segunda-feira, 14 de abril de 2014

Site Ururau faz extensa matéria sobre greve geral na UENF

Mesmo com proposta, alunos da Uenf decidem pela manutenção da greve

Gerson Gonçalo / Carlos Grevi
Classe quer garantias de que ações apresentadas serão cumpridas pela reitoria

Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (14/04), alunos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) decidiram pela manutenção do acampamento e da greve. Eles não rejeitaram a proposta apresentada pela reitoria de reajuste da bolsa estudantil e funcionamento emergencial do bandejão, mas querem uma garantia da efetivação da mesma.

Na última quinta-feira (10/04) a Uenf apresentou um ofício ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade se comprometido com o funcionamento emergencial do Restaurante Universitário a partir do início do 2º semestre letivo, bem como a equiparação do auxílio-cota e da bolsa de apoio acadêmico aos valores praticados na Uerj a partir do retorno das atividades letivas do 1º semestre letivo de 2014.



“A proposta atende as nossas reivindicações, mas queremos garantia de que realmente vai sair do papel. Também estamos reivindicando um auxílio-moradia de R$ 250, que não foi discutido nesta proposta que nos foi apresentada”, disse um dos integrantes do Diretório Central dos Estudantes, Bráulio Fontes.

Durante a assembleia, os estudantes decidiram pela manutenção do acampamento no prédio da reitoria, que teve início com a greve de fome do estudante de agronomia Luiz Alberto Araújo da Silva, no dia 07 deste mês, e mais tarde aderida por Gustavo Frare do Valle, estudante de ciências biológicas. A greve de fome foi encerrada na última quinta-feira, mediante a apresentação da proposta pela reitoria.


“A greve de fome de Luiz e Gustavo acabou, mas o acampamento vai permanecer até que uma das reivindicações seja realmente efetivada”, disse Bráulio. Pelo menos 12 alunos de graduação estão acampados no prédio da reitoria.

A equipe de reportagem doSite Ururau entrou em contato com a assessoria da Uenf para saber o posicionamento da universidade sobre a decisão dos estudantes pela manutenção do acampamento e quanto a reivindicação auxílio-moradia, que por meio de nota respondeu que a Reitoria mantém o compromisso firmado com os estudantes no Ofício divulgado sexta-feira (11/04) e esclarece o que segue:

A Reitoria da Uenf já deu início a um estudo de viabilidade orçamentária para saber se é possível arcar com os custos do auxílio-moradia. Caso isso não seja possível dentro do atual orçamento da Uenf, a Reitoria se empenhará para obter junto ao Governo os recursos necessários, pois reconhece que a demanda é justa e necessária para a manutenção dos alunos carentes na instituição.

O processo de licitação para a compra dos equipamentos e utensílios do Restaurante Universitário já havia sido iniciado antes da greve dos estudantes (pouco antes da visita do secretário de estado de Ciência e Tecnologia, Gustavo Tutuca, à Universidade, no mês passado).

O reajuste das bolsas será efetivamente pago a partir do retorno às aulas.

Com relação à água amarelada, a Prefeitura da UENF já está tomando as providências necessárias para sanar o problema. Como não são todos os bebedouros que estão apresentando água com este problema, a Reitoria acredita que se trate de um problema pontual. Além disso, a Reitoria informa que já foram comprados bebedouros e filtros novos que deverão ser instalados em breve.

SEM ACORDO 

Também em greve servidores da Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte) e integrantes da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf) e do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades (Sintuperj) não avançaram nas negociações. Hoje um ato unificado, a paralisação teve início com a greve dos professores no dia 13 de março deste ano.

Na pauta de reivindicação dos docentes estão dois pontos básicos: reposição de 86,7% das perdas salariais relativas ao período entre 1999 e 2013 e pagamento de 65% pelo regime de Dedicação Exclusiva.



“Não recebemos nenhuma proposta do governo, a não ser o reajuste salarial de 35%, mas não foi aceita pela categoria”, disse o professor doutor e pesquisador do Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) da Uenf, Marcos Pedlowski.



Já as principais reivindicações dos profissionais da Fenorte(em greve desde o dia 17de março) são: reposição salarial de 63,3% pelas perdas inflacionárias dos últimos oito anos; redefinição do estatuto da Fenorte, concedendo a mesma uma missão e visão concreta, alcançando as necessidades da sociedade e o caráter continuativo de suas ações; revitalização da Fenorte e reajuste do auxílio-creche e auxílio-alimentação dos servidores da instituição (esse último foi concedido num valor inferior ao requerido).

Os integrantes do Sintuperj reivindicam reajuste salarial de 86,7% e melhorias de trabalho e da estrutura do prédio da instituição.

O comando de greve da Aduenf anunciou as atividades desta semana: nesta terça-feira (15/04), às 05h, saída de delegação da ADUENF à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), já as 08h45, visita do presidente da FAPERJ, Ruy Marques ao CCT. Na quarta-feira (16/04) às 08h, concentração na Uenf. E às 09h, panfletagem no Shopping Estrada.

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FONTE: http://ururau.com.br/cidades43550_Mesmo-com-proposta,-alunos-da-Uenf-decidem-pela-manuten%C3%A7%C3%A3o-da-greve