quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Matéria sobre greve na UENF publicada no jornal O DIÁRIO

À espera de solução para problemas da Uenf pelos parlamentares da Alerj

Em greve desde o dia 4 de dezembro, os professores e servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) esperam que após o recesso parlamentar, a nova bancada de deputados eleita na Assembleia Legislativa (Alerj) produza avanços nas negociações com o governo estadual, diante do fracasso dos entendimentos com o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso. Ontem à tarde, os grevistas fizeram panfletagem na Pelinca; hoje, o trabalho será no centro de Campos. “Em dezembro, fizemos uma reunião no gabinete do secretário Alexandre Cardoso no dia sete, quando ficou acordado que em janeiro as negociações para encerrar a greve iniciada no dia quatro seriam retomadas após o recesso do final de ano. Agora que se chega ao final janeiro, há que se perguntar por que o secretário manteve silêncio total em relação à retomada das negociações”, disse o presidente da Associação dos Docentes da Universidade (Aduenf), Marcos Pedlowski.

Segundo Pedlowski, dois ofícios foram enviados pelo comando de greve da Aduenf ao longo do mês solicitando a retomada urgente das negociações. Entretanto, Cardoso não respondeu à solicitação dos professores e servidores da universidade. Durante a reunião, o secretário acenou com uma reposição de 22%. “Uma reposição dessa não representa nada diante das perdas da categoria, hoje em torno de 100%”, disse o professor.

Na volta das atividades na Alerj, os grevistas esperam inflar de novo o movimento junto aos parlamentares. “Durante o recesso ficamos sem interlocução na Alerj. Agora, iremos buscar de novo apoio dos deputados. Afinal de contas, toda a boa vontade de professores, servidores e estudantes até agora só encontrou um muro de silêncio e indiferença. A greve continuará até que as negociações sejam retomadas com base na pauta enviada no último dia 24 de novembro. A palavra agora está com o governo Sérgio Cabral”, concluiu Pedlowski.