Clarissa Garotinho critica Sérgio Cabral e apoia greve na UENF

Deputada Clarissa critica o descaso de Cabral com servidores

 Mauro Pimentel / Divulgação - ALERJ

Deputada Clarissa Garotinho criticou duramente Sérgio Cabral pelas promessas não cumpridas aos professores da Uenf

Paulo Renato Pinto Porto

A deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) criticou o descaso do governador Sérgio Cabral (PMDB) para com os professores e técnicos do corpo administrativo da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). Os profissionais da instituição estão em greve. "Como um dos membros da Comissão da Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) tenho acompanhado a luta dos professores por melhores salários. Há quase três anos que o governador vem enrolando os profissionais da Uenf. No final do ano passado, o governo prometeu e o presidente da Alerj (deputado Paulo Mello) anunciou que enviaria a mensagem para ser discutida e votada em fevereiro. Num ano eleitoral como esse, se essa matéria não for votada agora ficará prejudicada e somente voltará a ser apreciada no ano que vem", ressaltou. 

Clarissa declarou também estar preocupada com a migração de professores para outras universidades e teme pela queda dos índices da Uenf no ranking das melhores instituições de ensino superior do País. "A Uenf está entre as melhores universidades do Brasil, duas vezes premiada pelo CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), que conta em seus quadros com professores altamente qualificados, mestres e doutores, mas que hoje vive uma situação bastante preocupante. Tanto é verdade que hoje quando abre um concurso não consegue preencher as vagas de professor porque os profissionais são afugentados para outras universidades", analisou ainda. "Ao pensarmos no fortalecimento da Uenf é preciso pensar na valorização do corpo docente e o corpo técnico para que eles sejam valorizados, com a reposição de suas perdas salariais, e tenham melhores condições de trabalho", acrescentou Clarissa.

Quanto à Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte), cujos profissionais também acabam de entrar em greve, a deputada se manifestou contra a sua extinção e defende que o órgão tenha seu papel estrategicamente redesenhado. "Sou contra a extinção da Fenorte como alguns querem, mas favorável à flexibilização da legislação para que aqueles profissionais mais dedicados à pesquisa possam atuar junto à universidade, que necessita desses quadros".
 

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