representado na reunião do Colégio de Líderes pelos secretários Sérgio Ruy (SEPLAG) e Alexandre Cardoso (SECT) desmascaram qualquer discurso que seja feita acerca de um suposto compromisso deste governo com o fortalecimento das universidades públicas estaduais.

A verdade é que essa concessão, que está muito aquém dos quase 100% de perdas acumuladas desde 1999, só está sendo concedida em função do movimento de greve iniciado em 04 de Dezembro de 2010. 

Uma delegação de professores deverá ir até a ALERJ para acompanhar o processo de votação. Além disso, outra delegação mais ampla composta por professores, servidores e estudantes deverá ir na ALERJ na 4a. feira de manhã para participar de uma audiência promovida pela Comissão de Educação para analisar a crise institucional causada pelos baixos salários pagos na UENF.  

Todos estão convidados para participar de ambas as atividades que ocorerrão na ALERJ, bastando apenas entrar em contato com a secretaria da ADUENF no telefone 2739-7270 para reservar um lugar no veículos que estarão indo até a ALERJ.

quarta-feira, 16 de março de 2011

ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
COMISSÃO DE EDUCAÇÃO

  
OFÍCIO CE-ALERJ/17/2011      

                                                               Rio de Janeiro, 16 de março de 2011



À Direção da ADUENF,

Na qualidade de Presidente da Comissão Permanente de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, dirijo-me à direção desta entidade para convidá-los a participar da audiência pública que será realizada por este órgão técnico no dia 23 de março de 2011, quarta-feira, às 10 horas, na sala 316 do Palácio Tiradentes, sobre “A PARALISAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÂO NA UNIVERSIDADE NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO _ UENF”.
Aproveito a oportunidade para apresentar nossos protestos de elevada estima e consideração.


Atenciosamente,



Deputado COMTE BITTENCOURT
Presidente
  


COMUNICADO DO COMANDO DE GREVE

O Comando de Greve vem informar que o deputado Paulo Melo, presidente da ALERJ, convidou representantes da ADUENF para que estejam presentes amanhã na reunião semanal do colegiado de lideranças partidárias para tratar da mensagem do governo sobre a reposição das perdas salariais dos professores.
Esta reunião deverá ocorrer amanhã (5ª. Feira) a partir das 14:00 horas na ALERJ.

Assim que novas informações estiverem disponíveis em relação ao resultado desta participação da ADUENF na reunião na ALERJ as mesmas serão prontamente disponibilizadas a todos os professores.

O Comando de Greve entende que o agendamento desta participação é resultado da nossa greve e das articulações que logramos realizar dentro da ALERJ.

Campos dos Goytacazes, 16 de Março de 2011.

COMANDO DE GREVE DA ADUENF

segunda-feira, 14 de março de 2011

NOTA OFICIAL DA DIRETORIA DA ADUENF
            
A comunidade acadêmica da UENF vem há meses tomando conhecimento através da revista Somos Assim de supostas irregularidades praticadas pela atual administração da nossa universidade.  A diretoria da ADUENF entende que a Somos Assim, independentemente do que pensam alguns membros da comunidade universitária da UENF sobre sua credibilidade ou não, vem cumprindo o sagrado dever de liberdade de imprensa, amparada pela nossa Carta Magna. Saliente-se que a legislação infraconstitucional regula este direito, concedendo direito de resposta àqueles que se sentirem ofendidos, injuriados ou caluniados por suas reportagens. Além disso, o próprio Estado de Direito em que vivemos, permite a todos os seus jurisdicionados recorrerem ao Judiciário para os devidos reparos à honra daqueles que se julgam prejudicados por qualquer matéria publicada.
            A administração da Universidade não tomou nenhuma das medidas retro citadas, o que nos permite inferir que nada houve que ferisse a honra de alguém, o que nos leva a crer que as reportagens da Somos Assim, consideradas por algumas “mentes privilegiadas” como mero “denuncismo” jamais enlameou o nome da Instituição, haja vista que nenhuma voz se levantou  através dos  canais competentes para quaisquer reparações de eventuais violações praticadas pela Revista. Salientamos que é dever primário da Reitoria da UENF zelar pelo bom nome da Instituição.  A sua absoluta omissão quanto aos fatos narrados naquelas reportagens mais uma vez nos faz crer que, ao contrário do alegado na nota oficial emitida pela Reitoria em 11.03.2011, os mesmos não provocaram nenhum dano à Instituição.

Relembrando, algumas reportagens abordavam aos seguintes fatos:
1-    Por que dois quiosques absolutamente idênticos foram licitados através de dois processos distintos? Isto provocou uma situação no mínimo inusitada, pois foram homologados pela Reitoria dois valores diferentes para projetos idênticos, o que resultou em prejuízo ao erário público. Outro aspecto que deve ser destacado neste episódio é que o servidor responsável pela fiscalização dessas obras é parente próximo ao responsável por sua execução. Isto pode ser até legal, mas é, no mínimo, moralmente duvidoso.
2-    Por que a UENF adquiriu 150 televisores com preços superiores aos de mercado, conforme foi amplamente demonstrado na reportagem da Somos Assim? Esta aquisição feriu a Lei nº 8.666/93 – Lei das Licitações, em seu artigo 15 inciso III e em seu parágrafo 7º, inciso II, respectivamente: “Art.15 As compras, sempre que possível, deverão: inciso III- submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor privado e parágrafo 7º - a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do consumo e utilização prováveis, cuja estimativa será obtida, sempre que possível, mediante adequadas técnicas quantitativas de estimação”. É absolutamente evidente que tais princípios legais não foram observados na aquisição dos televisores, gerando, portanto, prejuízos ao erário público, não só pela diferença de preços na aquisição, como também pela formação desnecessária e indesejável em qualquer administração de elevados estoques de produtos eletrônicos, que se tornam rapidamente obsoletos pelo desenvolvimento da tecnologia.Saliente-se que  até hoje tais televisores encontram-se estocados, sem uso, com suas garantias esvaindo-se;
3-    Por que foi colocada uma placa de bronze no veículo oficial da Reitoria, indicando ”Reitor da UENF 0001” sem registro legal nos órgãos governamentais? Certamente para satisfação de vaidades pessoais incompatíveis com a postura desejada para membros da Administração Pública;
4-    Por que a administração atual da UENF foi tão leniente na condução da execução das obras do restaurante universitário – “bandejão”? A resposta está provavelmente na entrevista publicada na Somos Assim em 13 de março de 2011, com o engenheiro Luiz Carlos Siqueira, proprietário da Zuhause Engenharia, que demonstra claramente sérios problemas de ordem administrativa. O fato é que o restaurante deveria estar pronto faz muito tempo, e não está até hoje, demonstrando total incompetência na gestão do contrato de obras, pelo que o cronograma físico–financeiro constante do Edital de licitação das obras virou mera peça de ficção. Saliente-se que é obvio que atrasos sistemáticos em quaisquer obras geram prejuízos financeiros aos contratantes, o que demonstra mais uma vez perdas impostas ao erário público.

            Fica evidente que a revista Somos Assim exerceu durante meses seu direito constitucional de liberdade de imprensa e de informação; que todos os fatos citados restaram amplamente comprovados; que a Reitoria da UENF, por omissão, não vislumbrou nenhum fato que pudesse ser interpretado como mero denuncismo ou crimes de calúnia, injúria ou difamação, pois caso contrário teria a obrigação legal de defender os interesses e o bom nome da Universidade, o que não ocorreu. Portanto não se pode falar que a UENF ou seus servidores tiveram seus nomes enlameados. Se existe um mar de lama, é altamente provável que este se restrinja tão somente a alguns poucos gabinetes.
            Finalmente, a diretoria da ADUENF espera que, postos todos estes fatos, haja imediatamente a devida resposta por parte dos colegiados superiores da UENF, especialmente em face da possibilidade de que as repercussões a todos estes fatos já tenha alcançado órgãos judiciais e de controle dos gastos públicos.

            Campos dos Goytacazes, 14 de Março de 2011.


Marcos A. Pedlowski, Presidente
pela diretoria da ADUENF Gestão 2009-2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

ADUENF EM COMPASSO DE ESPERA PARA ENCONTRO COM O PRESIDENTE DA ALERJ

Após ter feito contato com o gabinete da presidência da ALERJ, o Comando de Greve da ADUENF agora aguarda a marcação da audiência que deverá definir a data da votação da mensagem do governo Cabral sobre a reposição salarial dos professores da UENF.

Até que isto aconteça não há qualquer perspectiva de retorno das aulas na UENF. Neste sentido, o Comando de Greve orienta a que todos os interessados na rápida resolução deste impasse enviem mensagens eletrônicas ao deputado Paulo Melo (paulomelo@alerj.rj.gov.br) solicitando a marcação da audiência com as representações sindicais da UENF ainda para a próxima semana.

O Comando de Greve adianta ainda que só haverá marcação de nova assembléia docente após a votação e promulgação da mensagem do governo Cabral, conforme decisão tomada pelos professores na última assembléia.

sábado, 5 de março de 2011

Servidores da Uenf mantêm paralisação e recebem apoio de parlamentares


A proposta de reajuste salarial aos servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), enviada pelo governo do Rio de Janeiro à Assembleia Legislativa do estado (Alerj) em fevereiro, gerou nesta semana a proposição de nove emendas parlamentares que buscam ampliar os benefícios oferecidos para os servidores, em greve desde dezembro do ano passado.  

A proposta do governo de reposição salarial de 22% em seis parcelas aos professores da instituição é considerada insuficiente pelos docentes - que apresentam uma pauta que inclui, entre outros pontos, a regulamentação definitiva do regime de Dedicação Exclusiva. Uma das emendas, apresentada pelo deputado Roberto Henriques (PR), exige a concessão de uma bolsa emergencial de 50% como forma temporária de remuneração do regime de DE, até que a Universidade proceda com a regulamentação definitiva.

“Tem faltado ao governo Cabral o mínimo de disposição para o diálogo, porque de intransigência em intransigência alongamos essa greve até aqui. Em dezembro tentamos iniciar um processo de negociação com o secretário de ciência e tecnologia, que em janeiro falou só com o reitor, e em fevereiro enviou mensagem para a Alerj. Se ele tivesse conversado conosco, seria melhor. O governo, ao ignorar o sindicato, alongou a greve”, avalia o presidente da AdUenf Seção Sindical, Marcos Pedlowski.

Para ele, o número alto de emendas reflete o apoio parlamentar à luta dos servidores da Uenf e é fruto da mobilização dedicada de professores, servidores e estudantes junto à sociedade fluminense. “A categoria está coesa e forte. Difícil acabar com a paralisação sem uma solução que atenda a pauta de reivindicações que foi votada em assembleia”, reitera.

O presidente da Alerj, Deputado Paulo Melo (PMDB), afirmou que a matéria só volta para a mesa de votação quando os professores forem ouvidos. Em assembleia realizada nesta semana, os docentes aprovaram a continuidade da paralisação e definiram uma agenda que inclui o envio de mensagens eletrônicas aos deputados que compõem a Alerj para solicitar apoio às emendas. Os servidores decidiram, ainda, enviar uma comitiva para presenciar o processo de votação da mensagem do governo, ainda sem data para ocorrer.

Ao mesmo tempo em que exigem melhorias salariais, os servidores da Uenf reivindicam a apuração de denúncias, enviadas recentemente ao Ministério Público Estadual, sobre possíveis irregularidades cometidas na gestão do reitor Almy Junior. Entre os principais motivos apontados ao MPE, estão obras licitadas por valores exorbitantes e outras inacabadas.
“Ao longo de 2010, surgiram várias denúncias e a universidade as tratou de forma impassível. A questão é grave e deve ser apurada pela Justiça. Não dá para aceitar que o recurso público da universidade seja objeto de qualquer tipo de tentativa de mau uso”, completa Pedlowski.

quarta-feira, 2 de março de 2011

ASSEMBLÉIA DECIDIR MANTER GREVE ATÉ VOTAÇÃO E PROMULGAÇÃO DA MENSAGEM DO GOVERNO CABRAL


Reunidos numa assembléia que acabou lotando o Auditório 1 do Prédio P-5, os professores da UENF avaliaram de forma demorada o momento da greve iniciada em 04 de Dezembro de 2010. Após um debate de mais de 2 horas, por maioria expressiva foi decidida a manutenção da greve até que a ALERJ vote as emendas propostas à mensagem do governo do estado e que haja a promulgação da lei que for aprovada por parte do governador Sérgio Cabral.

Os professores aprovaram ainda a continuidade da campanha de envio de mensagens eletrônicas aos deputados que compõem a ALERJ de forma a solicitar apoio às emendas apresentadas para melhorar a proposta original do governo do estado. Os professores decidiram que também deverão enviar uma comitiva para presenciar o processo de votação da mensagem do governo. 

Para agilizar o processo de votação, o Comando de Greve deverá entrar imediatamente em contato com o deputado Paulo Melo (PMDB), presidente da ALERJ, para agendar uma audiência com a ADUENF, o SINTUPERJ e o DCE-UENF para negociar melhorias na mensagem enviada pelo governo do estado.


terça-feira, 1 de março de 2011

MENSAGEM DO GOVERNO RECEBE NOVE EMENDAS E O PRESIDENTE DA ALERJ AGORA VAI SE REUNIR COM OS GREVISTAS ANTES DE RECOLOCAR A MATÉRIA EM DISCUSSÃO NO PLENÁRIO




A mensagem do governo do estado do Rio de Janeiro propondo 22% de reposição em seis parcelas para os professores da UENF recebeu um número recorde de emendas que visam ampliar os benefícios a serem oferecidos para a categoria. Além disso, o presidente da ALERJ, Deputado Paulo Melo (PMDB) assumiu o compromisso junto aos deputados Marcelo Freixo e Janira  Rocha, ambos do PSOL, de só recolocar a matéria em votação após receber a ADUENF e o SINTUPERJ para uma audiência.

O número alto de emendas que reflete um alto apoio parlamentar aos servidores da UENF é produto da mobilização continuada de professores, servidores e estudantes que acreditaram na sua força de mobilização. Este resultado também demonstra a correção dos rumos estabelecidos em assembléias, onde ficou estabelecido uma pauta pela qual o Comandos de Greve da ADUENF e do SINTUPERJ, com o apoio da diretoria do DCE-UENF, vem organizando a solidariedade ao movimento de greve iniciado em 04 de Dezembro de 2010.

Finalmente, é preciso agradecer a todos os deputados, independente de sua filiação partidária, que vem apoiando a luta dos servidores da UENF. Estes parlamentares entendem  bem o papel estratégico que a nossa universidade ocupa num futuro melhor para o estado do Rio de Janeiro e seu povo. 




ROBERTO HENRIQUES SE SOLIDARIZA COM O MOVIMENTO DOS SERVIDORES DA UENF E APRESENTARÁ EMENDA À MENSAGEM DO GOVERNO


O deputado Roberto Henriques (PR), 4o. vice-presidente da mesa diretora da ALERJ, entrou em contato com o Comando de Greve da ADUENF para se solidarizar com a luta salarial dos servidores da UENF, e adiantou que irá apresentar uma emenda à mensagem do governo do estado para garantir a concessão de uma bolsa emergencial de 50% como forma temporária de remuneração do regime de Dedicação Exclusiva até que a UENF proceda com a regulamentação definitiva da D.E. Se aprovada esta emenda teria implementação retroativa a 01 de Novembro de 2010, como decidido na Assembléia realizada pela ADUENF em 24.11.2010.

Esta emenda se soma a outras três emendas que já foram preparadas, e refletem um esforço sendo realizado dentro da ALERJ para melhorar a situação salarial dentro da UENF.

Durante o seu contato telefônico, Roberto Henriques enfatizou seu compromisso com a luta em defesa da UENF e de seus servidores. A partir de um convite feito pelo Comando de Greve informou que deverá visitar o campus Leonel Brizola para ouvir de perto as demandas dos sindicatos representativos de professores, servidores técnicos e estudantes.

O Comando de Greve avalia que o crescimento do apoio parlamentar às reivindicações dos sindicatos da UENF é estratégico para a defesa de salários e da própria UENF.
ATO DE PROTESTO CONTRA O AUTORITARISMO DO GOVERNO CABRAL
HOJE, 3a. FEIRA, 14 HORAS
 PRÉDIO DA REITORIA DA UENF

Nesta 3a. feira a mensagem imposta pelo governo Cabral para quebrar a greve dos servidores da UENF está na pauta de votações.  A colocação de uma mensagem que claramente não atende os interesses dos professores e, tampouco, dos servidores técnicos é uma clara demonstração de que o governo Cabral não está buscando soluções definitivas para resolver a crise instalada na UENF.

Mas a ADUENF e o SINTUPERJ não vão aceitar calados este desrespeito e vão continuar lutando para que soluções negociadas com os sindicatos sejam implantadas, de forma a garantir a recuperação real dos salários de todos os servidores da UENF.

Apóie e participe deste ato! Defender salários é a apenas a primeira etapa de uma longa luta em  defesa da UENF pública, gratuita e democrática!