Profissionais da área da educação fazem pressão sobre Cabral

Maio promete ser de dor de cabeça para o governador Sérgio Cabral (PMDB), às voltas com uma sucessão de greves na área da educação em várias instituições, como a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). Este ano, o movimento dos docentes e funcionários das universidades será fortalecido por uma campanha salarial unificada.

No próximo dia 12, quarta-feira, haverá assembléia dos professores e servidores técnicos-administrativos da Uenf, cujo movimento é reforçado pelo apoio de alunos da universidade com abaixo-assinado de apoio à campanha salarial.

Para o dia 19, está marcada greve dos professores e técnico-administrativos da Uenf e Uerj. A proposta será votada em assembléia na próxima quarta-feira, no Rio. No mesmo dia, haverá audiência pública, às 10 horas, da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para avaliar o que vem sendo pleiteado pelos profissionais da Uenf e da Uerj.

Após os debates na Alerj sobre a crise nas universidades e estaduais e a corrosão salarial dos professores e servidores, os profissionais das duas universidades realizam ato público nas escadarias do Palácio Tiradentes. Logo após, será votada a proposta de paralisação.

Na Uenf, entre outras reivindicações, a pauta inclui reposição salarial de 82% referentes a perdas dos últimos dez anos, além do fim da terceirização dos serviços.

Os professores protestam contra a falta de investimentos na Uenf, que estaria trabalhando com orçamento 100% abaixo do que necessita. Eles querem também de volta para a universidade os R$ 10 milhões aprovados pela Alerj, mas que Cabral retirou do orçamento da Uenf sob alegação de que os recursos haviam sido remanejados do Rio-Previdência.

Faetec - Ontem, milhares de professores da rede estadual de ensino voltaram a fazer uma paralisação por 24 horas. As escolas da rede Faetc ficaram sem aulas. Os professores e funcionários administrativos foram ao Rio de Janeiro participar de uma audiência pública com deputados na Alerj, a quem foram recorrer por suas reivindicações, tendo em vista não serem atendidos pelo governador. Somente do (Instituto Superior de Ensino Aldo Muylaert Isepam) foram 300 professores de ônibus até para protestar pela falta de cumprimento de promessas de Cabral.

Das instituições vinculadas à rede Faetec ficaram sem atividades ontem as Escolas Técnicas João Barcelos Martins, Antônio Sarlo (antigo Colégio Agrícola) e Isepam. Apenas servidores de setores como as secretarias trabalharam.

PEC - Na terça-feira foi aprovado em primeiro turno a Proposta de Emenda Constitucional à Constituição Estadual (PEC) que cria o carg ode animador cultural. De acordo com a diretora do Sepe Graciente Santana, dia 11 a categoria vai novamente ao Rio para novo manifesto.

Fonte: http://www.odiarionews.net/wordpress/geral

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