segunda-feira, 31 de maio de 2010

Acompanhe as negociações

Após ação de entidades, governo admite negociação

Membros da Asduerj, do Sintuperj e da Aduenf reuniram-se, na última sexta-feira (28/05), com representantes da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplag). O encontro foi agendado após uma manifestação dos trabalhadores das universidades do Estado no dia último dia 19.

As entidades foram recebidas pelo titular da Superintendência de Carreiras e Remuneração (Sucar), Ivan Diniz Oliveira. O órgão foi criado recentemente dentro da estrutura da Seplag com a incumbência de negociar carreiras, reajustes salariais e outras questões trabalhistas com os servidores.

Na reunião, o superintendente demonstrou conhecer a pauta de reivindicação dos trabalhadores da Uerj e assumiu o compromisso de negociar os pormenores, inclusive com relação aos planos de carreira. As entidades reafirmaram sua disposição para negociar, mas cobraram do representante do governo urgência na reversão da defasagem salarial e a melhora das condições de trabalho.

Trabalhadores reafirmam negociação conjunta

O representante do governo tentou, mais uma vez, evitar uma negociação conjunta com os trabalhadores da Uerj e da Uenf. Com a justificativa das peculiaridades de cada caso, o superintendente sugeriu que as reuniões fossem feitas em separado, mas foi prontamente contestado pelos dirigentes sindicais. Os trabalhadores declararam conhecer bem as especificidades de cada categoria, mas que não abrirão mão de participar conjuntamente de todas as negociações. "Não se trata de criar uma camisa de força, mas nossa perspectiva é construir um fórum de entidades que potencialize nossas lutas comuns, como a recuperação dos salários, sem sacrifício de nossas diferenças", afirmou a presidente da Asduerj, Cleier Marconsin. As representantes do Sintuperj lembraram ao superintendente que a categoria dos servidores técnico-administrativos da Uerj encontra-se em estado de greve e que depende do governo a radicalização ou não do movimento. No próximo dia 14 de junho, uma nova reunião será realizada com todas as entidades para discutir a pauta de reivindicações da Uenf. Neste dia, deverá ser agendado um encontro para as discussões dos problemas da Uerj.

Cabral limita reajuste a pouco mais de 8%

O governo do Estado anunciou na última sexta-feira (28/05) que pretende reajustar o salários dos servidores da Segurança e algumas outras categorias do Estado em 2010. Porém, o índice de recomposição não será muito superior a 8%, segundo o Jornal "O Dia".

Como tem sido praxe do governo Cabral, o reajuste não será linear nem contemplará todas as categorias do Estado. O governo parece raciocinar como se a inflação atingisse apenas alguns trabalhadores e de forma desigual. Na Uerj, só no período em que Cabral ocupa o Palácio Guanabara, os trabalhadores já acumulam mais de 15% de defasagem sem direito a nenhuma compensação das perdas inflacionárias.

Fonte: www.asduerj.org.br

UENF na contramão da História!

Quase 40 anos após um dos piores momentos enfrentados pelas universidades brasileiras, a UENF, vem presenciando um processo interno sem precedentes para os dias de hoje. Quando lutamos pela autonomia da UENF não poderíamos pensar que a falta de diálogo agravada por um comportamento personalista fosse comprometer os procedimentos acadêmicos que deveriam reger esta instituição. Certamente, o saudoso Prof. Darcy Ribeiro não poderia, sequer, imaginar que isto fosse acontecer exatamente na Universidade do Terceiro Milênio.
LEIAM A REPORTAGEM DA REVISTA SOMOS!!!

PS: Para ampliar pressione com o mouse na figura e depois ainda pode pressionar ctrl e +.

Pró-Reitor faz uma boquinha!

domingo, 30 de maio de 2010

Secretário não comparece à reunião e entidades afirmam estado de greve

Ao final nada avançou, apenas o horário do superintendente que saiu às pressas para outro compromisso

Depois de adiar a reunião, o secretário de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy, não compareceu ao encontro com as entidades sindicais na manhã desta sexta-feira, dia 28. Representantes da Aduenf, Asduerj e Sintuperj – em campanha salarial unificada – levaram as reivindicações dos trabalhadores e pressionaram pela abertura de negociação com o governo do Estado. Os dirigentes foram recebidos pelo superintendente de Carreira, Remuneração e Treinamento, Ivan Diniz, e seu assessor, Pedro Brás. Ambos justificaram a ausência de Sérgio Ruy devido a uma viagem.

Unificação da pauta

Luís Passoni, representante da Aduenf, abriu a reunião reforçando o objetivo da mesma: a abertura de um canal de diálogo com o governador Sérgio Cabral. Para além das questões específicas da Aduenf, como aumento de vale alimentação e auxílio creche, Passoni levantou as questões gerais: “A diferença salarial das nossas universidades estaduais em relação às federais é absurda e a evasão de professores é a nossa realidade, infelizmente”. O dirigente ainda lembrou o índice de defasagem salarial de 82%.

O representante e coordenador geral do Sintuperj, José Arnaldo Gama, afirmou que a unificação da campanha salarial entre as entidades representa um grande salto político. “Esta campanha é histórica entre as universidades e, a cada dia, nossa luta se fortalece. E, em nossos estudos, o que temos acompanhado é que as contas do governo estão super positivas enquanto nossos salários estão precários. Sabemos também que existe margem de negociação, já que o governo gasta apenas 36% da receita com pessoal”, explicou Arnaldo que reivindicou o repasse dessa verba para as universidades estaduais.

Recomposição Já

De acordo com a pauta específica da Asduerj, a presidente da entidade, Cleier Marconsin, questionou a falta da dedicação exclusiva do docente na Uerj. “A Uerj é a única universidade do Brasil que não tem dedicação exclusiva e este fato vai na contramão do que o Ministério da Educação (MEC) e outros órgãos respaldam”, ela declarou pedindo antecipação da dedicação da Uerj que está prevista para 2012. “A unificação de nossa campanha salarial representa a nossa disposição política de somar forças para que cada setor e cada categoria consigam o melhor, superando as diferenças salariais”, afirmou.

Guilherme Mota, diretor da Asduerj reforçou a questão da evasão de quadros da universidade. “A evasão de recursos humanos da Uerj é enorme e isto não é algo que vamos recuperar com facilidade. Estamos perdendo professores no meio da carreira, além da redução de jornada que se tornou comum aqui e a antecipação da aposentadoria. A recomposição salarial é fundamental para evitar uma situação ainda pior na Uerj”, acrescentou.

E o nosso PCC?

O coordenador geral do Sintuperj, Jorge “Gaúcho” lembrou que existe uma minuta emperrada na Secretaria de Planejamento e Gestão. “Esta minuta está empacada na Seplag há dois anos e garante melhorias ao nosso Plano de Cargos e Carreiras e até hoje nada”, disse. O dirigente solicitou uma cópia do documento, no entanto, continua na burocracia do protocolo da Seplag. “Se tivermos que chegar a uma greve, chegaremos! Estamos em estado de greve e precisamos de uma solução imediata”, alertou “Gaúcho”. Segundo o coordenador jurídico do Sintuperj, Antonio Vírginio Fernandes, os servidores precisam ser tratados com mais dignidade. “Estamos com 82% de defasagem salarial e este número não é inventado, ele advém de uma série de índices de inflação e, por isso, tão necessária nossa recomposição salarial”, pontuou.

Mais Mentiras

Ao contrário do que os dirigentes afirmaram e provaram sobre as contas do governo, o superintendente, Ivan Diniz, afirmou que o Estado está passando por uma situação muito difícil. Vergonhosamente, Diniz ainda citou o caso dos royalties do pré-sal. “Depois que a Câmara Federal aprovou a retirada dos royalties e a divisão dos mesmos, o Estado se encontra em uma situação muito difícil. Vocês precisam esperar”, ele sugeriu. Nesse momento, Jorge “Gaúcho” respondeu: “Até quando vamos esperar? Já são nove anos! Queremos saber prazo”.

Nova Reunião

Diante da pressão, o superintendente declarou que não pode adiantar nada, pois a Secretaria retomou os estudos sobre este caso e, então, propôs uma próxima reunião para segunda-feira, dia 14/6, para tratar questões específicas da Uenf. Embora o superintendente tenha a intenção de fragmentar a unidade entre as entidades sindicais, Arnaldo e Cleier enfatizaram: “Estamos em campanha salarial UNIFICADA e, portanto, as três entidades virão, nesse dia, acompanhar a conversa”.

Avaliação

Ao final nada avançou, apenas o horário do superintendente que saiu às pressas para outro compromisso. A hora é agora e temos que mostrar nossa força para o governo. Teremos assembléia unificada em Campos no próximo dia 8/6 e já lotamos dois ônibus para a atividade. Garanta já o seu lugar e a sua força nessa luta! As inscrições podem ser feitas no Sintuperj e na delegacia sindical do Hupe. Compareça e traga o seu colega junto! Vamos fazer um ato público nas ruas de Campos após a assembléia.

Juntos Somos Fortes!

Fomte: www.sintuperj.org.br

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Seplag receberá sindicatos da Uerj e da Uenf

A primeira vitória da campanha salarial unificada das universidades estaduais já foi alcançada. Está marcada para o dia 27 de maio, próxima quinta-feira, às 10h30, uma audiência entre o secretário de Planejamento, Sérgio Ruy Barbosa, e três sindicatos ligados às Universidades do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Estadual do Norte Fluminense (Uenf). Eles pretendem levar diversos pleitos da categoria, entre eles, melhoria das condições de trabalho dentro das universidades e ainda a recomposição salarial de docentes e funcionários destas instituições de ensino superior. A falta de diálogo com o governo estadual era uma das queixas dos sindicatos. A reunião foi obtida após a Associação de Docentes da Uerj (Asduerj), a Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) e o Sindicato Estadual dos Trabalhadores das Universidades Estaduais (Sintuperj) saírem da comissão de Educação da Assembleia Legislativa (Alerj) e irem até a Secretaria de Planejamento (Seplag), na última quarta-feira, dia 19. No local, eles foram recebidos pelo chefe de gabinete do secretário, Marcio Colmerauer, que fez a agenda para a semana seguinte. Em recente entrevista à FOLHA DIRIGIDA, o secretário de Planejamento, Sergio Ruy, explicou os motivos pelos quais o governo não pretende abrir negociação salarial no momento. "Os professores da Uerj ganharam Plano de Carreira em 2008 que estará concluído no primeiro semestre de 2011, onde os vencimentos têm aumentos semestrais. O nosso compromisso com os professores da Uerj é a implantação do plano de carreira até o fim", ressaltou o secretário, comentando também a questão dos docentes da Uenf. "O governo anterior aprovou um Plano de Carreira que foi integralmente cumprido pelo governo atual e se concluiu em 2008", contou ele. Sergio Ruy informou também que esta e as demais categorias do Estado, precisariam aguardar a definição da arrecadação dos royalties do petróleo pelo Congresso Nacional para que o Estado possa negociar novos reajustes salariais. Ainda assim, o secretário confirmou a reunião para o dia 27. "Recebemos quaisquer entidades de trabalhadores ligadas ao Estado, desde que haja uma audiência solicitada. Assim, os representantes dos funcionários da duas universidades serão recebidos. A Seplag pretende apenas ouvir as reivindicações", contou. De acordo com o secretário, recentemente, em função de excesso de arrecadação tributária por parte da Secretaria de Fazenda, o governador Sergio Cabral pôde atender boa parte das reivindicações de suplementação orçamentária das duas universidades. "Foram reforçadas com R$10 milhões para a Uerj e R$5 milhões para a Uenf", revelou. Comentando que a secretaria ainda não conhece detalhes do pleito que a categoria levará para esta reunião, Sergio Ruy rebateu a crítica de que o Plano de Carreira para a Uerj, implementado pelo estado, teria sido imposto pelo governo aos professores. "O plano de carreira foi negociado com a Secretaria de Ciência e Tecnologia e com a Uerj. Não se trata de uma imposição, tanto que foi discutido e votado na Assembleia Legislativa", argumentou. Sobre a necessidade de realização de concursos para aumentar o quadro de docentes nas duas universidades, outro ponto também bastante questionado pelos sindicatos, o secretário limitou-se a esclarecer que o pedido de realização deve partir das universidades. "A Seplag não faz concursos de outros órgãos, apenas autoriza a sua realização", frisou. Já sobre a ida em caravana até Brasília, outra proposta na qual os sindicatos estão cogitando, para pedir apoio ao Supremo Tribunal Federal (STF) na luta pela autonomia universitária e pelo cumprimento da destinação de seis por cento da receita líquida do estado para as instituições, o secretário salientou que "a Uerj e a Uenf gozam de plena autonomia financeira, com cotas para empenhamento de despesas a cada quatro meses e plena liberdade para remanejar as verbas para pessoal, custeio e investimento e eventual solicitação ao governador para remanejamento entre esses grupos". E, sobre o repasse de seis por cento da receita, Sergio Ruy disse que "o estado questiona esse dispositivo através de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), tendo ganho uma liminar favorável e continuará procedendo como atualmente até que a Justiça se manifeste", finalizou.

25/05/2010

Alessandra Novaes - alessandra.novaes@folhadirigida.com.br

Fonte: www,folhadirigida.com.br

domingo, 23 de maio de 2010

O Estranho Comportamento de um Reitor!

19 de Maio: Um Dia de Vitória na Unificação UENF/UERJ

UERJ e UENF: Sindicatos saem da ALERJ com propostas

Alessandra Novaes - alessandra.novaes@folhadirigida.com.br

Encaminhar pedidos de audiência com o presidente da Assembléia Legislativa (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), com os líderes do governo na Casa; fazer atos públicos; e ainda planejar uma ida em caravana a Brasília, para pedir ajuda ao Supremo Tribunal Federal (STF) para o cumprimento do repasse dos 6% da receita líquida do estado para as universidades estaduais e para a obtenção da autonomia universitária, especialmente na questão financeira. Essas foram as propostas tiradas da primeira audiência pública na Comissão de Educação da Alerj, após a unificação da luta pela recomposição salarial de docentes e funcionários das Universidades do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

Os novos encontros e intermediação com o governo foram sugestões do presidente da comissão, deputado Comte Bittencourt (PPS), os atos públicos foram propostos pelo deputado Paulo Ramos (PDT), e a ida a Brasília, idéia do deputado Alessandro Molon (PT). A reunião que, marcou o apoio definitivo da comissão à causa dos trabalhadores, contou também com a presença dos deputados Marcelo Freixo (PSol) e Rodrigo Dantas (DEM), todos favoráveis às reivindicações.

Lotando a sala destinada para a audiência, ela teve que ser transferida para o Plenário da Casa. Com o objetivo principal de buscar apoio para as duas principais reivindicações das universidades, recomposição salarial de 82% e melhoria das condições de trabalho, a audiência foi uma iniciativa de três entidades sindicais ligadas às universidades: Associação de Docentes da Uerj (Asduerj), Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) e Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais (Sintuperj). As entidades prepararam dossiês com o detalhamento da questão salarial e fotos dos problemas físicos das universidades e entregaram aos deputados que compõem a comissão. As propostas diferenciadas, apresentadas pelos deputados, surgiram das visões que os sindicatos possuem do assunto. Para o deputado Comte Bittencourt, a intenção da comissão é sempre propositiva. "Queremos ajudar a intermediar a negociação com o governo, se está difícil o diálogo entre eles, e sugerir formas de solucionar problemas", afirmou o parlamentar.

O deputado Paulo Ramos polemizou ao perguntar de que lado estariam os reitores das duas universidades. "Onde estão os reitores, do lado das universidades ou do governo?", alfinetou ele, acrescentando que acredita que os trabalhadores da Uerj e da Uenf "estão consumindo energia com quem já demonstrou que não tem qualquer compromisso com universidades e servidores", apontou, referindo-se claramente ao governador do estado, Sergio Cabral.

O deputado Marcelo Freixo (PSol) aprovou a unificação da luta. "É fundamental e extremamente importante, e independe da vontade dos reitores", destacou. Freixo disse também que considera que o que está em questão no caso das universidades é a forma de ver e tratar a universidade. "A concepção de conhecimento adotada não valoriza a produção da inteligência. Tanto que o orçamento tem sido reduzido para as universidades. Nada é por acaso", salientou. Ele foi apoiado, em parte, pelo deputado Alessandro Molon que também acredita que, embora a luta salarial seja justa, é preciso olhar a questão de forma mais ampla. "A ida ao STF deve ter foco na defesa da autonomia universitária, para que tenham verbas previsíveis e, internamente, possa discutir a destinação. Se fizerem a caravana, podem contar com minha presença", afirmou.

Para sindicalistas, audiência teve objetivo alcançado

Antes de irem em passeata em direção à Secretaria de Planejamento, onde até o fechamento da edição não haviam sido recebidos, os sindicalistas das três entidades consideraram positivo o encontro com os parlamentares. Asduerj, Aduenf e Sintuperj acreditam que, com o apoio da comissão, terão mais um mediador para conseguirem efetivar as negociações com o governo do estado do Rio. "Nos últimos anos, não temos conseguido conversar com os sucessivos governos. Quando nos recebem, os representantes, muitas vezes, nos tratam com desrespeito e sarcasmo", acusou a professora Cleier Marconsin, presidente da Asduerj, dizendo que na Alerj encontraram o espaço para debaterem suas questões. A docente da Faculdade de Serviço Social afirmou ainda que não vê sentido no argumento do governo Cabral em associar melhorias salariais à recuperação dos royalties do petróleo. "Nunca ganhamos baseados em royalties, por que seria agora?", questionou. Embora solicitem a recomposição salarial de 82%, as duas associações docentes, da Uerj e da Uenf, afirmaram durante a reunião que seus índices de defasagem já ultrapassam este montante. A professora Cleier, da Asduerj, apontou que em janeiro de 2010, a defasagem salarial já atingiu 83,25%, enquanto o professor Marcos Pedlowski, presidente da Aduenf, afirmou que as perdas já somam 89,75%. Outro ponto importante levantado pelas duas entidades foi a perda de docentes, que prestam concursos e migram para outras universidades onde podem ter melhor remuneração. A presidente da Asduerj afirmou que, em dois anos, 44 professores, muitos deles doutores, deixaram a universidade. "A Uerj tem, segundo dados oficiais, 2.132 professores e 3.900 técnicos", contou a professora, que acredita que deveria haver cerca de seis mil docentes. O professor Pedlowski apresentou uma situação ainda mais dramática. Segundo ele, a Uenf perdeu, nos mesmos dois anos, cerca de 30% de seus docentes, em um total de apenas 300. "E as vagas liberadas em concursos não repõem sequer aqueles que saíram naquele ano. Tememos que, no futuro, cursos fechem por falta de professores", comentou. Ele considerou que o maior ganho deste encontro foi a abertura de diálogo com a Alerj e ainda a intenção dos parlamentares de conseguirem um encontro com o governador. As duas associações também criticaram os projetos de expansão apresentados pelas universidades. Embora considerem tais medidas importantes, não veem como elas possam ser eficientes sem que seja realizada previamente uma melhoria nas estruturas das universidades.

Para José Arnaldo Gama, um dos coordenadores-gerais do Sintuperj, que representa os funcionários técnico-administrativos das duas universidades, a audiência foi mais uma etapa vencida na luta por melhores salários. "Junho é o prazo máximo para tentarmos arrancar do governador esse reconhecimento e valorização. Apesar de ainda não termos conseguido, queremos convencer o governador que as universidades são importantes para o estado", destacou.

Lembrando, durante a audiência, que ao ser empossado chanceler da Uerj, o governador disse que esta seria "a jóia da sua coroa", Arnaldo salientou que o tratamento recebido pelas estaduais não é condizente com a afirmação. Ele também achou importante a proposta do deputado Alessandro Molon. "Fazermos juntos uma caravana ao STF com os parlamentares é fundamental. Vamos tentar fazer isso até a primeira quinzena de junho. Encontrar, para o estado do Rio, um mecanismo permanente de financiamento para as universidades é importante para suas estruturas", afirmou o sindicalista. Ele lembrou que, no dia 8 de junho, será feita mais uma assembléia conjunta da Uerj e Uenf, em Campos dos Goytacazes.

Fonte: http://www.folhadirigida.com.br

Asduerj e Sintuperj vão a Campos para Assembléia Unificada

Dando sequência ao que os sindicatos chamam de "luta unificada das universidades públicas estaduais", será feita uma assembléia unificada no dia 8 de junho, às 14 horas, com a participação da Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Asduerj), do Sindicato dos Trabalhadores da Universidades Estaduais (Sintuperj) e da Associação de Docentes da Uenf (Aduenf), na própria Uenf, em Campos dos Goytacazes. A Asduerj e o Sintuperj organizarão uma caravana para levar docentes e técnico-administrativos. Os servidores devem se inscrever nas entidades representativas. Serviço Caravanas: Sintuperj - (21) 2234-0945 e 2334-0058 / Asduerj - (21) 2264-9314 e 2587-7579.

Fonte: http://www.folhadirigida.com.br/script/FdgDestaqueTemplate.asp?pStrLink=7,119,78,231404&IndSeguro=0

Trabalhadores da Uerj e Uenf lotam a Alerj

Pouco mais de oito da manhã e os servidores já começavam a se mobilizar. Alguns vinham, ansiosos, direto ao Sintuperj, outros já esperavam no portão principal pelo ônibus e ainda havia aqueles que ainda panfletavam e convocavam os colegas de trabalho. Foi nesse clima de mobilização que cerca de 100 servidores saíram da Uerj para participar da audiência pública desta quarta-feira, dia 19, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Com o tema Situação salarial e condições de trabalho nas universidades públicas estaduais, a audiência teve o objetivo de pressionar o Legislativo pela abertura de um canal de diálogo com o governador do Estado, Sérgio Cabral. Inicialmente, o debate seria realizado na sala das comissões que tem capacidade para no máximo 50 pessoas e, imediatamente, a audiência foi transferida para o plenário da Câmara. Os deputados Comte Bittencourt (PPS), Alessandro Molon (PT); Marcelo Freixo (PSOL) e Paulo Ramos (PDT), que compõem a Comissão de Educação, marcaram presença e se mostraram solidários à luta dos trabalhadores.

“Sucatear e privatizar. Entra e sai reitor, as regras não mudam. Parece que esta é a cartilha do governo que os reitores insistem em seguir”, afirmou o presidente da Associação dos Docentes da Uenf (Aduenf), Marcos Pedlowski. Este foi o consenso geral entre os trabalhadores que já não aguentam mais tanto abandono, descaso e precarização nas universidades estaduais. Indignados, os servidores marcaram presença no Parlamento e nas ruas do Rio de Janeiro. De acordo com o coordenador geral do Sintuperj, José Arnaldo Gama, o prazo final para tentar arrancar o reajuste do governo é até junho. “Cabral diz que não tem dinheiro, mas o Estado gasta apenas 36% de seu orçamento em despesas de pessoal, ou seja, há margem para reivindicarmos nossos direitos”, acentuou.

Uma andorinha só não faz verão: mobilização já!

“A união faz a força e vamos mostrar nossa mobilização forte para eles”, garantiu o servidor da Prefeitura do Campus da Uenf, Daniel Pedra Soares, que citou problemas na manutenção, inúmeras terceirizações e falta de funcionários. De acordo com Daniel, hoje, a Uenf conta com uma alta defasagem de funcionários estatutários, o que resulta em um grande processo de precarização e esvaziamento do quadro funcional.

Izáqui Oliveira, servidor há 26 anos do CTI Cardíaco do Hupe, acredita que unidade é fundamental para abrir um canal de diálogo. “Vamos mostrar que juntos somos fortes. Vivemos problemas imediatos com a falta de concurso público, de estrutura, de planta física térrea”, afirmou. Nesse ponto, o coordenador geral do Sintuperj, Jorge “Gaúcho” foi enfático ao se dirigir à bancada do plenário da Alerj e denunciou. “Se vocês acham que a situação nas universidades está ruim, podem acreditar que a situação é muito pior. Quando nos referimos ao Hupe, à falta de equipamentos e condições de trabalho no hospital, precisamos considerar que pessoas morrem mais facilmente. Isso é responsabilidade do governo que não faz nada para recompor nosso quadro de funcionário; reajustar nossos salários”, ele questionou.

Os estudantes também estiveram presentes e a conselheira discente, Caroline Castro, acredita que estar na Alerj é mais um passo rumo aos avanços e explica a importância do envolvimento de toda a comunidade universitária nesta luta. “A campanha salarial perpassa pela qualidade da universidade e faz parte de um projeto maior”, ratificou.

Autonomia universitária: direito da universidade e da sociedade

“Os prédios caem por falta de verbas, nossos salários estão corroídos”, delatou Pedro Brasil, diretor executivo do Sintuperj e trabalhador da Uenf. As denúncias no plenário da Alerj e os depoimentos dos trabalhadores representaram a política deste reitor completamente alinhada à política do governo de Sérgio Cabral, ou seja, o completo DESFINANCIAMENTO da universidade. E, por isso, a falta de verbas e investimento. “A ordem é destruir e precarizar os direitos trabalhistas. É impressionante como o governo trata o movimento sindical como inimigo, já que, até hoje, nenhum governo quis sentar conosco para tratar sobre as universidades”, declarou a presidente da Asduerj, Cleier Marcosin que lembrou do Plano de Carreira Docente (PCD) elaborado pelo reitor e por Cabral que quebrou a isonomia dos técnico-administrativos. “Esta é a primeira audiência pública desta campanha unificada histórica do movimento dos trabalhadores desta universidade. É muito importante a unidade dos trabalhadores das universidades estaduais neste momento de sucateamento do serviço público”, acrescentou Cleier.

“É inaceitável o atual quadro de pessoal da Uerj. Para ter um bom funcionamento, precisaríamos de 6 mil funcionários e, hoje, temos apenas 2 mil. Inclusive, nós entregamos um dossiê a todos os deputados da Comissão de Educação com denúncias sérias sobre as atuais condições de trabalho e infraestrutura vividas em nossa universidade”, declarou José Arnaldo Gama.

Luís Passone, representante da Aduenf reforçou que autonomia financeira é um instrumento importante para planejar a expansão da universidade e o próprio orçamento. Diante deste debate, o deputado estadual, Alessandro Molon (PT), propôs uma ida ao Supremo Tribunal Federal (STF) de modo a pressionar pela garantia da autonomia às universidades do Rio de Janeiro. “Não podemos depender da boa vontade do governador. Vamos à Brasília procurar os ministros e pressionar pela autonomia universitária”, sugeriu Molon.

Onde está o reitor?

Mais uma vez, o reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, não compareceu a esta importante audiência sobre a nossa situação salarial e condições de trabalho. Seguindo os mesmos passos ou até mesmo a mesma cartilha, o reitor da Uenf, Almy Junior, também não compareceu. Ironicamente, os trabalhadores caracterizaram um boneco e apontaram em uma placa: “Malfeitor da Uerj”.

O deputado estadual, Paulo Ramos (PDT), provocou: “Afinal, o reitor representa o governo ou a universidade? Onde estão os reitores da Uerj e da Uenf?”. Vale lembrar que Vieiralves assinou um termo de compromisso com a Uerj, mesma ocasião que Cabral declarou que a Uerj era a joia da coroa deste governo. Qual o projeto de Uerj deles? Certamente, não é o nosso projeto: o projeto dos trabalhadores. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) fez questão de afirmar: “Não é falta de agenda, porque o reitor tem tempo para atender, por exemplo, o DCE da Uerj, os setores imobiliários e o próprio governador. O que concluímos é que se trata de prioridade política e eles não priorizam os trabalhadores”, afirmou Freixo.

Emergência no CAP

Operando com apenas 50% do quadro de pessoal, incluindo docentes, bibliotecas abandonadas, cantina sem estrutura. Esta é a situação do Colégio de Aplicação da Uerj denunciada pelo representante da Associação de Pais e Professores (APP), Jerônimo. “Temos uma política de governo clara, mas não temos uma política de Estado. Falta projeto. No CAP, a situação é dramática, parte dos professores estão abandonando as turmas, as condições da infraestrutura são as piores possíveis e os pais vêm denunciando frequentemente. Nós somos solidários ao movimento dos trabalhadores porque acreditamos no ensino público, gratuito e de qualidade”, disse Jerônimo.

Propostas Aprovadas

A Comissão de Educação apresentou duas propostas que foram recebidas com entusiasmo pelos trabalhadores. Uma delas diz respeito à realização de uma audiência pública para tratar da atual situação vivida pelo Colégio de Aplicação da Uerj (CAp) para o próximo dia 02 de junho. Outra proposta, foi a criação de uma comissão da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Públicas para ir, em caravana com os trabalhadores, a Brasília. O objetivo é conseguir uma audiência com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida por Sérgio Cabral para congelar o repasse dos 6% da Receita Tributária Líquida à Uerj. Outra proposta aprovada foi a apresentação de emendas, por parte das entidades sindicais da Uerj e Uenf, à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2011.

Fonte: http://www.sintuperj.org.br/portal/pg_materia.asp?id=493

quinta-feira, 20 de maio de 2010

COMUNICADO DA DIRETORIA DA ADUENF

A diretoria da ADUENF vem saudar os seus associados pela massiva paralisação que ocorreu no dia de ontem no campus principal e também no campus avançado de Macaé. A diretoria da ADUENF avalia que a força desta mobilização e a nossa unificação com os sindicatos da UERJ são parte significativas do sucesso que alcançamos no dia de ontem na cidade do Rio de Janeiro. Neste sentido, informamos que além de uma rica audiência pública no plenário da Alerj, a mobilização de ontem logrou obter o que muitos diziam ser impossível, qual seja, a abertura de um canal diálogo com o governo Sérgio Cabral! Assim, no dia 27 de maio uma comissão dos três sindicatos que atuam na UENF e na UERJ terão uma audiência com o Secretário Sérgio Ruy, da Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG), para tratar especificamente da questão da reposição das perdas salariais.

Apesar de reconhecer de que ainda tenhamos muito trabalho pela frente no sentido de assegurar a nossa reposição salarial, a diretoria da ADUENF não pode deixar de sinalizar que é a nossa mobilização que está garantindo a abertura das negociações após quase 4 anos de total negligência do governo

Cabral. Por isto mesmo é que devemos continuar mobilizados e comprometidos com a defesa de nossos salários e do pleno financiamento da UENF e da UERJ.

Unidos venceremos!

Campos dos Goytacazes, 20 de Maio de 2010.

DIRETORIA DA ADUENF

Gestão 2009-2011

Aberto Diálogo com Governo Cabral

terça-feira, 18 de maio de 2010

Rodada de negociação entre reitores e servidores de universidades paulistas termina sem acordo

A segunda rodada de negociações entre servidores das universidades estaduais paulistas e os reitores da USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) e Unicamp (Universidade de Campinas), que aconteceu nesta terça-feira (18), terminou sem acordo. Mesmo com uma contraproposta dos funcionários, que aumentaria os salários em pouco mais de 12%, o Cruesp (o conselho de reitores) voltou a defender 6,57% de reajuste.

Em nota, o Cruesp disse que o valor proposto “confirma o esforço de preservação e de crescimento salarial em curso nos últimos anos.” Na primeira reunião, os servidores pediram 16% de reajuste.

Segundo o diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Aníbal Cavali, não foi marcada outra rodada de negociações. De acordo com o sindicalista, os funcionários querem concluir a discussão do reajuste para, então, poder partir para outros pontos de pauta. “Enquanto não resolver de forma a contento, a questão salarial, a gente não quer discutir os outros itens”, disse.

Os funcionários das três instituições estão em greve. Durante a reunião, manifestantes fecharam a rua Itapeva, sede do Cruesp.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/05/18/segunda-negociacao-entre-reitores-e-servidores-de-universidades-paulistas-termina-sem-acordo.jhtm

CAMPUS AVANÇADO DA UENF EM MACAÉ PARALISA NO DIA 19 DE MAIO

Em uma assembléia conjunta que significa um momento histórico de unificação das lutas por melhores condições de trabalho dentro da UENF, professores e servidores técnico-administrativos lotados no campus avançado de Macaé decidiram paralisar as atividades no dia de manhã (19/05) como demonstração da sua disposição de participar da campanha salarial unificada UENF/UERJ. Eis as decisões desta assembléia histórica - Professores e funcionários do Campus Avançado da UENF irão aderir à paralisação do dia 19/05.

- Pela manhã irão confeccionar cartazes, manifestando suas preocupações e tentarão estabelecer contato com empresas de comunicação em Macaé para que divulguem uma manifestação que ocorrerá a partir das 13:30 h em frente ao hall de entrada (estacionamento) do campus avançado. Os participantes da assembléia do campus avançado de Macaé decidiram ainda que convidarão alunos de graduação e pós-graduação para manifestar seu apoio às justas reivindicações de professores e servidores técnico-administrativos. A diretoria da ADUENF saúda com grande entusiasmo estas decisões por entender que estamos avançando de forma significativa na unificação dos servidores da UENF em prol da luta da reposição das perdas salariais e pelo efetivo financiamento das universidades estaduais.

Paralisação para obrigar o Governo Cabral negociar!

sábado, 15 de maio de 2010

Campanha salarial unificada 2010: Todos à audiência pública na Alerj no dia 19/05

Audiência pública no dia 19 é passo importante no processo de luta pela recomposição de nossos salários

O Sintuperj reuniu sua categoria na última quinta-feira, dia 13, para discutir a campanha salarial e o Congresso da Classe Trabalhadora (Conclat), entre outros assuntos. Antes de entrar nos pontos de pauta específicos, a direção do Sintuperj deu informes relacionados aos precatórios e ao não-posicionamento da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia com relação à pauta de reivindicação dos trabalhadores. Além desses assuntos, a direção voltou a enfatizar a importância dos trabalhadores comparecerem à audiência pública na Alerj na próxima quarta-feira, dia 19.

Precatórios O coordenador Alberto Mendes informou que a categoria infelizmente teve uma perda com a aprovação do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) dos precatórios. Pela nova regra, não há mais a obrigatoriedade em seguir a ordem da fila de pagamento dos precatórios. A PEC estabelece que 50% dos recursos reservados aos precatórios devem ser pagos em ordem cronológica e o restante pode ir a leilão. Há, ainda, a opção de pagamento por meio de câmaras de conciliação, que deverão ser criadas pelo devedor (Estado ou Município).

No caso dos leilões, o estado poderá optar pelo pagamento prioritário das dívidas de menor valor ou daquelas as quais o trabalhador oferecer o maior desconto. “Ou seja, o executivo, hoje, pode escolher qual precatório pagará”, explicou Alberto. Com o fim da obrigatoriedade em respeitar a ordem de pagamentos, os trabalhadores da Uerj saem perdendo, já que o “Atrasadão” é o primeiro precatório da fila.

O governo e a mobilização Infelizmente, ainda não há respostas concretas do governo para os trabalhadores. Esta realidade foi comentada pelo coordenador geral José Arnaldo Gama. “Quando nos reunimos com o subsecretário de Ciência e Tecnologia, João Regazzi, ele disse que precisaria tirar algumas dúvidas sobre a pauta de reivindicações dos trabalhadores com a reitoria. Mais uma manobra pra nos fazer esperar. Mais um professor da Uerj está no governo e nada faz”, afirmou.

Ele também enfatizou a importância da categoria estar firme e presente na audiência pública que será realizada no próximo dia 19, na Alerj. A audiência será realizada pela Comissão de Educação da casa legislativa e discutirá o seguinte tema: “Situação salarial e condições de trabalho nas Universidades Públicas Estaduais”. Neste dia haverá paralisação na Uerj e Uenf para que os trabalhadores tenham condições de acompanhar a audiência. Em seguida haverá um ato nas escadarias da Alerj. Um ônibus sairá da Uerj para levar os trabalhadores à Alerj. A concentração será às 9h na entrada principal da Uerj – Campus Maracanã.

Unidade Outro informe dado, está relacionado ao Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe) que realizará uma Plenária na próxima segunda-feira, dia 17, às 15h. Esta plenária, envolvendo todo o setor público estadual, acontecerá no Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (Iaserj). O lugar foi escolhido como forma de protesto pela destruição imposta pelo governador ao único instituto voltado para os servidores públicos do estado. O Sintuperj participará da atividade.

A presidente da Asduerj, Cleier Marconsin, saudou a assembleia e falou da importância da unidade e da mobilização para vencer o governo. “Nós, trabalhadores, estamos vivendo um processo de ataque muito grande de nossos direitos. Está na hora de revertermos esse processo. Se a gente não se mobilizar, vamos passar mais um ano sem reajuste”, afirmou.

Contas saudáveis Durante a análise de conjuntura, que envolveu a avaliação da Campanha Salarial, José Arnaldo Gama foi enfático: “Essa campanha unificada de 2010 com a Uenf não é qualquer coisa, está incomodando muita gente”, disse. Ele também lembrou à categoria que a previsão de arrecadação do governo para o ano de 2011 é muito positiva. “É cinismo do governador Cabral, por conta dos royalties do petróleo, afirmar que o estado quebraria. Nossos salários nunca foram pagos com royalties. Depois dessa história de “covardia contra o Rio” que ele inventou, ele se contradiz prevendo para o ano que vem a mesma arrecadação dos anos de 2009 e 2010. Os números são ótimos! Há margem para pressão”, afirmou.

Luta interna O coordenador geral Jorge “Gaúcho” elencou uma série de conquistas obtidas pela bancada dos servidores técnico-administrativos no Conselho Universitário (Consun). Para ele, isto se deve ao trabalho incansável de pessoas comprometidas com a luta dos trabalhadores. “Mesmo com minoria, conseguimos aprovar no Consun o PCC, duas minutas, a avaliação para progressão na carreira”.

Além de relembrar as conquistas, o coordenador, que também é conselheiro universitário, fez um alerta. “Hoje, a meta do reitor é desmantelar a bancada dos técnico-administrativos. Tanto é verdade que assessores da Reitoria compuseram chapas na Administração Central e no Hupe, que é outro foco de resistência. Não votem na administração. Cada nome desses que entrar no Consun é menos um voto para os técnico-administrativos. Muito cuidado em quem vocês votam”, disse.

Mobilização é primeiro passo O servidor Antonio fez críticas ao processo de mobilização vivenciado pelos trabalhadores da Universidade. “Uma assembleia esvaziada é algo preocupante. Alguma coisa está errada”, disse. Ele também sinalizou que o ponto central da assembleia e da atuação dos trabalhadores deve ser a Campanha Salarial.

Já para a servidora Mônica Lima, o diagnóstico de Antonio não é exclusividade da Uerj. “A gente vê, sabe que é difícil mobilizar a massa. Isso é fruto do capitalismo. A gente acaba não conseguindo aglutinar porque estamos sempre dividindo nossas lutas, nossos pontos em comum. É um ponto importante pensarmos em como mobilizar a categoria, mas isso não é uma característica só daqui. Este é um modelo presente nas instituições de maneira geral”, defendeu.

Deliberações Com apenas um voto contrário, todas as propostas apresentadas foram aprovadas. Veja o conjunto de deliberações: - Manutenção do estado de greve; - Panfletagem na porta da Uerj no dia 18/05 em conjunto com a Asduerj; - Paralisação de 24h no dia 19/05 (saída de ônibus da Uerj às 9h) para ida à Audiência Pública; - Paralisação de 24h no dia 08/06 para ida à assembleia unificada na Uenf/Campos – há uma listagem disponível na sede do Sintuperj para os trabalhadores se inscreverem para a ida à assembleia; - Realização de plenária dos contratados em Junho, após o término das eleições do Consun; - Realização de plenária dos aposentados em junho, após o término das eleições do Consun; - Participação na plenária do Muspe no dia 17/05; - Participação na marcha ao palácio Guanabara em junho; - Reunião com prefeito sobre os aposentados trabalharem na UERJ.

Fonte: http://www.sintuperj.org.br/portal/pg_materia.asp?id=485

sexta-feira, 14 de maio de 2010

DIA 19 CONVIDAMOS TODOS A COMPARECER À ALERJ

A situação salarial dos trabalhadores das universidades públicas estaduais, assim como suas condições de trabalho, são bem conhecidas da população. Faltam equipamentos, tetos e rampas desabam, estudantes são prejudicados por falta de materiais essenciais para sua formação, a falta de pessoal e a não realização de concursos públicos acentuam esse quadro degradante. Os servidores enfrentam uma defasagem salarial de 82%, veem ano a ano seu orçamento encolher. Esta é, infelizmente, a realidade vivida pelos trabalhadores das universidades públicas estaduais.

Para discutir esses assuntos, a Comissão de Educação da Alerj realizará na próximaquarta-feira, dia 19/05, uma audiência pública. Trabalhadores da Uerj e da Uenf estão convocados a comparecerem. Neste dia haverá paralisação nas duas universidades. Este é mais um espaço de luta e devemos ocupá-lo. Vamos pressionar o governador, por meio do Legislativo, para que atenda nossas reivindicações. O que queremos é ter nossos direitos respeitados!

Um ônibus sairá da Uerj para levar os trabalhadores. A concentração será às 9h na entrada principal do Campus Maracanã.

Compareça!

COMUNICADO DA DIRETORIA DA ADUENF

A diretoria da ADUENF vem inicialmente informar que a assembléia unificada realizada nesta 4a feira (12/05) representou um significativo avanço no processo de unificação das ações sendo realizadas pela ADUENF e pela delegacia do SINTUPERJ na UENF na luta pela reposição de 82% de reposição de perdas salariais. Este é um momento histórico que resgata a unidade entre todos os servidores da UENF que, no passado, garantiu a conquista da nossa autonomia universitária. Além disso, este processo de fortalecimento da unidade interna fortalece o processo de unificação que logramos iniciar com nossos colegas da UERJ. Informamos ainda que em termos das decisões tomadas pelos presentes na assembléia foram aprovados os seguintes itens: - Paralisação das atividades de todos os setores da UENF no dia 19/05/2009 para participação na audiência pública que ocorrerá na ALERJ para tratar da reposição das perdas salariais e dos problemas de financiamento da UENF e da UERJ, e participação no ato público que será realizado nas escadarias da ALERJ após o encerramento da audiência. - Realização de assembléia unificada UENF/UERJ em Campos dos Goytacazes no dia 8 de Junho. - Prioridade na luta pela reposição da perda salarial de 82%, inclusive dentro dos órgãos colegiados da UENF. - Luta pelo estabelecimento de uma data base para discussão com o governo estadual de modo a definir anualmente os índices de reajuste salarial. Dado o que foi decidido, a diretoria da ADUENF convoca a todos os seus associados a participarem da paralisação do dia 19/05 para ida à ALERJ. UNIDOS VENCEREMOS! Campos dos Goytacazes, 13 de Maio de 2010. Diretoria da ADUENF Gestão 2009-2011

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sergio Cabral não respeita a UENF!

Verdadeiramente vergonhosa a atuação do atual Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, em relação a gestão das Universidades Estaduais, em especial para nós a gestão da Universidade Estadual do Norte Fluminense. A constante falta de recursos seja para equipamentos, materiais ou novos investimentos, vide os problemas na obra do bandeijão. Quando somados a falta de recursos até para o reajuste dos salários de funcionários e professores torna o ambiente universitário extremamente desgastado, com pouco estímulo para se manter entre as melhores do Brasil (veja figura ao lado). A ADUENF (Associação dos Docentes da UENF) vem insistindo na necessidade de reajuste de 82% devido aos muitos anos que sequer conseguiu-se reajustar a inflação. Fato esse ocorrido também durante a gestão dos Garotinhos... O que se passa na cabeça de um Governador ou Governadora quando simplesmente impõe reajuste zero, ou que sequer repõe a inflação, para categorias profissionais que atuam na educação? Fonte: http://erikschunk.blogspot.com/2010/05/sergio-cabral-nao-respeita-as-uenf.html

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sindicatos Estaduais Criticam Governo

11 de maio de 2010. Renato Deccache Os sindicatos de professores e funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) rejeitaram os argumentos do governo do Estado para não conceder reajuste salarial este ano. Enquanto a Secretaria Estadual de Planejamento defende que parte das categorias foi beneficiada e que, para a outra, não há como conceder aumentos salariais neste momento, os representantes do funcionalismo das universidades afirmam que há recursos disponíveis. Em assembleia, no dia 29 de abril, a Associação de Docentes da Uerj (Asduerj), a Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) e o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj) decidiram que a negociação salarial será conjunta. Na Uerj, a defasagem estimada é de 80%. Na Uenf, este índice seria de 82%. Segundo os sindicatos, o índice de referência para o cálculo é o do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O governo, porém, não reconhece os índices. Em resposta, no entanto, o secretário estadual de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy Barbosa, afirmou que os professores da Uerj já vêm sendo beneficiados com um plano de carreira, cuja implantação termina no primeiro semestre de 2011, e que prevê reajustes salariais. Ele informou ainda que ocorreu o mesmo com professores da Uenf em 2008. Tanto os docentes de Campos como os funcionários das duas instituições deveriam aguardar, ainda, a aprovação do projeto de lei que redistribui os royalties do petróleo, no Congresso, para negociar novas resposições. As duas justificativas não foram aceitas pelos sindicalistas. Segundo Arnaldo Gama, um dos coordenadores gerais do Sintuperj, as receitas do governo cresceram nos últimos anos. Ele afirma que, pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, que contém a estimativa de receita para os próximos anos, o Estado prevê arrecadar mais R$5 bilhões. "Desde que Cabral assumiu, a receita é superavitária. As contas do governo são muito boas, em todos os tributos", comentou Arnaldo Gama, que não vê na discussão sobre a redistribuição dos royalties do petróleo das novas reservas encontradas na camada Pré-Sal, uma razão para não reajustar os salários. "Se, de fato, chegássemos a uma situação de o Estado não receber nada dos royalties, o governo poderia modificar sua estrutura de despesas, gastando menos com pagamento da dívida e mais com o funcionalismo." O presidente da Aduenf, Marcos Pedlowski, também acredita que o governo tem arrecadação para aumentar os salários. "O reajuste da Uenf demanda R$20 milhões. Gasta-se muito mais em propaganda, por exemplo", afirma. O sindicalista reconhece que os salários aumentaram em função do plano de carreira, implantado em 24 meses, entre 2006 e 2008. Porém, defende que, mesmo com estes ganhos, a defasagem continua em 82%. "Este plano repôs cerca de 30%. Da última vez que fizemos greve, em 2005, o índice de reposição de perdas era de 75%", disse o sindicalista. Na Uerj, a posição é semelhante. Segundo a Associação de Docentes, o plano em curso não contempla a reivindicação de reajuste linear. "Não são reajustes relativos à inflação, aos 82% de perdas que tivemos desde 2001. Queremos reajuste linear, que reponha a inflação, além de implantação de todo o plano de carreira no primeiro semestre deste ano", afirmou Cleier Marcosin, presidente da Asduerj. http://www.folhadirigida.com.br/script/FdgDestaqueTemplate.asp?pStrLink=7,79,0,230760&IndSeguro=0

UENF NA RUA, CABRAL A CULPA É SUA! V

Ficamos surpresos quando soubemos da pauta do último CONSUNI que estaria incluindo a questão da tabela, já que em momento algum fomos consultados e demos o nosso aval para que o assunto fosse discutido. Não reconhecemos e não vamos discutir nenhuma tabela, pois a idéia original ficou para trás, que era a de corrigir a distorção na tabela do PCV de 149% para os níveis elementar, fundamental e médio, índice igual ao que alcançou o nível superior. Assim sendo, como não reconhecemos esta tabela apresentada pelo Reitor e por técnicos de nível superior é que tomamos a iniciativa de entrarmos na justiça. Decisão tomada em assembléia pela correção do percentual do PCV. O que estranhamos é que justamente na hora em que as entidades se unem em torno de uma reposição salarial e que os servidores começam também a somar e a lutar por melhores salários, apoiando as suas representações surgem algumas discussões no CONSUNI que tem uma única finalidade que é dividir o movimento dos servidores da UENF que lutam por uma reposição de 82% Precisamos estar atentos a este tipo de manobra, pois a quem interessa ver os servidores divididos? A quem interessa ver o movimento fragilizado? Acho que estamos no caminho certo, pois temos a certeza de que já começamos a incomodar, por isso reforçamos que o nosso único caminho é a unidade dos servidores das universidades públicas estaduais a fim de barrar o processo de privatização do governo Sérgio Cabral que não tem nenhum compromisso com a UENF e UERJ. Todos a assembléia unificada SINTUPERJ/ADUENF Dia 12 de maio às 16:00h Auditório 2 do P4 Unidade Sim, Divisão Não

segunda-feira, 10 de maio de 2010

OLHO ABERTO ITALVA QUE AS PROMESSAS DE EXPANSÃO DA UENF PODEM NÃO PASSAR DISTO, OU SEJA, SIMPLES PROMESSAS.

Menos de uma semana após divulgar de forma ruidosa no site da UENF que existiria uma pressão social pela expansão da UENF para o noroeste fluminense, o Reitor Almy Junior manteve um silêncio sepulcral sobre o assunto na reunião realizado pelo Colegiado Acadêmico da UENF que ocorreu nesta segunda- feira (10/05). Ainda que esteja programada uma reunião do Conselho Universitário para o dia 14/05 (próxima 6ª. feira) onde o assunto poderá ser ventilada. Mas como é o Colegiado Acadêmico o primeiro colegiado superior que deverá aprovar a criação de cursos que darão vida efetiva a esta prometida expansão, o silêncio do Reitor na reunião do Colegiado Acadêmico foi, no mínimo, curioso. Em tempo: o curso de Engenharia de Alimentos que tem sido citado como um dos possíveis motores desta expansão ainda não passou da fase inicial de análise para sua criação numa data ainda indefinida. Assim, do que jeito que anda a carruagem, as eventuais promessas de levar este curso para o município podem não passar disto, simples promessas! Por via das dúvidas, é bom que os governantes de Italva saibam logo que a ADUENF já condicionou qualquer expansão futura a uma política que garanta a reposição total das perdas salariais que vêm ao longo da última década corroendo salários e comprometendo a sustentabilidade institucional da UENF ao causar uma grande evasão de professores doutores.

UnB mantém greve

Os professores da Universidade de Brasília (UnB) decidiram, em assembléia realizada na terça-feira (04/05), manter a greve da categoria. Por 233 votos contra 40, deliberaram também a suspensão do calendário acadêmico. A principal reivindicação é a manutenção da URP (Unidade de Referência de Preços), percentual de reajuste salarial dos servidores da UnB baseado na inflação. Uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) restringiu a aplicação do índice ao salário base dos docentes. O TCU impediu ainda que servidores técnico-administrativos, que ingressaram depois de 2005, recebam reajustes baseados na URP. Fonte: ANDES-SN, com informações da Agência UnB

Leiam a matéria completa no Blog - planicielamacenta.blogspot.com

Universidade "aparelhada": O reitor, o governador e os observadores! ................................. Fonte: planicielamacenta.blogspot.com

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE: UMA MERCADORIA PARA POUCOS OU DIREITO DE TODOS OS CIDADÃOS?

Estamos chegando a mais um período eleitoral e por causa disto nossos sistemas auditivos e visuais serão inundados por propaganda feita pelos diferentes candidatos tentando nos convencer de que fizeram, ou que ainda farão, muito em prol da educação. Contudo, uma análise mínima das ações que foram executadas, seja por candidatos ainda em mandato, ou por outros que já estiveram nessa condição, mostrará que a despeito de anúncios caros, a propaganda não combina com a realidade. Afinal de contas, o que os indicadores criados para medir a qualidade da educação mostram é que há uma piora em todos os níveis, e que, salvo raríssimas exceções, não existem políticas em execução para garantir a qualidade do ensino e a valorização dos profissionais da educação. Um risco que se corre toda vez que tratamos desse assunto é o de culpar os governantes de uma forma genérica, o que implicaria dizer que as políticas de desestruturação da escola pública de qualidade são fruto de vontades ou caprichos pessoais, e que bastaria substituir fulano por beltrano para que finalmente o Brasil pudesse ter um projeto político voltado para o oferecimento de ensino público de qualidade para todo o seu povo. Infelizmente, não estou entre aqueles que enxergam a degeneração da escola pública (desde o ensino elementar até a educação superior) como resultado de vontades pessoais. Pelo contrário, credito aos problemas estruturais o destino desafortunado que a educação pública sempre teve no Brasil. Entre as questões que fogem ao plano das veleidades pessoais deste ou daquele governante eventual está a condição de economia dependente que, desde os tempos coloniais, nos colocou como uma região de sacrifício destinada a ser explorada à exaustão e, por conseqüência, ter um povo inculto e politicamente desorganizado. Além disso, um aspecto aprofundado pelas transformações ocorridas na economia mundial foi a passagem da educação do campo dos direitos fundamentais do ser humano à categoria de serviços, o que implicou na sua transformação em mais uma mercadoria. Isto fez com que se oficializasse a visão de que educação de qualidade é só para aqueles que podem pagar, restando aos pobres freqüentar escolas em péssima condição onde labutam trabalhadores desvalorizados profissionalmente, e obrigados a enfrentar uma carga sobre-humana de trabalho para garantir um mínimo de renda digna. No entanto, apesar destes elementos estruturais, não há como deixar de apontar que determinados governantes cumprem um papel bastante arrojado no sentido de contribuir com este projeto de privatização da educação pública. Vejamos, por exemplo, o governador Sérgio Cabral e sua política de financiamento das universidades e escolas técnicas estaduais. Cabral em sua campanha anterior foi à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e assinou uma carta compromisso se comprometendo a ampliar o financiamento da instituição e a valorizar seus profissionais. No entanto, apesar de ter sido filmado assinando o documento, quando eleito continuou a política de asfixia financeira dos governos anteriores. E, pior, vem tentando (com o entusiasmado apoio da Reitoria da UERJ) avançar o processo de privatização que tem hoje como sua ponta de lança o Hospital Universitário Pedro Ernesto. Também no caso da UENF, o governo Cabral tem acelerado o processo de sucateamento ao limitar drasticamente o teto orçamentário que a instituição deve receber anualmente. E aqui, como na UERJ, os resultados são desastrosos, pois várias áreas estratégicas estão sendo comprometidas, isto sem falar na evasão de profissionais atraídos pelos melhores salários pagos pelas universidades federais e pela iniciativa privada. Mas para não me concentrar somente no plano estadual, devo dizer que no município de Campos o tratamento dado à educação tampouco é animador. A verdade é que se dermos uma rápida olhada no que tem feito o governo Rosinha, veremos que enquanto se gasta milhões em serviços terceirizados de merenda, dezenas de escolas rurais são fechadas, um plano de cargos e salários prejudicial é imposto aos servidores da educação e, ainda por cima, centenas de concursados (que já poderiam estar trabalhando nas escolas municipais) são deixados na rua da amargura. Neste sentido, longe de ser algo acidental, a amálgama que mistura precarização com privatização imposta pelas diferentes escalas de governo à escola pública, de fato, espelha o descompromisso que as elites brasileiras têm para com o estabelecimento de uma sociedade mais democrática em nosso país. Afinal de contas, mais do que ninguém os seus membros sabem que uma condição essencial para a manutenção de um exército de eleitores mansos e despolitizados é que as pessoas sejam mantidas na escuridão da ignorância de seus próprios direitos. É por isto que a escola pública de qualidade causa tanto pavor e merece dos governantes um tratamento tão indigno. O maior problema com este cenário é que ao mantermos a educação de qualidade restrita aos setores mais abastados da sociedade brasileira, estamos condenando milhões de seres humanos a viverem eternamente em condições abjetas e sem quaisquer possibilidades de um futuro melhor. Mas como para toda ação há uma reação, ao aceitar este quadro de forma passiva, automaticamente nos condenamos a viver isolados e amedrontados com o que os destituídos poderão nos fazer de ruim. Marcos Pedlowski é Chefe do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico do Centro de Ciências do Homem e Presidente da ADUENF

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Verdade e a Educação

Alguns princípios importantes na educação são a verdade, o respeito e o debate aberto sobre a construção do conhecimento. Não podemos esconder dos nossos estudantes as questões que estão diretamente ligadas a sua formação. Abaixo temos uma notícia recente sobre o processo de credenciamento de um curso medicina em uma universidade federal. Este é um resultado lamentável de um processo de crescimento que desrespeita do direito constitucional dos estudantes, inclusive nos parece impensável que tal curso pudesse funcionar.

Pois bem, vindo para nossa realidade, a UENF é surpreendida a cada dia com notícias vinculadas na mídia eletrônica ou impressa. O informativo da UENF (número 2892 de 5 de maio de 2010) trás fotos e inúmeros nomes de autoridades da região assim como da UENF. Pois bem, a grande surpresa nisto tudo é que o responsável pelo centro onde são ministrados os cursos na área de Ciências e Tecnologias Agropecuárais não participa deste esforço institucional assim como a Pró-Reitoria responsável, neste caso a Pró-Reitoria de Graduação. Os cursos que serão instalados nestes locais serão de extensão? Esta é uma pergunta que poderia ser respondida em fórum apropriado, mas esta discussão não tem sido conduzida na instituição e para que situações como a apresentada abaixo não se repitam, seria adequado que todas as autoridades envolvidas respeitassem a liturgia dos trâmites acadêmicos.

Para abrir Curso de Medicina, UFSCar "usou" Santa Casa.

PUBLICIDADE

VERIDIANA RIBEIRO da Folha Ribeirão

Quando pediu autorização ao Ministério da Educação para abrir o curso de medicina, a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) considerou a Santa Casa - e não o Hospital Escola - como primeira opção para o internato, período em que alunos dos dois últimos anos estagiam em hospitais.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u730692.shtml

A informação contraria, segundo os estudantes, o que foi dito pela coordenação do curso desde o primeiro ano da faculdade, em 2006. Entre os alunos, a expectativa era que o estágio fosse feito no segundo módulo do Hospital Escola, prometido para abril, mas que ainda está em construção. Sem local para o internato, 33 estudantes do quinto ano da medicina estão sem aulas desde a última sexta-feira (30). "Desde que entramos na faculdade, nunca foi aventada essa possibilidade [de internato na Santa Casa]. A coordenação sempre disse que o Hospital Escola estava sendo construído para receber a nossa turma", disse Renan Marangoni, 23.

Segundo Marangoni, a Santa Casa só foi procurada depois que a UFSCar percebeu que o Hospital Escola não ficaria pronto a tempo. Como consequência, diz ele, os médicos do hospital não foram capacitados para receber os alunos. Para conseguir uma autorização para abrir um curso de medicina, as instituições de ensino precisam comprovar que dispõem de locais para as atividades práticas. No caso da UFSCar, a garantia dada foi o convênio com a Santa Casa. O hospital chegou a ser usado como internato entre março e abril, com um mês de atraso. Mas, segundo Edilson Abrantes, diretor clínico da Santa Casa, o convênio foi rompido pela UFSCar no dia 30. A Folha não conseguiu ouvir a universidade sobre a suspensão.

As informações sobre as causas do rompimento não são claras. Em tese, a suspensão aconteceu depois que médicos preceptores do hospital deixaram de receber os R$ 100,00 extras combinados com a universidade pela orientação aos alunos. A Prefeitura de São Carlos, responsável pelo pagamento dos plantonistas, não comenta sobre a "inadimplência". Hoje, os estudantes devem protestar no campus de São Carlos contra a paralisação das atividades do quinto ano durante a cerimônia de abertura das comemorações oficiais dos 40 anos da UFSCar.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Funcionários da USP iniciam greve mesmo após reitoria ameaçar cortar salários

Os funcionários da USP (Universidade de São Paulo) iniciaram nesta quarta-feira greve por tempo indeterminado para reivindicar reajuste salarial. Por volta das 9h40, os serviços de restaurantes e ônibus circulares estavam interrompidos devido à paralisação da categoria.

O início da greve acontece mesmo após a reitoria da universidade anunciar que vai impor multa de R$ 1.000 por dia, caso o movimento grevista dos trabalhadores cause transtornos, como colocação de piquetes e bloqueios de acesso, de acordo com uma liminar adquirida na Justiça. A reitoria também afirmou que não vai pagar os dias não trabalhados.

O diretor de base do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Magno de Carvalho, voltou a afirmar nesta quarta, que "as ameaças não intimidarão os funcionários". A categoria deve realizar ainda na manhã de hoje uma assembleia no prédio da faculdade de História, onde discutirão a paralisação. Apesar disso, Carvalho destaca que "não há possibilidade de a greve ser interrompida devido a essas ameaças".

Ontem, o diretor já havia afirmado que poderá haver "cerco do prédio da reitoria e o fechamento dos outros prédios". Segundo ele, a colocação de piquetes é feita para não distinguir os funcionários que entraram em greve e os que não entraram e para evitar perseguições.

"Com o prédio fechado, não é possível descontar do salário pelo ponto e evitamos que os funcionários sejam ameaçados e perseguidos. Essas ameaças nunca intimidaram os trabalhadores e vários prédios têm permanecidos fechados durante greves", disse o diretor.

Os servidores reivindicam aumento salarial de 16% mais R$ 200 e o repasse de 6% dado pela reitoria aos professores em fevereiro deste ano. A USP informou que as reivindicações ainda não foram avaliadas. Uma reunião de negociação com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) foi marcada para o dia 11 de maio.

Por volta das 9h40 desta quarta, nem o sindicato nem a reitoria da universidade tinham um balanço de adesão a greve. Apesar disso, a USP informou que os serviços de ônibus circulares, restaurantes, assim como o antigo prédio da reitoria e a antiga prefeitura do campus estavam comprometidos.

Ano passado

No ano passado, uma greve iniciada por funcionários da USP também em 5 de maio ganhou a adesão de professores e estudantes um mês depois, após a Polícia Militar ter sido chamada pela então reitora Suely Vilela para impedir piquetes dos servidores em prédios como a reitoria.

A greve durou 57 dias e foi marcada por um conflito entre a Força Tática, de um lado, e estudantes e funcionários, do outro, que deixou ao menos dez feridos. A paralisação terminou em 22 de junho sem que as principais reivindicações da categoria fossem atendidas.

Fonte: www.uol.com.br